RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Soja mantém mercado aquecido com forte demanda da indústria de esmagamento

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado brasileiro de soja segue aquecido em 2025, sustentado pela forte demanda da indústria nacional de esmagamento. Segundo o Boletim Logístico de agosto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa de esmagamento neste ano é de 57 milhões de toneladas, contra 52,7 milhões em 2024. O movimento reflete o interesse das indústrias em garantir matéria-prima para a produção de farelo e óleo de soja.

Exportações de farelo e óleo apresentam leve crescimento

A Conab destacou que, apesar da maior produção global projetada, as exportações de farelo e óleo de soja devem registrar pequenos incrementos em relação ao ano passado. “O comportamento dos preços nos próximos meses dependerá do ritmo das exportações brasileiras e da dinâmica interna do esmagamento”, afirma a estatal. Para os produtores, a recomendação é acompanhar atentamente as oportunidades de comercialização e a evolução dos mercados futuros.

Dados de exportação de farelo de soja

No acumulado de janeiro a julho de 2025, as exportações de farelo de soja somaram 13,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 13,5 milhões registrados no mesmo período de 2024.

Leia Também:  Oferta global robusta pesa sobre o açúcar em Nova York, enquanto Londres registra alta semanal
Portos líderes no escoamento

O porto de Santos continua sendo o principal ponto de escoamento, respondendo por 42,6% da oferta nacional, frente a 45,7% no ano anterior. Paranaguá registrou participação de 29,9% (ante 25,7%), Rio Grande 15,2% (14,9%) e Salvador 8% (6,6%). Entre os estados que mais exportam soja estão Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

Publicados

em

Por

O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

Leia Também:  Híbridos de braquiária avançam no mercado forrageiro e ganham espaço na pecuária brasileira

A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

Leia Também:  Wine South America 2026 projeta expansão após edição histórica em 2025

Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA