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Sanidade animal em Goiás ganha reforço após reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa

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A sanidade animal voltou ao centro das atenções do setor pecuário goiano neste mês de maio, quando se completa um ano do reconhecimento internacional do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A Agrodefesa reforçou o alerta sobre a necessidade de vigilância permanente no campo para garantir a manutenção do status sanitário conquistado e evitar prejuízos à pecuária nacional.

A agência lançou a Nota Técnica 1/2026, documento encaminhado às entidades representativas do setor produtivo, destacando a importância da vacinação, do manejo sanitário, do bem-estar animal e da adoção contínua de práticas preventivas nos rebanhos bovinos e bubalinos.

O objetivo é fortalecer a defesa agropecuária em Goiás e preservar a competitividade da carne brasileira nos mercados nacional e internacional.

Reconhecimento internacional amplia responsabilidade do setor pecuário

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação representa uma conquista histórica para Goiás e para o agronegócio brasileiro, mas também aumenta a responsabilidade de todos os elos da cadeia produtiva.

“O reconhecimento internacional funciona como um selo de qualidade sanitária para os rebanhos brasileiros. No entanto, a manutenção desse status exige vigilância constante e fortalecimento das ações preventivas para evitar retrocessos”, destacou.

O Brasil recebeu oficialmente o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal em 29 de maio de 2025, durante assembleia realizada em Paris, na França.

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Goiás teve participação estratégica nesse processo devido à robustez de seu sistema de defesa sanitária animal. O último foco de febre aftosa no estado foi registrado em agosto de 1995.

Vacinação contra brucelose segue obrigatória e estratégica

Mesmo após o fim da vacinação contra aftosa, a Agrodefesa reforça que outras imunizações continuam fundamentais para proteger os rebanhos e a saúde pública.

A vacinação contra brucelose bovina e bubalina permanece obrigatória para fêmeas entre 3 e 8 meses de idade e deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado.

De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a medida é indispensável para evitar a disseminação da doença, considerada uma zoonose de impacto econômico e sanitário.

Além da obrigatoriedade, a agência também recomenda que os produtores mantenham programas preventivos complementares, reduzindo riscos de perdas produtivas e aumento dos custos com tratamentos veterinários.

Manejo sanitário e bem-estar animal ganham protagonismo

A Nota Técnica 1/2026 também destaca a importância dos manejos sanitários periódicos como ferramenta essencial para a detecção precoce de doenças e fortalecimento da vigilância epidemiológica.

Entre as orientações reforçadas pela Agrodefesa estão:

  • Cumprimento rigoroso das vacinações obrigatórias;
  • Adoção de práticas preventivas complementares;
  • Monitoramento frequente dos animais;
  • Investimentos em bem-estar animal;
  • Uso racional de antimicrobianos;
  • Fortalecimento da assistência veterinária no campo.
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Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, a redução das práticas preventivas pode elevar a vulnerabilidade sanitária dos rebanhos, além de comprometer a eficiência econômica da atividade pecuária.

Ela ressalta que boas condições de manejo, alimentação adequada e redução do estresse contribuem diretamente para fortalecer o sistema imunológico dos animais e reduzir a incidência de enfermidades.

Preservação do status sanitário depende de ação conjunta

A Agrodefesa também pediu apoio das entidades representativas do agronegócio para ampliar a divulgação das orientações junto aos produtores rurais.

A agência reforça que a preservação do status sanitário conquistado depende da atuação integrada entre pecuaristas, médicos-veterinários, cooperativas, indústria de insumos veterinários, assistência técnica e órgãos de fiscalização.

O reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para a pecuária brasileira no mercado global, fortalecendo as exportações de carne bovina e ampliando o acesso a mercados mais exigentes.

Com isso, o setor produtivo passa a conviver com um cenário de maior responsabilidade sanitária, no qual prevenção, rastreabilidade e vigilância permanente se tornam fatores decisivos para a sustentabilidade da pecuária nacional.

Nota Técnica nº 1/2026-Agrodefesa-Gesan

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura regenerativa avança no Mato Grosso com expansão do Programa Revitalis e foco em crédito de carbono

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A agricultura regenerativa ganha nova escala no Mato Grosso com a ampliação do Programa Revitalis, iniciativa voltada à captura de carbono, sustentabilidade e aumento da resiliência produtiva no agronegócio brasileiro.

A expansão ocorre com a entrada da Morena Agro no projeto desenvolvido pela MyCarbon — subsidiária da Minerva Foods especializada em originação e comercialização de créditos de carbono — em parceria com a BRANDT Brasil, empresa focada em inovação tecnológica, fisiologia vegetal e biossoluções para o agro.

