AGRONEGÓCIO
Sindiveg lança novo curso gratuito sobre pulverizadores tratorizados e amplia capacitações para o uso seguro de defensivos agrícolas
AGRONEGÓCIO
Capacitação técnica para o uso seguro de defensivos
Reforçando seu compromisso com a segurança no campo e a qualificação de profissionais do agronegócio, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) lançou um novo módulo gratuito sobre pulverizadores tratorizados com barras.
O curso foi desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a CropLife Brasil, e integra a plataforma de treinamentos online da entidade.
A iniciativa tem como base o Decreto nº 10.833/2021, que criou o programa “Aplicador Legal”, e segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para promover o uso correto e responsável de defensivos agrícolas.
Conteúdo técnico e voltado para a prática no campo
O novo módulo reúne recomendações técnicas e de segurança voltadas para a operação, regulagem e manutenção de pulverizadores tratorizados. O material orienta sobre ajustes de calibração, limpeza adequada, inspeções periódicas e boas práticas de aplicação, com o objetivo de evitar falhas operacionais e aumentar a eficiência no controle de pragas e doenças.
“Neste módulo, os interessados conhecerão o funcionamento e o uso correto e seguro dos pulverizadores tratorizados com barras. O conteúdo apresenta, de forma objetiva, como esses equipamentos operam, em quais situações são mais adequados e quais cuidados contribuem para uma aplicação agrícola eficiente e responsável”, explica Isabela Rivato, analista de Uso Correto e Seguro do Sindiveg.
Além do foco técnico, o curso aborda procedimentos de segurança para o operador, como o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o preparo seguro da calda e a importância de observar as condições meteorológicas durante a pulverização — fatores que influenciam diretamente na eficácia e segurança da operação.
Plataforma Sindiveg de treinamentos gratuitos
O novo curso integra a Plataforma Sindiveg de Capacitações Online, criada para ampliar o acesso a conteúdos técnicos sobre o uso responsável de defensivos agrícolas. O espaço reúne diversos módulos educativos voltados para produtores rurais, operadores e profissionais do setor.
“Nosso objetivo é apoiar o produtor rural com informações claras e acessíveis, reforçando a importância de processos bem executados para garantir resultados eficazes e preservar a segurança de todos os envolvidos”, destaca Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg.
Com a iniciativa, o Sindiveg busca contribuir para uma agricultura mais produtiva, responsável e sustentável, fortalecendo a adoção de boas práticas no campo e o manejo seguro de tecnologias agrícolas.
Acesso gratuito aos cursos
Os cursos são gratuitos e podem ser acessados pela plataforma online do Sindiveg, que disponibiliza também outros conteúdos voltados à segurança e à eficiência das aplicações agrícolas.
O novo módulo sobre pulverizadores tratorizados com barras e demais capacitações estão disponíveis em: https://sindiveg.org.br/cursos/
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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