AGRONEGÓCIO
Tecnologia alemã promete maior precisão na aplicação de fertilizantes a partir de 2026
AGRONEGÓCIO
A partir de 2026, o setor agrícola terá à disposição o Leeb Xeric 14 FS, distribuidor pneumático de fertilizantes desenvolvido pela Horsch, empresa alemã de referência em tecnologia agrícola. Projetado para aumentar a precisão na aplicação de insumos, o equipamento é eficiente mesmo em terrenos irregulares ou em altas velocidades de trabalho.
Apresentado inicialmente na Agritechnica 2023, o modelo passou por aprimoramentos durante testes em campo e oferece capacidade de 14 m³, enchimento rápido e operação em larguras de 36, 39 e 48 metros, com velocidade máxima de 20 km/h.
Sistemas de monitoramento garantem aplicação uniforme
Entre os destaques tecnológicos está o sistema BoomControl, que monitora continuamente a distância da lança em relação ao solo ou à cultura. O ajuste automático por meio de sistema hidráulico minimiza falhas, reduzindo desperdícios e assegurando distribuição uniforme, mesmo em áreas com maior inclinação.
Além disso, a calibração automatizada permite adaptar rapidamente o distribuidor a diferentes tipos e doses de fertilizantes. Os sistemas PrecisionSpread Pro e Pro Plus proporcionam controle de seção e compensação de curva, otimizando a aplicação em terrenos complexos.
Estrutura e sustentabilidade
O Leeb Xeric 14 FS também se destaca pela manobrabilidade, graças ao chassi tandem e direção ativa em ambos os eixos. Como opcional, o equipamento oferece controle de pressão dos pneus durante a operação, recurso que ajuda a reduzir a compactação do solo, especialmente em áreas sensíveis.
Embora a Horsch ainda não tenha divulgado os valores do lançamento, o distribuidor reforça a tendência de integração entre tecnologia e sustentabilidade no manejo de fertilizantes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Outono no Cerrado exige atenção no campo, mas abre espaço para boas estratégias de manejo
O outono marca uma fase de transição importante para a agricultura no Brasil, caracterizada pelo fim do período chuvoso e pela aproximação da estação seca. No Cerrado, essa mudança impacta diretamente o ritmo das lavouras, exigindo ajustes no manejo e maior atenção às condições climáticas.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a estação deve trazer desafios como redução das precipitações, solos mais secos e aumento das temperaturas, fatores que podem dificultar o desenvolvimento das culturas, especialmente as de segunda safra.
Apesar disso, o período também abre espaço para oportunidades no campo, já que o clima mais estável favorece o avanço das operações agrícolas e a adoção de estratégias mais planejadas.
Clima mais seco favorece avanço das operações agrícolas no Cerrado
Com a diminuição das chuvas entre abril e maio nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o produtor rural encontra melhores condições para a execução das atividades de campo.
“A redução da umidade do solo pode ajudar o trabalho no campo a avançar. Com menos chuva em abril e maio no Centro-Oeste e Sudeste, como aponta a Conab, o produtor pode finalizar a colheita e tocar as operações com menos interrupções. Para quem está com a segunda safra, o foco agora é aproveitar melhor a umidade que ainda resta no solo”, explica Manoel Álvares.
O cenário favorece a organização das atividades agrícolas, reduzindo paralisações e permitindo melhor aproveitamento da janela operacional.
Atraso no plantio exige ajustes no planejamento agrícola
As chuvas mais intensas durante o verão provocaram atraso no plantio em diversas regiões, o que encurtou a janela ideal para algumas culturas e obrigou produtores a reverem o planejamento.
Diante desse cenário, muitos agricultores optaram por cultivares mais adaptadas e ajustaram o manejo das lavouras. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, mesmo com redução na área plantada, culturas como milho, feijão e algodão ainda apresentam bom potencial produtivo, desde que recebam manejo adequado.
Altas temperaturas aumentam demanda por atenção ao manejo
As temperaturas mais elevadas típicas do Cerrado durante o outono também influenciam o desenvolvimento das lavouras. O aumento do calor intensifica a necessidade de atenção à disponibilidade de água no solo, ao mesmo tempo em que favorece o crescimento das plantas quando há manejo adequado.
Controle fitossanitário exige monitoramento constante
O período também demanda maior vigilância no controle de pragas. Entre os principais desafios fitossanitários estão a lagarta-do-cartucho, a mosca-branca e os percevejos, que tendem a se intensificar nesta época do ano.
O acompanhamento constante dessas ameaças é essencial para evitar perdas de produtividade e garantir o bom desenvolvimento das culturas.
Planejamento e manejo transformam desafios em produtividade
Para especialistas do setor, o outono no Cerrado representa um momento estratégico para transformar desafios climáticos em oportunidade de melhor gestão no campo.
Segundo Manoel Álvares, mesmo com uma janela mais curta e condições mais secas, o produtor dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas.
“Mesmo em uma época mais seca e com uma janela mais curta, o produtor do Cerrado dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas. É um período que valoriza o bom manejo e traz bons resultados para quem se antecipa”, destaca o especialista.
Cenário reforça importância da gestão eficiente no campo
O avanço do outono no Cerrado reforça a importância do planejamento agrícola, da adoção de boas práticas de manejo e do uso de tecnologia para mitigar riscos climáticos.
Apesar dos desafios impostos pelo clima, o período pode ser positivo para quem consegue ajustar estratégias e otimizar o uso dos recursos disponíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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