AGRONEGÓCIO
Sipcam Nichino Brasil reduz impacto ambiental e investe em inovação, aponta Relatório de Sustentabilidade 2025
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A Sipcam Nichino Brasil divulgou recentemente seu Relatório de Sustentabilidade – ESG, destacando avanços significativos em gestão ambiental, inovação, gestão de pessoas e excelência produtiva. A empresa, referência no setor de defensivos agrícolas, fabrica 85% dos insumos que comercializa em sua unidade industrial localizada em Uberaba (MG).
Redução do consumo de água e gestão de resíduos
O relatório mostra que, em apenas um ano, a planta produtiva da Sipcam Nichino reduziu em quase 10% o consumo total de água, além de reciclar mais de 950 toneladas de plásticos que foram reaproveitados em embalagens de agroquímicos. Paralelamente, foram eliminadas cerca de 400 toneladas de resíduos perigosos, reforçando o compromisso da companhia com a sustentabilidade.
Hoje, 99% da energia elétrica utilizada na unidade provém de fontes renováveis, evidenciando a preocupação contínua da empresa com a eficiência energética e a redução de impactos ambientais.
Certificações e conformidade ambiental
A unidade de Uberaba mantém padrões elevados de qualidade e segurança, com certificações ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001. Segundo a gestão da companhia, essas certificações atestam a conformidade da operação com práticas de excelência produtiva, segurança no trabalho e gestão ambiental.
Principais temas do Relatório ESG
De acordo com Ana Márcia Richitelli Uhlemann, gerente de sustentabilidade, e Alessandra Barbosa, coordenadora do relatório, o levantamento de dados identificou impactos potenciais e reais nas esferas social, ambiental e de governança.
Seis temas estratégicos foram destacados:
- Gestão ambiental e resiliência climática
- Integridade corporativa
- Inovação 360 e pesquisa
- Desempenho sustentável e investimentos
- Excelência produtiva
- Foco no cliente
Esses tópicos refletem os efeitos mais significativos da companhia sobre pessoas, meio ambiente e economia.
Estratégia de negócios e portfólio de produtos
Segundo o diretor adjunto Adilson da Cruz, o relatório também aborda aspectos do modelo de negócio e de recursos estratégicos, como capital humano, intelectual, financeiro, social e manufatura. A empresa atende mais de 1.000 clientes no país, com um portfólio de quase 45 produtos, incluindo fungicidas, herbicidas, maturadores, inseticidas-acaricidas, bioestimulantes e soluções para tratamento de sementes.
O CEO Alexandre Gobbi destaca que a empresa adota uma estratégia centrada em eficiência e reposicionamento comercial, fortalecendo canais de distribuição e ampliando presença nas regiões Sul e Leste do Brasil.
Gestão de pessoas e desenvolvimento de colaboradores
A área de gestão de pessoas permanece como pilar estratégico para a Sipcam Nichino, promovendo uma cultura de resultados sustentáveis e engajamento. Foram realizadas 310 ações de treinamento ao longo do ano, envolvendo todos os setores da empresa.
Ana Márcia Uhlemann ressalta que o relatório evidenciou fortalecimento de lideranças, integração entre departamentos e desenvolvimento contínuo dos colaboradores, alinhando a equipe aos objetivos de sustentabilidade e inovação da companhia.
Desempenho em um setor em transformação
Para o diretor de marketing e planejamento estratégico Leandro Martins, o documento consolida informações sobre desempenho, estratégia e gestão da empresa, mostrando resultados expressivos em meio a um setor de agroquímicos brasileiro que enfrenta transformações estruturais, desafios regulatórios, mudanças climáticas e alta competitividade.
O relatório ESG da Sipcam Nichino Brasil reforça a posição da companhia como referência no mercado, demonstrando compromisso com sustentabilidade, inovação e excelência operacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas
A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.
A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.
Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.
No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.
Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.
A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.
O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.
As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.
Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.
Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.
A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.
Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.
A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.
No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.
Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.
O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.
Fonte: Pensar Agro
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