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Soja mantém preços firmes no Brasil e oscila em Chicago diante de incertezas sobre demanda chinesa

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O mercado da soja registrou movimentações distintas nesta semana. No Brasil, a valorização internacional e a demanda externa aquecida sustentaram preços firmes, especialmente no Sul e no Centro-Oeste. Já na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos alternaram altas e leves quedas, influenciados por ajustes técnicos, relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e previsões climáticas para o cinturão agrícola norte-americano.

Mercado brasileiro: demanda externa e estabilidade de preços

No Rio Grande do Sul, a valorização externa estimulou as negociações. Segundo a TF Agroeconômica, no porto, a saca para pagamento em 8 de agosto foi cotada a R$ 143,00, enquanto no interior os preços variaram conforme a praça: R$ 134,00 em Cruz Alta, R$ 133,00 em Passo Fundo e Ijuí, e R$ 134,00 em Santa Rosa/São Luiz. Em Panambi, o valor se manteve em R$ 122,00.

Em Santa Catarina, a menor oferta norte-americana e a forte procura chinesa mantiveram o otimismo, com a saca no porto de São Francisco cotada a R$ 138,83.

No Paraná, a estabilidade predominou. Paranaguá registrou R$ 141,78 (-0,85%), Cascavel R$ 127,94 (+0,45%) e Maringá R$ 128,83 (+0,23%). Em Ponta Grossa, a saca FOB foi de R$ 129,85 (+0,64%), enquanto o balcão fechou em R$ 118,00.

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Em Mato Grosso do Sul, a demanda chinesa e os custos logísticos continuam no radar. Dourados, Campo Grande e Sidrolândia registraram R$ 121,78 (+0,30%), Maracaju também teve R$ 121,78 e Chapadão do Sul R$ 120,65 (+0,63%).

No Mato Grosso, embora a comercialização siga lenta, as compras chinesas sustentam o mercado. Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis marcaram R$ 122,20, enquanto Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso ficaram em R$ 118,10.

Chicago: realização de lucros após sequência de altas

Na quinta-feira (14), após quatro sessões consecutivas de ganhos, os contratos da soja em Chicago recuaram cerca de 5,25 pontos nos principais vencimentos, com setembro a US$ 10,18 e novembro a US$ 10,39 por bushel.

A queda foi pressionada pelo recuo de mais de 1% no óleo de soja e pelas baixas também registradas no milho e no trigo. Apenas o farelo de soja registrou alta. A grande incerteza segue em torno da demanda da China e do momento em que o país voltará a comprar soja norte-americana, já que suas aquisições seguem concentradas no Brasil.

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Relatório do USDA e clima seco sustentam viés altista

Na quarta-feira (13), o mercado havia registrado alta apoiada pelo relatório do USDA e pelo prêmio de risco climático. O documento reduziu a estimativa de safra dos EUA de 117,98 para 116,82 milhões de toneladas — abaixo das expectativas de 118,80 milhões. Os estoques finais também caíram para 7,89 milhões de toneladas, frente à previsão anterior de 9,50 milhões.

Além disso, previsões indicam clima mais seco no cinturão agrícola norte-americano nos próximos dias. Apesar de favorecer a colheita do milho, a escassez de chuvas preocupa para a soja, que está em fase crítica de desenvolvimento. O cenário mantém a possibilidade de novos ajustes para cima nas cotações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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