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Setor de Biodiesel Reforça Posição Contra Importação e Alerta Para Risco à Indústria Nacional

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Produtores de biodiesel se opõem à importação do produto

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e entidades representativas do setor reforçaram sua posição contrária à possível autorização para importação de biodiesel no Brasil. Segundo o grupo, a medida poderia desorganizar o mercado interno e comprometer novos investimentos na cadeia produtiva do biocombustível.

Em comunicado assinado pelo deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da FPBio, a Frente argumenta que o setor opera com ociosidade próxima a 50% da capacidade instalada. Assim, não haveria risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importado.

Entidades reforçam apoio à produção nacional

Organizações como a Aprobio, Abiove, Acebra e Ubrabio manifestaram “apoio integral” à posição da FPBio. As entidades destacam que o fortalecimento da produção interna é essencial para manter empregos, garantir segurança energética e sustentar o desenvolvimento tecnológico do setor.

Setor de petróleo defende importações para ampliar oferta

Por outro lado, associações que representam empresas de petróleo e gás defendem a liberação das importações. Em nota divulgada na última sexta-feira (17), os grupos afirmaram que a entrada de biodiesel estrangeiro poderia aumentar a concorrência, a previsibilidade e a eficiência no abastecimento.

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O posicionamento foi publicado após o encerramento da Consulta Pública nº 203/2025, do Ministério de Minas e Energia (MME), que avaliou a proposta do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O texto propõe que o biodiesel destinado à mistura obrigatória no diesel seja adquirido exclusivamente de unidades produtoras autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Argumentos a favor da importação

Entidades como o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) afirmam reconhecer a capacidade da indústria nacional em atender à demanda. No entanto, defendem que a importação poderia ampliar alternativas de oferta e reduzir riscos relacionados à sazonalidade das matérias-primas, paradas de produção e problemas logísticos.

“Com mais opções de suprimento, há menor volatilidade nos custos e maior estabilidade no cumprimento do mandato de mistura”, destacaram em nota.

Frente Parlamentar rebate e defende previsibilidade regulatória

A FPBio respondeu que permitir a importação criaria condições desiguais de competitividade, prejudicando a indústria brasileira de biodiesel. Segundo a entidade, a previsibilidade regulatória e a valorização da produção nacional são fundamentais para estimular investimentos, garantir segurança energética e assegurar preços justos ao consumidor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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