RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Serro realiza 3º Concurso Regional de Qualidade do Leite para valorizar produtores de Queijo Minas Artesanal

Publicados

AGRONEGÓCIO

Inscrições abertas para o concurso que avalia qualidade do leite

A microrregião do Serro, conhecida nacionalmente pela produção do Queijo Minas Artesanal, promove o 3º Concurso Regional de Qualidade do Leite, com inscrições abertas até 23 de fevereiro.

O concurso é uma iniciativa conjunta da Emater-MG, Rede LeiteInova, Escola de Veterinária da UFMG e Departamento de Medicina Veterinária da UFLA, e tem como objetivo avaliar amostras de leite de rebanhos locais, premiando produtores que se destacam na produção de leite destinado à fabricação artesanal de queijos ou ao fornecimento para laticínios.

Podem participar produtores dos municípios de Alvorada de Minas, Carmésia, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Congonhas do Norte, Dom Joaquim, Guanhães, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, São João Evangelista, Senhora do Porto, Serra Azul de Minas e Serro.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas nos escritórios da Emater-MG nos municípios participantes. Para confirmação, o produtor precisa assinar o Termo de Ciência e Concordância, disponível nos locais, garantindo que está ciente das normas técnicas do regulamento. Cada participante recebe uma análise completa do leite.

Leia Também:  Exportação de açúcar no Brasil soma 3,6 milhões de toneladas em outubro com destaque para Porto de Santos
Critérios de avaliação garantem qualidade e segurança alimentar

A etapa de coleta de amostras será realizada nas propriedades de 4 a 6 de março, e as análises laboratoriais ficarão a cargo da UFMG e UFLA, seguindo os parâmetros da Instrução Normativa nº 76/2018 e da Portaria 146/1996 do Ministério da Agricultura.

  • Serão avaliados aspectos como:
  • Contagem de células somáticas
  • Contagem bacteriana total
  • Teor de gordura, proteína, lactose e sólidos totais
  • Acidez do leite
  • Presença de microrganismos como Salmonella, Listeria, Escherichia coli e Staphylococcus aureus

Segundo Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora técnica da Emater-MG, o concurso vai além da premiação:

“O concurso estimula a adoção de Boas Práticas Agropecuárias, fortalece a sanidade dos rebanhos e contribui para que os produtores alcancem mercados mais exigentes, com maior agregação de valor graças à qualidade do leite.”

Ela ressalta ainda que a qualidade da matéria-prima é decisiva para a identidade do Queijo Minas Artesanal, e que investimentos em higiene na ordenha, manejo e saúde das vacas garantem segurança alimentar e fortalecem toda a cadeia produtiva de forma sustentável.

Leia Também:  Redução no Plano Safra 2025/26 acende alerta sobre déficit de armazenagem em Mato Grosso
Premiação e divulgação dos resultados

O resultado será divulgado em 1º de abril, no município de Alvorada de Minas. Serão premiados os três primeiros colocados nas categorias:

  • Qualidade do Leite para Laticínio
  • Qualidade do Leite para Queijo Minas Artesanal
  • Qualidade do Leite Geral

Os vencedores receberão troféus de ouro, prata e bronze, além das premiações Super Ouro, Super Prata e Super Bronze na categoria geral.

Mais informações podem ser obtidas nos escritórios locais da Emater-MG dos municípios participantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

Publicados

em

Por

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Leia Também:  MAPA encerra 2025 com avanços em crédito rural, seguro agrícola e políticas de comercialização

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

Leia Também:  Dólar sobe e bolsa oscila com influência de dados dos EUA e balanços no Brasil

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA