AGRONEGÓCIO
Safra de figo mantém bom desempenho e preços atrativos no Rio Grande do Sul, aponta Emater/RS-Ascar
AGRONEGÓCIO
Produção de figo avança com boas perspectivas no Estado
A produção de figo no Rio Grande do Sul segue com expectativa positiva para a safra 2025/2026, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. As principais regiões produtoras registram bom desenvolvimento das plantas e condições fitossanitárias adequadas, sem ocorrências relevantes de pragas ou doenças.
Na região administrativa de Pelotas, os pomares apresentam evolução satisfatória, especialmente entre áreas irrigadas. A colheita de figos verdes deve começar nas próximas semanas, com destino à indústria de processamento, que iniciará o recebimento logo após o término da safra do pêssego.
Caxias do Sul e Nova Petrópolis destacam-se na produção regional
Na região de Caxias do Sul, o destaque vai para o município de Nova Petrópolis, onde 55 produtores cultivam figos em uma área aproximada de 42 hectares. A expectativa local é de produção próxima de 600 toneladas nesta safra.
Segundo o boletim da Emater, o ciclo da cultura apresentou leve atraso — cerca de 15 dias em relação à média histórica — devido a temperaturas mais baixas registradas na primavera, o que retardou o desenvolvimento das plantas e o início da colheita.
Colheita em diferentes fases nas regiões alta e baixa
A colheita de frutos maduros na região baixa de Nova Petrópolis, que inclui localidades como Linha Temerária e São José do Caí, começou antes do Natal, em 20 de dezembro. Já na região alta, que abrange Linha Imperial, Linha Araripe e Linha Brasil, o início da colheita está previsto para 20 de janeiro.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a qualidade dos frutos é considerada muito boa, com destaque para o equilíbrio entre tamanho e coloração, o que deve garantir boa aceitação no mercado.
Mercado aquecido e preços superiores à safra anterior
Os preços pagos aos produtores na fase inicial da colheita de figos maduros para consumo in natura variam entre R$ 15,00 e R$ 16,00 por quilo, nas vendas diretas a mercados e pontos comerciais. Já o figo Roxo de Valinhos, também destinado à mesa, foi comercializado a R$ 10,00 a R$ 12,00/kg em 8 de janeiro.
O boletim indica que o mercado está favorável à comercialização, com procura consistente por parte das indústrias, que já iniciaram o recebimento da fruta madura — embora os preços industriais ainda estejam sendo definidos. Também foram registrados primeiros lotes de figo verde destinados ao processamento.
A tendência é de valores ligeiramente superiores aos da safra passada, impulsionados pela boa demanda e pela qualidade dos frutos.
Expectativas positivas para a Festa do Figo em Nova Petrópolis
Com o cenário favorável, os produtores projetam forte movimentação durante a 51ª Festa do Figo de Nova Petrópolis, programada para os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, na Sociedade Cultural e Esportiva de Linha Brasil. O evento deve celebrar o bom momento da fruticultura local e fortalecer a promoção dos produtos da região.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas
Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros
O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.
Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.
O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.
Porto de Santos concentra maior volume de açúcar
O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.
Confira os volumes programados por porto:
- Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
- Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
- Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
- Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
- Porto do Recife: 21.943 toneladas
- Porto de Suape: 14 mil toneladas
O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.
Açúcar VHP domina exportações brasileiras
A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.
Do total previsto:
- 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
- 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
- 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.
O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.
Exportações avançam em volume, mas preços recuam
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.
A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.
Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.
O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.
Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai
Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.
O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.
Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.
Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.
O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.
Mercado acompanha clima, produção e demanda global
O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.
Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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