AGRONEGÓCIO
Sistema FAESC/SENAR oferece 515 vagas de capacitação rural em Santa Catarina em julho
AGRONEGÓCIO
O Sistema FAESC/SENAR/SC divulgou a programação de treinamentos gratuitos para o mês de julho, com a oferta de aproximadamente 515 capacitações em Santa Catarina. As atividades abrangem as áreas de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS) e são destinadas a produtores rurais, trabalhadores do campo e suas famílias.
A iniciativa é realizada em parceria com os Sindicatos Rurais e contempla ações distribuídas em todas as regiões do estado, ampliando o acesso à qualificação e ao desenvolvimento de competências voltadas ao agronegócio catarinense.
Formação Profissional Rural foca em tecnologia, segurança e gestão no campo
Na área de Formação Profissional Rural, a programação inclui cursos alinhados às principais demandas do setor agropecuário, com destaque para capacitações técnicas e operacionais.
Entre os treinamentos previstos estão:
- Segurança e saúde no trabalho com agrotóxicos (NR 31);
- Operação e manutenção de tratores e implementos agrícolas;
- Uso e manutenção de motosserras no corte de árvores;
- Doma racional de equídeos;
- Pilotagem e operação de drones aplicados ao agro;
- Turismo rural e identificação de oportunidades de negócios;
- Emissão de Guias de Trânsito Animal (e-GTA);
- Emissão de certificações de origem de produtos vegetais (e-Origem).
As capacitações têm como foco o aumento da eficiência produtiva, a segurança no trabalho e a adoção de tecnologias aplicadas ao campo.
Promoção Social amplia geração de renda e qualidade de vida no meio rural
Na área de Promoção Social, os cursos são voltados ao desenvolvimento humano, geração de renda e valorização da vida no campo.
A programação inclui atividades como:
- Artesanato com costura em tecidos;
- Produção caseira de pães e biscoitos;
- Boas práticas de manipulação de alimentos;
- Produção caseira de massas para congelamento.
As formações buscam incentivar o empreendedorismo rural e ampliar as oportunidades de renda para famílias do campo, com atividades práticas e aplicáveis no dia a dia.
Programação é ajustada às demandas regionais do agro catarinense
Segundo o superintendente do SENAR/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, a grade de cursos é definida mensalmente com base nas características produtivas de cada região de Santa Catarina, garantindo maior aderência às necessidades locais.
Ele destaca que a diversidade da agropecuária catarinense exige formações específicas e práticas, capazes de serem aplicadas diretamente no cotidiano das propriedades rurais.
Capacitação fortalece competitividade e sucessão no campo
Para o presidente do Sistema FAESC/SENAR, José Zeferino Pedrozo, a qualificação profissional tem impacto direto na competitividade do agronegócio catarinense.
Segundo ele, o acesso à capacitação permite ao produtor rural aprimorar a gestão da propriedade, reduzir custos e melhorar os resultados produtivos, além de estimular a sucessão familiar e o empreendedorismo no meio rural.
Inscrições e programação
A programação completa dos cursos pode ser consultada no site oficial do Sistema FAESC/SENAR/SC, com atualização mensal das turmas e locais de realização.
👉 A agenda está disponível em: https://sistemafaesc.com.br/senar/agenda-de-treinamentos/
Com a oferta de centenas de capacitações em julho, o Sistema FAESC/SENAR reforça sua atuação na formação de mão de obra qualificada e no fortalecimento do agronegócio catarinense por meio da educação profissional e da promoção social no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza vacinação antirrábica casa a casa neste sábado no Conjunto Universitário
-
AGRONEGÓCIO20 horas atrásInmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro
-
AGRONEGÓCIO20 horas atrásEstado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro
-
AGRONEGÓCIO19 horas atrásBrasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
-
TJ AC6 dias atrásPlano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena
-
FAMOSOS6 dias atrásEx-BBB Larissa Santos curte dia em praia no Leblon e posa de biquíni: ‘Solzinho!’
-
MP AC13 horas atrásBrasileia: MPAC realiza palestras sobre bullying e respeito à diversidade para estudantes
-
AGRONEGÓCIO20 horas atrásEntidade defende papel do agro no abastecimento do Brasil e do mundo