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Soja no Brasil e no Exterior: Avanços Logísticos e Desafios da Demanda Chinês Impactam Preços

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As exportações de soja no Rio Grande do Sul continuam robustas, considerando a safra atual, aponta a TF Agroeconômica. No mercado interno, entretanto, a comercialização se mantém limitada devido a preços pouco atrativos, levando muitos produtores a adiarem vendas e manterem o grão estocado. No porto, a saca com entrega em 29 de agosto foi cotada a R$ 141,50, queda de 1,04%.

Em Santa Catarina, o foco permanece na disponibilidade de mão de obra e na oscilação das cotações globais. A decisão do CADE de suspender a Moratória da Soja também impacta estratégias de comercialização e planejamento em vários estados. A comercialização da safra 2024/25 segue avançando, enquanto a 2025/26 apresenta ritmo mais lento. No porto de São Francisco, a saca foi negociada a R$ 141,83.

No Paraná, avanços logísticos reforçam a competitividade da soja, especialmente nos portos e centros de escoamento. Em Paranaguá, o preço foi R$ 143,49; em Cascavel, R$ 129,83; em Maringá, R$ 130,90; e em Ponta Grossa, R$ 132,69 por saca FOB. No balcão de Ponta Grossa, a saca atingiu R$ 118,00.

Mato Grosso do Sul e Mato Grosso registram estabilidade e variações regionais

No Mato Grosso do Sul, o mercado apresenta preços relativamente estáveis: Dourados e Campo Grande registraram R$ 123,81 por saca, Maracaju R$ 123,81, Chapadão do Sul R$ 121,55 e Sidrolândia R$ 123,81.

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Já no Mato Grosso, o mercado segue aquecido, mas com oscilações nos fretes de grãos que afetam o escoamento. Em Campo Verde e Primavera do Leste, os preços caíram 1,37%, enquanto em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum houve alta de 1,42%. Rondonópolis apresentou queda de 1,37% e Sorriso teve aumento de 1,42%, refletindo a complexidade logística do estado.

Bolsa de Chicago: soja trabalha estável, mas demanda chinesa permanece ausente

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços da soja seguem estáveis nesta quinta-feira (21). Por volta das 7h25 (horário de Brasília), os contratos apresentavam pequenas baixas de 0,75 a 1,25 ponto. O contrato de novembro era negociado a US$ 10,34 e março/26 a US$ 10,70 por bushel.

Embora os traders já tenham assimilado a menor safra nos EUA, a ausência de demanda chinesa limita o avanço das cotações. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, relatou boas conversas com autoridades chinesas sobre tarifas, com possibilidade de novo encontro antes de novembro, mas ainda sem impacto direto nas compras.

Movimentos de alta e baixa em derivados

Na quarta-feira (21), a soja registrou leve alta em Chicago, sustentada por compras de ocasião. O contrato de setembro subiu 0,20% para US$ 1.015,00, e o de novembro avançou 0,22%, para US$ 1.036,00. No segmento de derivados, o farelo de soja registrou alta de 1,57%, enquanto o óleo de soja caiu 0,93%, refletindo realização de lucros após ganhos consecutivos.

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O ProFarmer Crop, levantamento norte-americano da safra, apontou produtividade recorde em Nebraska e números consistentes em Indiana, confirmando a robustez da nova safra. No entanto, sem novas compras chinesas, o espaço para altas mais expressivas continua limitado.

Perspectivas: atenção aos campos estratégicos e mercado internacional

Nesta quinta-feira, o foco se volta para os campos do oeste de Iowa e Illinois, regiões-chave para consolidar estimativas da safra norte-americana. A falta de demanda chinesa segue como ponto de atenção, e associações do setor, como a American Soybean Association (ASA), reforçam a necessidade de priorização da soja nas negociações comerciais com Pequim.

A combinação de fatores logísticos, preços regionais e cenário internacional mantém o mercado brasileiro de soja competitivo, mas atento às mudanças na demanda externa e à evolução da safra norte-americana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro movimentou mais de R$ 31 bilhões no primeiro trimestre de 2026

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As exportações do agronegócio paulista movimentaram mais de R$ 31 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), consolidando o Estado como principal fornecedor nacional de produtos agropecuários ao mercado internacional.

O desempenho é puxado pelo complexo sucroenergético, que concentra a maior parte das vendas externas. O açúcar respondeu por 95,3% das exportações do setor no período, com forte demanda de países da Ásia e do Oriente Médio. São Paulo detém 65,3% da produção nacional voltada à exportação nesse segmento.

A citricultura mantém protagonismo. O Estado é responsável por cerca de 80% dos sucos exportados pelo Brasil, com o suco de laranja representando 97,2% da categoria e movimentando aproximadamente R$ 2,8 bilhões no trimestre, com foco na União Europeia e nos Estados Unidos.

Na diversificação da pauta, as carnes somaram cerca de R$ 5 bilhões, o equivalente a 16,1% das exportações do agro paulista, com liderança da bovinocultura. Já os produtos florestais, como celulose e papel, movimentaram aproximadamente R$ 4,3 bilhões, com a China como principal destino.

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A força do agro paulista está distribuída regionalmente. O complexo sucroenergético se concentra nas regiões de Araçatuba, Barretos e Sorocaba, enquanto a citricultura tem base nas regiões de Bauru e Central, sustentando a competitividade do Estado no mercado global.

Para dar suporte ao crescimento, o governo estadual mantém políticas de fomento como o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), voltado ao financiamento e ao seguro rural, além de programas de incentivo à inovação e à tecnologia no campo.

Fonte: Pensar Agro

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