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Simpósio da FACTA em Foz do Iguaçu debate nutrição inteligente para aves e suínos com foco em custo e saúde intestinal

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A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) promove, nos dias 12 e 13 de novembro de 2025, o Simpósio “Nutrição Inteligente para um Intestino Saudável e Máximo Desempenho Animal”, em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reunirá pesquisadores, técnicos, consultores e profissionais da agroindústria para debater avanços e desafios da nutrição aplicada à avicultura e suinocultura, com foco em desempenho produtivo, redução de custos e equilíbrio intestinal.

Foco do evento: custo, ingredientes alternativos e saúde intestinal

De acordo com Wanderley Quinteiro, diretor de eventos da FACTA e gerente técnico da Adisseo, o simpósio foi idealizado para abordar de forma abrangente os fatores que impactam o desempenho animal.

“Quando pensamos em nutrição, temos que destacar a questão de custo, ingredientes alternativos e saúde intestinal. Foi com base nisso que resolvemos criar esse evento”, explica Quinteiro.

Primeiro dia abordará custo e gestão de pessoas na nutrição animal

A programação do dia 12 de novembro trará painéis sobre a relação entre custo, desempenho e saúde, tema diretamente ligado à seleção e eficiência no uso de insumos nutricionais.

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Além disso, haverá um painel sobre gestão de pessoas, voltado à formação, treinamento e retenção de profissionais, aspecto cada vez mais valorizado na pecuária moderna.

Outro destaque será a discussão sobre formulações com ingredientes alternativos, enfatizando fatores antinutricionais, controle de qualidade e processos de fabricação de rações. O encerramento do dia contará com uma abordagem sobre nutrição de precisão, que alia ciência, tecnologia e eficiência econômica.

Segundo dia trará debates sobre microbiota e imunonutrição

O dia 13 de novembro será dedicado à microbiota intestinal e à saúde animal, com ênfase em imunonutrição, resistência a antibióticos e análises laboratoriais da flora intestinal. As apresentações irão destacar novas ferramentas de diagnóstico e metodologias de avaliação, reforçando o papel da nutrição na sustentabilidade e bem-estar animal.

Evento reunirá especialistas da academia e da indústria

Segundo Quinteiro, o simpósio reunirá professores, pesquisadores e profissionais da indústria, que compartilharão experiências práticas e avanços científicos aplicados à formulação de dietas.

“Esperamos a participação de todos os profissionais das cadeias de aves e suínos em um evento produtivo, com palestras de alto nível e discussões relevantes para o avanço da nutrição animal”, destaca.

Inscrições e informações

As inscrições com desconto e mais detalhes sobre a programação do evento estão disponíveis no site: http://eventos.facta.org.br/2025-simposio-nutricao.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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