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Synerjet entrega primeira aeronave Ipanema EMB 203 no Paraguai e amplia presença da aviação agrícola na América do Sul

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Primeira entrega internacional do Ipanema EMB 203

A Synerjet, empresa líder em soluções de aviação e representante de aeronaves na América Latina, realizou a entrega da primeira unidade do Ipanema EMB 203 no Paraguai. O modelo, novo de fábrica, já está pronto para iniciar operações e passa a integrar a frota de uma companhia aeroagrícola local que já utilizava o Ipanema EMB 202.

A cerimônia de entrega contou com a presença de autoridades aeroportuárias paraguaias, marcando oficialmente a chegada do novo modelo ao setor de aviação agrícola do país. O evento simboliza também o avanço da Synerjet na expansão de suas operações internacionais.

Eficiência e sustentabilidade no campo

O Ipanema EMB 203 é reconhecido por sua alta performance. Movido a etanol, o avião tem capacidade de cobrir mais de 200 hectares por hora, o que equivale ao desempenho de quatro pulverizadores terrestres operando simultaneamente.

Com aplicação homogênea e velocidade constante, o modelo evita a compactação do solo e reduz o risco de disseminação de pragas por contato. O resultado é um aumento médio de 5 a 15 sacas por hectare na produtividade da lavoura.

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Além disso, o uso do etanol reforça o compromisso ambiental e econômico do setor, reduzindo custos operacionais e a emissão de poluentes.

Expansão regional da Synerjet

De acordo com Mateus Dallacqua, diretor de Vendas e Inovação da Synerjet, a entrega representa um marco importante para a empresa.

“Estamos muito contentes com esta entrega no Paraguai e confiantes de que outras virão em breve. Os mercados do Uruguai e da Argentina também estão no nosso radar para a aviação agrícola”, afirmou.

O movimento sinaliza a estratégia da Synerjet de consolidar sua presença na América do Sul, atendendo à crescente demanda por soluções tecnológicas que aumentem a eficiência no agronegócio regional.

Agronegócio paraguaio em expansão

O Paraguai desponta como um dos principais polos agrícolas da região, com destaque para a produção de soja, milho, arroz e farelo de soja. A cadeia da soja, especialmente, tem papel central na economia local, abrangendo desde o cultivo até a industrialização do grão.

No ciclo 2023/24, as oito principais culturas do país registraram uma colheita expressiva, impulsionadas pelo aumento da produtividade de cereais. O setor agrícola responde por cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) paraguaio, reforçando seu potencial como destino para novas tecnologias em aviação agrícola.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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