RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

São Paulo retoma liderança nas exportações do agronegócio e inicia 2026 com superávit de US$ 1,31 bilhão

Publicados

AGRONEGÓCIO

O agronegócio paulista começou 2026 com desempenho expressivo no comércio exterior. Segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o Estado registrou superávit de US$ 1,31 bilhão em janeiro, resultado de US$ 1,84 bilhão em exportações e US$ 530 milhões em importações. O saldo positivo recoloca São Paulo na liderança nacional das exportações do setor, com 17,1% de participação nos embarques do agro brasileiro.

Eficiência, tecnologia e sustentabilidade impulsionam o agro paulista

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, destacou que o desempenho é fruto de uma gestão pautada na eficiência e na inovação.

“São Paulo demonstra que liderança se constrói com eficiência, tecnologia e sustentabilidade. Nosso diferencial está na diversidade de culturas e na alta produtividade por hectare, sustentadas por investimento contínuo em pesquisa, inovação e boas práticas ambientais”, afirmou.

Mesmo com uma área territorial menor que a de outros grandes produtores, São Paulo mantém-se à frente de estados como Mato Grosso (16,7%) e Minas Gerais (11,5%), reafirmando sua força no cenário agropecuário nacional e internacional.

Exportações do agro representam 40,9% das vendas externas do Estado

As exportações do agronegócio responderam por 40,9% das vendas externas paulistas em janeiro, enquanto as importações do setor representaram apenas 8% do total estadual. O resultado reforça o papel estratégico do campo na economia e na balança comercial do Estado.

Leia Também:  Frete Rodoviário Cai em Agosto e Fica em R$ 7,36 por Quilômetro, Aponta Edenred
Complexo sucroalcooleiro lidera exportações do setor

O complexo sucroalcooleiro foi o principal destaque das exportações do agro paulista, com US$ 465,32 milhões em vendas, equivalente a 25,3% do total. O açúcar respondeu por 96,9% desse valor, enquanto o etanol representou 3,1%.

Na sequência, os produtos florestais somaram US$ 346,9 milhões (18,8% do total), impulsionados pela celulose (75,3%) e papel (21,1%). O setor de carnes ocupou o terceiro lugar, com US$ 305,81 milhões (16,6%), sendo a carne bovina responsável por 82,8% das vendas.

Outros segmentos relevantes foram o de sucos, com US$ 163,86 milhões (8,9%) — 96,1% referentes ao suco de laranja — e o de café, com US$ 132,5 milhões (7,2%), majoritariamente café verde (76,7%) e solúvel (19,5%).

Esses cinco grupos representaram juntos 76,8% das exportações do agronegócio paulista.

O complexo soja ficou em décimo lugar, com US$ 49,96 milhões (2,7%), sendo 29,8% de soja em grão e 48,1% de farelo de soja. A expectativa é de aumento nas exportações a partir de fevereiro, com o avanço da colheita.

Leia Também:  Controle de qualidade dos pintinhos no alojamento é decisivo para a produtividade da avicultura
Crescem exportações de florestais, carnes e soja

Comparado a janeiro de 2025, o desempenho mostra avanços nas exportações de produtos florestais (+22,8%), carnes (+11,6%) e complexo soja (+7,2%). Já os setores sucroalcooleiro (-25%), café (-20,4%) e sucos (-53,1%) registraram retração.

Essas variações refletem oscilações nos preços internacionais e nos volumes embarcados.

China, União Europeia e EUA são principais destinos

A China segue como principal destino das exportações do agro paulista, com 21,9% de participação, concentrando compras de produtos florestais, carnes e soja. Em seguida vêm a União Europeia (18,1%) e os Estados Unidos (8,1%).

São Paulo mantém liderança nacional no agronegócio

Com 17,1% das exportações do agro brasileiro, São Paulo reforça sua posição de liderança no cenário nacional, à frente de Mato Grosso (16,7%) e Minas Gerais (11,5%).

O levantamento é elaborado mensalmente por Carlos Nabil Ghobril, diretor da Apta, e pelos pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

Publicados

em

Por

Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

Leia Também:  Inscrições abertas para o CONACREDI Awards: premiação reconhece excelência no crédito agro

Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

Leia Também:  Agronegócio 2025: Brasil atinge recorde histórico no registro de bioinsumos e moderniza setor de defensivos
Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA