RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com recorde histórico de produção e exportações, aponta Itaú BBA

Publicados

AGRONEGÓCIO

A suinocultura brasileira caminha para concluir 2025 com resultados históricos, segundo o relatório Atualização das Perspectivas 2025/26, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O setor foi impulsionado por um cenário de custos de produção reduzidos, sustentado pelos baixos preços do milho e do farelo de soja — principais componentes da alimentação animal. Essa combinação favoreceu a ampliação da produção e o aumento das margens dos produtores.

Exportações em alta com forte demanda asiática

O crescimento expressivo das exportações foi um dos pilares do bom desempenho da suinocultura. Os mercados asiáticos, que absorvem cerca de 65% da carne suína exportada pelo Brasil, seguiram em expansão. Países como Filipinas, Japão e Vietnã ampliaram significativamente suas compras, compensando a queda da demanda chinesa.

Além da Ásia, as Américas também se consolidaram como mercados estratégicos para o produto brasileiro. Chile, México, Argentina e Uruguai reforçaram as importações, abrindo novas oportunidades para o setor em 2026.

Produção nacional e consumo interno em ritmo de crescimento

As projeções do Itaú BBA indicam que a produção brasileira de carne suína deve crescer cerca de 5% em 2025, acompanhada por uma alta de 15% nas exportações. Mesmo com o aumento dos embarques, o consumo doméstico também deve atingir um novo recorde, refletindo o bom momento econômico e a competitividade da proteína frente a outras carnes.

Leia Também:  Treinamentos técnicos sobre formulações agrícolas avançam no pré-safra da soja e reforçam eficiência no campo

A manutenção de margens positivas é outro destaque do relatório. Os preços pagos pelo animal terminado permanecem significativamente acima dos custos de produção, garantindo rentabilidade ao produtor.

Custos de ração equilibrados favorecem o setor

Para o próximo ciclo, as perspectivas seguem favoráveis. Apesar de ainda haver incertezas sobre a produção de milho, as projeções apontam para custos de ração equilibrados, o que mantém a competitividade da carne suína no mercado interno e externo.

Com isso, o ciclo de margens positivas — que já dura três anos consecutivos — deve se prolongar, incentivando um ritmo de produção ainda mais intenso em 2026.

Desafios e necessidade de planejamento

Mesmo diante do cenário otimista, o Itaú BBA destaca a importância de o setor reforçar sua resiliência frente às possíveis oscilações do mercado global. A volatilidade da demanda externa, especialmente em países asiáticos, requer atenção redobrada.

A consultoria recomenda avaliação criteriosa de investimentos e gestão financeira prudente, com manutenção de níveis adequados de liquidez para garantir segurança diante de eventuais mudanças no ambiente econômico internacional.

Leia Também:  Entidade que representa 5 milhões de produtores apresenta defesa contra os EUA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

Publicados

em

Por

O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

Leia Também:  Semana da Pecuária reforça protagonismo global do Brasil

Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

Leia Também:  ApexBrasil estreia na Expocachaça para fortalecer exportações do setor

Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA