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Soja recua no Brasil mesmo com exportações em alta e avanço da colheita
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Preços da soja caem no mercado brasileiro
Os preços da soja registraram queda no mercado brasileiro ao longo da semana de 13 a 19 de março, pressionados por fatores como o câmbio, as cotações internacionais e a retração nos prêmios de exportação.
De acordo com análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, divulgada no dia 19, o cenário externo desfavorável teve impacto direto nas negociações internas.
Câmbio e Chicago influenciam cotações
Durante o período, o dólar oscilou entre R$ 5,19 e R$ 5,24, enquanto a Bolsa de Chicago exerceu pressão baixista sobre os preços.
Com isso, a soja chegou a ser negociada a cerca de R$ 116,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 97,00 e R$ 115,50 por saca.
Suspensão de exportações para a China derruba prêmios
O movimento de queda foi intensificado pela suspensão temporária das exportações brasileiras de soja para a China, inicialmente informada pela Cargill.
A decisão foi seguida por outras grandes tradings, como Olam, Amaggi, Louis Dreyfus Company e Bunge.
A repercussão no mercado foi imediata, provocando queda nos prêmios de exportação de até 20 centavos de dólar por bushel no Brasil.
Exportações seguem fortes apesar do impasse
Mesmo com as turbulências recentes, o desempenho das exportações brasileiras segue robusto. A Ceema destaca o peso da Cargill no comércio com a China, respondendo por cerca de 15% a 16% dos embarques entre julho de 2025 e março de 2026.
Até o início do impasse comercial, o Brasil havia exportado aproximadamente 27 milhões de toneladas de soja, volume 25% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior e 44% acima da média dos últimos cinco anos.
Governo flexibiliza embarques e mercado reage
Diante da repercussão negativa, o Ministério da Agricultura e Pecuária emitiu um novo ofício na noite de 13 de março, flexibilizando os embarques para a China.
A medida contribuiu para a retomada gradual das operações comerciais. Além disso, a leve recuperação das cotações em Chicago após as quedas no início da semana ajudou a sustentar uma melhora nos preços internos no final do período, ainda que sem recuperar os níveis anteriores.
Colheita avança, mas segue abaixo do ano passado
No campo, a colheita da soja avançava para 57,4% da área cultivada no início da semana, ligeiramente abaixo dos 66% registrados no mesmo período do ano passado e próxima da média histórica de 57,9%.
Em Mato Grosso, principal estado produtor, os trabalhos estavam praticamente concluídos, alcançando 97% da área semeada.
Mercado segue atento ao cenário externo
O mercado da soja segue sensível a fatores externos, como câmbio, demanda chinesa e oscilações nas bolsas internacionais. Apesar do forte ritmo de exportações, a combinação de prêmios mais baixos e pressão internacional mantém os preços internos sob pressão no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo
A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.
A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.
Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.
Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.
A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.
A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.
O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.
Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.
O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).
Serviço
2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)
Fonte: Pensar Agro
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