RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Safra de oliva avança no Rio Grande do Sul com expectativa de aumento na produção

Publicados

AGRONEGÓCIO

A colheita de oliva no Rio Grande do Sul está ganhando ritmo em diferentes regiões do estado, com perspectivas positivas para o volume de produção em alguns municípios. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, atualizado recentemente.

Bagé e São Gabriel registram produtividade acima do esperado

Na região administrativa de Bagé, a colheita se intensifica nos pomares localizados em São Gabriel. De acordo com a Emater/RS-Ascar, os produtores têm se surpreendido com a produtividade das cultivares em colheita, especialmente da Koroneiki, que apresenta carga elevada e deve ser colhida nas próximas semanas.

Após duas safras consecutivas com resultados negativos — em que parte da produção chegou a ser abandonada devido à inviabilidade econômica —, a expectativa é que a produção de azeitonas supere os níveis registrados na safra 2022/2023. O bom desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis e ao início da produção em pomares jovens. Até o momento, o rendimento das frutas processadas em lagar local atinge 12% na extração de azeite.

Leia Também:  Exportação de açúcar no Brasil soma 3,6 milhões de toneladas em outubro com destaque para Porto de Santos
Santa Maria e Cachoeira do Sul enfrentam desafios hídricos

Na região administrativa de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, a falta de chuvas regulares no último mês aumentou a demanda por irrigação nos pomares de oliva e de noz-pecã. Produtores que utilizam sistemas de irrigação têm compensado a ausência de umidade, embora os níveis dos reservatórios apresentem redução gradual, segundo o informativo da Emater/RS-Ascar.

Soledade e Encruzilhada do Sul: expectativas de produção elevada

Em Soledade, a colheita das oliveiras está em fase inicial, com expectativa de produção elevada para a safra atual. Já em Encruzilhada do Sul, existem cerca de mil hectares cultivados com oliveiras, embora parte ainda não esteja em fase produtiva.

Pelotas mantém boas perspectivas para a safra

Na região administrativa de Pelotas, os trabalhos de colheita continuam e os produtores seguem otimistas em relação ao volume da safra, reforçando as perspectivas de recuperação da produção de olivas no estado.

Contexto econômico e mercado de azeite

O avanço da colheita e o aumento na produtividade têm potencial para impactar o mercado local e nacional de azeite, considerando que a produção gaúcha tem ganhado relevância no setor. Além disso, o Banco Central, por meio de seus indicadores de inflação e câmbio, acompanha o comportamento de commodities e insumos agrícolas, que influenciam diretamente os preços e custos de produção do agronegócio.

Leia Também:  Setembro Começa com Etanol Mais Caro e Gasolina em Leve Queda, Aponta Edenred Ticket Log

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Publicados

em

Por

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia Também:  Mercado do boi gordo inicia 2026 com preços firmes e exportações em alta
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia Também:  Triângulo e Noroeste de Minas lideram produção de milho e soja na safra 2024/2025
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA