AGRONEGÓCIO
Safra de café do Brasil em 2025 deve alcançar 55,2 milhões de sacas, aponta Conab
AGRONEGÓCIO
A safra de café do Brasil em 2025 está estimada em 55,2 milhões de sacas de 60 kg, considerando a soma das espécies Coffea arabica e Coffea canephora (robusta e conilon). Segundo o 3º Levantamento da Conab, o volume representa um avanço de 1,8% em relação a 2024, quando a colheita foi de 54,21 milhões de sacas.
Café arábica em ciclo de baixa e robusta em forte recuperação
Do total projetado, 35,15 milhões de sacas (64%) devem vir do café arábica, enquanto 20,05 milhões de sacas (36%) serão de café canephora. Apesar da liderança, a produção do arábica recua em função do ciclo de bienalidade negativa, fenômeno fisiológico que reduz a carga produtiva após um ano de safra elevada. A produtividade média será de 23,7 sacas por hectare, uma queda de 11,2% frente a 2024.
Já o canephora deve registrar alta expressiva de 37,2% na produção, impulsionado pela recuperação após as condições climáticas adversas do último ano, como ondas de calor e problemas de floração. A produtividade média em 2025 está estimada em 53,8 sacas por hectare.
Minas Gerais lidera produção de arábica; Espírito Santo domina no robusta
Entre os estados produtores de café arábica, Minas Gerais mantém ampla liderança, com 24,7 milhões de sacas, equivalente a 70,3% da safra nacional da espécie. Em seguida aparecem:
- São Paulo: 4,74 milhões de sacas (13,5%)
- Espírito Santo: 3,26 milhões (9,3%)
- Bahia: 1,14 milhão (3,2%)
- Paraná: 741,8 mil (2,1%)
- Rio de Janeiro: 307,2 mil (menos de 1%)
- Goiás: 214,1 mil (menos de 1%)
Já na produção de café canephora, o Espírito Santo responde por 13,81 milhões de sacas (68,9% da safra nacional). A Bahia ocupa a segunda posição com 2,95 milhões de sacas (14,7%), seguida por Rondônia com 2,31 milhões (11,5%). Na sequência estão Minas Gerais (580,3 mil sacas), Mato Grosso (278,7 mil) e Amazonas (35,3 mil).
Perspectivas para o setor cafeeiro em 2025
Com esse cenário, o Brasil mantém-se como maior produtor global de café, diversificando sua produção entre arábica e robusta. Enquanto o arábica atravessa um ano de bienalidade negativa, o robusta consolida sua recuperação e contribui para equilibrar a oferta nacional.
Os dados fazem parte do Terceiro Levantamento da Safra de Café 2025, divulgado pela Conab e disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
3° Levantamento da Safra de Café de 2025
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de trigo do Paraná praticamente zeram em 2025 e produção é absorvida pelo mercado interno
As exportações de trigo do Paraná praticamente desapareceram em 2025, consolidando um movimento de forte direcionamento da produção ao mercado interno. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o estado colheu 2,87 milhões de toneladas na última safra, mas exportou apenas 4 toneladas — volume residual destinado ao Equador em dezembro.
Desde então, não há registros de novos embarques, e a expectativa é de que não ocorram exportações relevantes até o início da próxima colheita, prevista para agosto.
Mercado interno absorve produção de trigo
O cenário atual reforça a predominância do consumo doméstico como destino do trigo paranaense. Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano concentra os embarques do cereal, o que indica baixa probabilidade de reversão desse quadro no curto prazo.
A retenção da produção contrasta com o comportamento observado entre 2022 e 2024, quando o estado exportou mais de 800 mil toneladas. Já no período entre 2017 e 2021, os volumes embarcados foram inferiores a 10 mil toneladas.
Qualidade e preços definem fluxo de exportação
De acordo com o Deral, a oscilação nas exportações ao longo dos anos está diretamente relacionada à qualidade do trigo e à competitividade dos preços.
Entre 2022 e 2024, o cereal produzido no Paraná apresentou गुणवत्ता abaixo dos padrões exigidos pelos moinhos nacionais. Aliado a preços mais atrativos no mercado internacional, esse fator impulsionou as exportações.
Por outro lado, entre 2017 e 2021, a combinação de safras menores, maior proporção de trigo de qualidade superior e preços menos competitivos no cenário externo favoreceu a absorção pelo mercado interno.
Safra 2026 deve manter foco no consumo doméstico
Para a safra de 2026, a tendência é de continuidade do atual cenário, com a produção novamente destinada majoritariamente ao consumo interno. A redução da área plantada no estado é um dos fatores que reforçam essa perspectiva.
Segundo o boletim, apenas eventos climáticos adversos, como geadas ou excesso de chuvas durante a colheita — que possam comprometer a qualidade do grão —, poderiam abrir espaço para exportações mais expressivas.
Demanda industrial sustenta retenção no estado
Outro fator determinante é o avanço da demanda por trigo para processamento industrial, especialmente no próprio Paraná. Esse movimento aumenta a capacidade de absorção da produção local e reduz a necessidade de envio ao mercado externo.
Com isso, o estado consolida um cenário de maior integração entre produção e indústria, fortalecendo a cadeia interna do trigo e reduzindo a dependência das exportações no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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