RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Tracker solar para terrenos irregulares é lançado no Brasil com promessa de reduzir custos e impactos ambientais

Publicados

AGRONEGÓCIO

Novo modelo chega ao mercado brasileiro

A espanhola Axial, referência global na fabricação de trackers solares, está trazendo ao Brasil seu mais recente lançamento: o SlopeSync, um modelo de rastreador solar desenvolvido especialmente para terrenos irregulares. A novidade será oficialmente apresentada ao público nacional durante a Intersolar South America, que acontece entre os dias 26 e 28 de agosto, em São Paulo.

Tecnologia voltada para áreas com declives

O SlopeSync é capaz de operar com desvios de até 30º e variações de altura de até 15%, o que elimina a necessidade de alinhamento de pilares — um dos fatores que mais encarecem obras em terrenos acidentados. Com essa tecnologia, a Axial afirma que é possível reduzir significativamente os custos com obras civis e os impactos ambientais das instalações fotovoltaicas.

Solução estratégica para o Brasil

Segundo Ronald Carias Esteban, diretor-geral da Axial no Brasil, o modelo representa uma solução estratégica diante da geografia brasileira.

“A escolha do SlopeSync para o Brasil é um passo estratégico da Axial, aproveitando a capacidade única do tracker de se adaptar a terrenos com grandes declives e morfologias desafiadoras, características presentes no território brasileiro e que antes inviabilizavam muitos projetos fotovoltaicos”, afirma.

Inovação contínua e investimento em P&D

A Axial reforça seu compromisso com a inovação no setor solar. Em 2024, durante a mesma Intersolar South America, a empresa anunciou um aumento de 80% nos investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) em comparação com o ano anterior, demonstrando seu foco em aprimorar tecnologias voltadas à eficiência energética e redução de custos operacionais.

Leia Também:  Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde histórico para março
SmartAx: o “cérebro” dos trackers

Outra novidade apresentada pela empresa é o SmartAx, um controlador desenvolvido internamente que atua como o cérebro dos trackers solares da Axial. O dispositivo permite o monitoramento completo do funcionamento do sistema e oferece ajustes automáticos conforme as condições climáticas — como vento, neve, granizo, inundações e irradiação difusa — além de contar com o recurso de backtracking 3D, que posiciona as fileiras para evitar sombreamento entre elas.

Presença internacional na Intersolar South America

Além da equipe brasileira da Axial, estarão presentes na feira os principais executivos da empresa, como o CEO José Luis Fayos, o diretor global de Negócios Antonio Robredo e o diretor-geral da Axial na Espanha, Daniel Casseres. Todos participarão da edição 2024 do evento, reforçando a importância estratégica do mercado brasileiro para a companhia.

O SlopeSync foi apresentado ao mundo pela primeira vez na Intersolar Europe, realizada em Munique, na Alemanha, no final de junho, e agora chega ao Brasil como uma solução inovadora para ampliar a viabilidade de projetos solares em áreas até então consideradas desafiadoras.

Leia Também:  Frísia expande operações no Paraná com aquisição de esmagadora de soja em Ponta Grossa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

Publicados

em

Por

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Leia Também:  Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde histórico para março

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

Leia Também:  Frísia expande operações no Paraná com aquisição de esmagadora de soja em Ponta Grossa

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA