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StoneX mantém previsão para safra de algodão 2025/26 e eleva estimativa de exportações do Brasil

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Produção de algodão é mantida, mas cenário exige cautela

A StoneX manteve inalterada sua estimativa para a produção brasileira de algodão na safra 2025/26, projetada em 3,74 milhões de toneladas. Apesar da estabilidade nos números, a consultoria destaca que o ciclo ainda demanda atenção, principalmente em função das condições climáticas e do estágio de desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.

O desempenho da safra dependerá, em grande parte, do comportamento do clima nas próximas semanas, fator considerado decisivo para a consolidação do potencial produtivo.

Mato Grosso depende do clima para definir produtividade

No Mato Grosso, principal estado produtor de algodão do país, o desenvolvimento das lavouras ainda está em fase inicial, embora apresente evolução satisfatória até o momento.

Segundo a StoneX, a regularidade das chuvas ao longo de abril será fundamental, especialmente para as áreas que tiveram plantio mais tardio. Essas lavouras são mais sensíveis a variações climáticas e exigem maior atenção dos produtores.

A definição dos rendimentos no estado dependerá diretamente dessas condições nos próximos períodos.

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Bahia apresenta cenário mais favorável para a safra

Diferentemente do Mato Grosso, a Bahia registra um quadro mais positivo para o desenvolvimento do algodão. O volume de chuvas acumulado até o momento está acima da média histórica, favorecendo o avanço das lavouras.

Esse ambiente climático sustenta a estimativa de produtividade no estado, projetada em 1,97 tonelada por hectare, com lavouras em estágio mais adiantado.

Exportações de algodão são revisadas para cima em 2026

A StoneX elevou sua projeção para as exportações brasileiras de algodão em 2026, agora estimadas em 3,1 milhões de toneladas. O volume representa um aumento de 3,3% em relação à previsão anterior.

A revisão é atribuída principalmente à grande oferta disponível, resultado da safra expressiva colhida no ciclo anterior, que ampliou os estoques e a capacidade de atendimento ao mercado externo.

Demanda internacional deve sustentar embarques

A expectativa de demanda mais aquecida em importantes mercados consumidores, como China e Paquistão, especialmente no primeiro semestre, deve favorecer o ritmo das exportações brasileiras.

A combinação entre oferta robusta e consumo internacional firme tende a garantir um bom desempenho dos embarques ao longo dos primeiros meses do ano.

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Produção será decisiva para competitividade do Brasil

Apesar do cenário positivo para exportações, o comportamento da safra 2025/26 seguirá sendo determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Segundo a StoneX, o desempenho produtivo ao longo do ciclo também influenciará diretamente a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional ao longo de 2026, especialmente na segunda metade do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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