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Rota do Tomate + Sustentável abre inscrições para reconhecer produtores alinhados às novas exigências do mercado

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A iniciativa Rota do Tomate + Sustentável abriu inscrições para a edição 2026, com o objetivo de reconhecer e apoiar produtores de tomate que buscam aprimorar suas práticas agrícolas em conformidade com as novas exigências do mercado e da sustentabilidade.

O programa é uma realização conjunta da Promip e do IBRAHORT, com o apoio da SBCERT, PariPassu e do Grupo Carrefour Brasil, promovendo a conexão entre a produção agrícola e as demandas reais do varejo.

Capacitação e suporte técnico aos produtores

De acordo com Marcelo Poletti, CEO da Promip, a proposta é fortalecer a capacitação técnica e a adoção de ferramentas biológicas e sustentáveis no campo.

“Queremos estar mais próximos do produtor, ajudando-o no uso prático de soluções biológicas e nas boas práticas agrícolas. O acompanhamento por 12 meses traz mais confiança e suporte para a manutenção das certificações”, afirma Poletti.

O cronograma do programa contempla diversas fases de capacitação e acompanhamento técnico:

  • Etapa 1 (10 de março a 10 de abril): treinamento na plataforma MipExperience;
  • Etapa 2 (23 de abril): workshop técnico durante o 4º Encontro Nacional IBRAHORT;
  • Etapa 3 (1º de maio a 10 de julho): visitas técnicas em campo com acompanhamento das práticas adotadas pelos produtores;
  • Etapa 5 (15 de setembro): cerimônia de premiação, durante a 11ª CNTM.
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As inscrições estão abertas até 6 de março e podem ser feitas no site oficial: https://mipexperience.agr.br/rotatomatesustentavel/.

Prêmios e certificações para quem adota boas práticas

Os participantes terão acesso a um conjunto de benefícios e reconhecimentos, entre eles:

  • Certificação e Selo MipExperience®, com validade de 12 meses e reconhecimento oficial pelo Ministério da Agricultura;
  • Troféu de Reconhecimento Rota do Tomate + Sustentável;
  • Acesso à Plataforma Agro Brasil + Sustentável, que oferece descontos em juros do Plano Safra;
  • Suporte técnico exclusivo por 12 meses, com foco no manejo da resistência da mosca-branca a inseticidas.
Incentivo à agricultura regenerativa e sustentável

O Rota do Tomate + Sustentável busca disseminar práticas de agricultura regenerativa, promovendo o uso responsável de bioinsumos e fortalecendo o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

O objetivo é tornar a produção de tomate mais eficiente, competitiva e ambientalmente equilibrada, beneficiando toda a cadeia produtiva — do campo ao varejo.

Sobre a Promip

Fundada em 2006 e originada da ESALQTec (ESALQ/USP), em Piracicaba (SP), a Promip é uma empresa de base tecnológica pioneira na produção e comercialização de macrobiológicos no Brasil.

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A companhia atua no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o controle biológico de pragas, promovendo uma agricultura mais segura, produtiva e alinhada à preservação ambiental.

Mais informações: www.promip.agr.br

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta em excesso derruba preços no mercado independente no Sul

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O excesso de animais disponíveis para abate e a demanda enfraquecida derrubaram o preço do suíno vivo no mercado independente a ponto de colocá-lo abaixo da remuneração paga aos produtores integrados em algumas regiões do Sul. A inversão, considerada incomum no setor, foi identificada em julho pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O movimento ganhou força especialmente em Braço do Norte, em Santa Catarina. Normalmente, o suíno comercializado no mercado independente vale mais porque o produtor assume integralmente os custos da criação e o risco das oscilações de preço. Neste ano, porém, a oferta elevada reduziu o poder de negociação desses criadores.

No sistema independente, os animais pertencem ao produtor, que compra leitões, ração, medicamentos e demais insumos, define o manejo e negocia diretamente com frigoríficos ou intermediários. Esse modelo permite aproveitar eventuais altas do mercado, mas deixa toda a atividade exposta ao custo do milho e do farelo de soja, às perdas produtivas e às quedas de preço.

A integração funciona de outra forma. Trata-se de uma relação contratual entre o produtor e uma agroindústria ou cooperativa. Em geral, a integradora fornece os animais, a alimentação, os medicamentos, a genética e a assistência técnica, além de definir os padrões sanitários e o período de entrega para o abate.

O produtor integrado entra principalmente com as instalações, os equipamentos, a mão de obra, a energia, a água e o manejo dos dejetos. Ao fim de cada lote, recebe uma remuneração calculada conforme as regras do contrato, que podem considerar ganho de peso, conversão alimentar, mortalidade, qualidade e cumprimento das metas estabelecidas.

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Nesse modelo, o produtor tem menor liberdade para decidir quando e para quem vender, mas também fica menos exposto às oscilações do preço dos animais e da ração. É justamente essa proteção contratual que explica por que a remuneração dos integrados conseguiu superar o valor pago no mercado independente em algumas praças.

A diferença ocorre em uma cadeia que deverá produzir até 5,7 milhões de toneladas de carne suína em 2026, crescimento de 2,7% sobre o ano anterior, conforme projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Desse total, cerca de 4,15 milhões de toneladas devem permanecer no mercado interno.

O consumo nacional está estimado em 19,5 quilos por habitante neste ano. Apesar do avanço registrado nas últimas temporadas, a carne suína ainda ocupa a terceira posição na preferência dos brasileiros entre as principais proteínas animais, atrás do frango e da carne bovina.

No mercado internacional, o Brasil é o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador de carne suína, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A produção nacional fica atrás apenas da China, da União Europeia e dos Estados Unidos.

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A ABPA projeta exportações de até 1,55 milhão de toneladas em 2026. Somente no primeiro semestre, os embarques brasileiros alcançaram o recorde de 794,2 mil toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

As Filipinas lideram as compras da carne suína brasileira, seguidas por mercados como Japão, Chile, China e Hong Kong. A diversificação dos destinos reduziu a dependência do mercado chinês e ajudou a sustentar o crescimento das vendas externas.

As importações, por outro lado, são praticamente residuais. O Brasil deverá comprar do exterior cerca de 4 mil toneladas de carne suína em 2026, volume inferior a 0,1% da produção nacional. Os produtos importados vêm principalmente de países europeus e do Mercosul e estão concentrados em cortes salgados, secos, defumados ou de maior valor agregado.

Mesmo com exportações recordes, a oferta disponível em determinadas regiões permanece elevada. O mercado externo absorve uma parcela importante da produção, mas não impede desequilíbrios locais quando há concentração de animais prontos para o abate e menor disposição de compra dos frigoríficos.

A recuperação do suíno independente dependerá do escoamento dessa oferta e de uma reação do consumo. Para os produtores, também será decisivo o comportamento do milho e do farelo de soja, que representam a maior parcela do custo de alimentação dos animais.

Fonte: Pensar Agro

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