Com a nova etapa, 4.396 hectares da Morena Agro passam a integrar o programa, fortalecendo a adoção de práticas regenerativas no estado e ampliando o monitoramento técnico das áreas agrícolas.

Programa Revitalis amplia monitoramento de carbono no solo

O Programa Revitalis foi criado para incentivar produtores rurais a implementar sistemas produtivos mais sustentáveis, capazes de aumentar o estoque de carbono no solo e reduzir emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.

A iniciativa combina:

  • monitoramento técnico contínuo;
  • rastreabilidade das áreas;
  • análise científica;
  • coleta de solo;
  • e acompanhamento individualizado dos talhões agrícolas.

A partir da construção da linha de base e do diagnóstico das propriedades, cada área participante passa a ser acompanhada de forma específica, permitindo medir a evolução do carbono armazenado no solo e os impactos das práticas adotadas.

Agricultura regenerativa ganha força no agro brasileiro

Entre as práticas estimuladas pelo programa estão:

  • integração lavoura-pecuária;
  • rotação de culturas;
  • uso de plantas de cobertura;
  • adoção de insumos biológicos;
  • e manejo voltado à recuperação da saúde do solo.

Além dos benefícios ambientais, o modelo busca aumentar a eficiência produtiva e melhorar a resiliência das propriedades diante das mudanças climáticas.

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Segundo especialistas do setor, o avanço da agricultura regenerativa responde à crescente demanda global por sistemas produtivos de baixa emissão de carbono e maior rastreabilidade ambiental.

Crédito de carbono cria nova fonte de receita para produtores

Um dos diferenciais do Revitalis é a possibilidade de geração de créditos de carbono a partir das práticas adotadas nas propriedades rurais.

Os participantes podem buscar certificação para comercialização dos créditos por meio da MyCarbon, criando uma nova oportunidade de receita associada à sustentabilidade no campo.

Para Marta Giannichi, diretora da MyCarbon, o projeto se destaca pela combinação entre ciência, escala operacional e acompanhamento técnico contínuo.

“Estamos falando de um projeto estruturado com base em ciência, monitoramento contínuo e impacto mensurável. A entrada da Morena Agro amplia a escala e fortalece uma visão clara: é possível produzir mais, com eficiência, enquanto se constrói resiliência climática no sistema produtivo”, afirma.

Parceria fortalece inovação e sustentabilidade no campo

A entrada da Morena Agro amplia a abrangência territorial do programa e reforça a integração entre tecnologia, produtividade e preservação ambiental.

Segundo Flávio Cotrin, diretor de Marketing, Desenvolvimento de Mercado e Pesquisa da BRANDT Brasil, o projeto demonstra que a agricultura regenerativa pode ser aplicada em larga escala no país.

“O Revitalis demonstra que a agricultura regenerativa pode ser aplicada em escala quando combinamos ciência, tecnologia e parceria com produtores. A entrada da Morena Agro fortalece essa visão e reforça o compromisso da BRANDT em levar inovação que aumente a produtividade, melhore a saúde do solo e contribua para uma agricultura mais sustentável”, destaca.

Mato Grosso reforça protagonismo na agricultura de baixa emissão

Com forte presença na produção de soja, milho, pecuária e sistemas integrados, o Mato Grosso vem consolidando protagonismo na adoção de práticas ligadas à agricultura de baixa emissão de carbono.

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A expansão do Revitalis reforça essa tendência e posiciona o estado entre os principais polos de desenvolvimento de soluções voltadas:

  • à regeneração do solo;
  • à captura de carbono;
  • à rastreabilidade ambiental;
  • e à sustentabilidade produtiva.

Para Maria Cecília Brandão, coordenadora de Controladoria e presidente do Comitê ESG+C da Morena Agro, o objetivo é transformar sustentabilidade em resultado concreto no campo.

“Na Morena Agro, sustentabilidade só faz sentido quando gera resultado real no campo. Não estamos testando tendência, estamos escalando um modelo de agricultura mais inteligente, mensurável e alinhado ao futuro”, afirma.

Solo ganha valor estratégico na nova economia do agro

A iniciativa reforça o movimento crescente de valorização do solo como ativo estratégico dentro da nova economia agropecuária de baixo carbono.

Combinando produtividade, tecnologia e sustentabilidade, programas como o Revitalis ganham espaço em um cenário no qual produtores buscam:

  • maior eficiência operacional;
  • redução de riscos climáticos;
  • acesso a novos mercados;
  • e diversificação de receitas.

A expectativa do setor é que projetos ligados à agricultura regenerativa e créditos de carbono avancem de forma acelerada nos próximos anos, impulsionados pela demanda internacional por cadeias produtivas mais sustentáveis e rastreáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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