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Safra de grãos do Rio Grande do Sul deve cair 7,1% na temporada 2025/26, aponta Emater

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A produção de grãos do Rio Grande do Sul deverá registrar queda na safra 2025/26 devido aos impactos da estiagem em diversas regiões produtoras do estado. A segunda estimativa divulgada nesta terça-feira pela Emater/RS-Ascar indica que a colheita total deve alcançar 32,83 milhões de toneladas.

O volume representa recuo de 7,1% em relação à projeção inicial, que previa uma produção de 35,345 milhões de toneladas. O levantamento foi apresentado pelo presidente da entidade, Claudinei Baldissera, durante encontro com a imprensa na Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque.

Segundo a Emater, a estiagem registrada em diferentes momentos do ciclo das lavouras provocou perdas relevantes principalmente nas culturas de soja, arroz e feijão.

Área plantada com grãos também recua no estado

Além da redução na produção, a área cultivada com grãos no estado também apresentou retração na nova estimativa.

De acordo com o levantamento, a área total destinada às lavouras de grãos ficou em 8,35 milhões de hectares, queda de 1,6% em relação aos 8,485 milhões de hectares projetados no primeiro levantamento da safra.

A redução reflete ajustes nas intenções de plantio e os efeitos das condições climáticas registradas ao longo da temporada.

Produção de soja deve cair mais de 11%

A soja, principal cultura agrícola do estado, foi uma das mais afetadas pela falta de chuvas. A estimativa da Emater aponta produção de 19,017 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O volume representa queda de 11,3% frente à projeção inicial de 21,140 milhões de toneladas.

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Segundo a entidade, a estiagem combinada com altas temperaturas durante janeiro provocou perdas em importantes regiões produtoras, como Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen. Também foram registrados prejuízos nas regiões de Santa Maria e Bagé.

A área cultivada com soja foi revisada para 6,624 milhões de hectares, recuo de 1,7% em relação à previsão inicial de 6,742 milhões de hectares.

Já a produtividade média das lavouras foi estimada em 2.871 quilos por hectare, 9,7% abaixo dos 3.081 quilos por hectare projetados inicialmente.

Produção de milho apresenta leve crescimento

Ao contrário da soja, a cultura do milho deve apresentar leve aumento na produção no estado.

A estimativa da Emater indica que a safra 2025/26 deve alcançar 5,961 milhões de toneladas, crescimento de 3% em relação à previsão inicial de 5,789 milhões de toneladas.

A área plantada foi revisada para 803,019 mil hectares, alta de 2,3% frente aos 785,030 mil hectares estimados anteriormente.

A produtividade média foi projetada em 7.424 quilos por hectare, praticamente estável em relação ao levantamento anterior.

Safra de arroz tem redução moderada

Para o arroz, cultura tradicional no estado, a estimativa da Emater indica produção de 7,798 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O volume representa queda de 3,1% em comparação com a projeção inicial de 8,052 milhões de toneladas.

A área cultivada também foi revisada para baixo, passando de 920,081 mil hectares para 891,908 mil hectares, retração de 3,1%.

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A produtividade média das lavouras foi estimada em 8.744 quilos por hectare, levemente inferior à previsão inicial de 8.752 quilos por hectare.

Produção de feijão registra perdas nas duas safras

A cultura do feijão também apresentou retração nas projeções de produção no estado.

Na primeira safra, a colheita foi estimada em 41,026 mil toneladas, queda de 11,6% em relação às 46,412 mil toneladas previstas inicialmente.

A área plantada recuou para 23,029 mil hectares, redução de 11,8% frente aos 26,096 mil hectares projetados no primeiro levantamento. A produtividade média foi estimada em 1.782 quilos por hectare.

Já para a segunda safra de feijão, a produção esperada é de 11,688 mil toneladas, retração de 28,6% em relação às 16,375 mil toneladas projetadas anteriormente.

A área plantada foi revisada para 7,774 mil hectares, queda de 33,5% frente à estimativa inicial de 11,690 mil hectares. A produtividade média foi indicada em 1.504 quilos por hectare, acima da projeção anterior.

Cenário econômico segue no radar do agronegócio

Além das condições climáticas, o setor acompanha o ambiente macroeconômico. O Banco Central do Brasil mantém monitoramento sobre inflação e atividade econômica, fatores que influenciam custos de produção, crédito rural e demanda por alimentos.

Nesse contexto, a redução da safra em estados produtores relevantes como o Rio Grande do Sul pode impactar o abastecimento e a dinâmica de preços em diferentes cadeias do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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