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Trigo mantém alta no Brasil com oferta restrita, demanda firme e influência do cenário externo

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O mercado de trigo no Brasil segue em trajetória de valorização, impulsionado pela combinação de oferta limitada na entressafra, demanda aquecida e fatores externos. Mesmo diante de oscilações no cenário internacional, o cereal mantém sustentação nos preços domésticos, com impactos em diferentes regiões produtoras e no setor de derivados.

Oferta restrita e demanda firme sustentam preços no Brasil

Os preços do trigo continuam em alta no mercado interno, conforme levantamentos do Cepea. A principal razão é a redução da oferta durante a entressafra, agravada pelo foco dos produtores na colheita de soja, o que diminui a disponibilidade do cereal no mercado.

Ao mesmo tempo, a demanda segue aquecida. Compradores permanecem ativos na recomposição de estoques e, em muitos casos, aceitam pagar valores mais elevados por novos lotes.

Mesmo com a desvalorização no mercado externo, o avanço do dólar frente ao real e a alta dos preços na Argentina contribuem para sustentar os preços no Brasil.

Mercado regional registra valorização com diferenças entre estados

O movimento de alta se reflete de forma distinta nas principais regiões produtoras do país.

No Rio Grande do Sul, os moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF, com tendência de valorização para os próximos meses. A escassez de trigo de qualidade, agravada por problemas na safra argentina, intensifica a disputa por lotes superiores. No mercado interno, o preço ao produtor gira em torno de R$ 57 por saca.

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Em Santa Catarina, há maior oferta, tanto de trigo local quanto proveniente do Rio Grande do Sul. Ainda assim, os custos elevados de frete pressionam os preços, que variam entre R$ 1.310 e R$ 1.315 por tonelada CIF. Os preços ao produtor ficam entre R$ 59 e R$ 65 por saca, enquanto as farinhas registraram reajuste próximo de 3%, com boa aceitação do mercado.

No Paraná, o mercado segue firme, porém com negociações mais lentas. Moinhos priorizam contratos de longo prazo e trigo de melhor qualidade. No norte do estado, os preços variam entre R$ 1.370 e R$ 1.380 por tonelada CIF, enquanto nos Campos Gerais ficam próximos de R$ 1.300. A menor movimentação reflete o foco dos produtores na colheita de soja e milho.

Derivados: farinha registra alta e farelo segue pressionado

No segmento de farinhas, a tendência é de novos reajustes positivos para abril, refletindo a valorização do trigo no mercado interno, a expectativa de menor produção na próxima safra e o avanço da entressafra.

Por outro lado, o farelo de trigo segue em queda. Mesmo com o suporte sazonal da Quaresma, período em que aumenta a demanda por ração devido ao maior consumo de pescados, a elevada oferta de farelo de soja e milho no Brasil intensifica a concorrência entre os insumos e pressiona as cotações.

Mercado internacional opera com leve alta em Chicago

No cenário externo, os contratos futuros de trigo iniciaram a terça-feira (24) com leve valorização na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,88 por bushel, com alta de 0,17% nas primeiras negociações.

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Outros vencimentos também apresentaram variações moderadas, com o contrato julho/26 cotado a US$ 6,00 por bushel e o setembro/26 a US$ 6,14 por bushel.

Apesar do movimento positivo no início do pregão, o mercado internacional segue pressionado pela ampla oferta global, fator que limita avanços mais expressivos nos preços.

Tecnologia e diversificação ampliam espaço do trigo no agronegócio

O trigo também ganha relevância no contexto de inovação agrícola no Brasil. Empresas do setor de sementes vêm ampliando o portfólio e investindo na cultura como alternativa produtiva, com foco em produtividade, adaptação climática e diversificação.

Esse movimento reforça a importância do cereal no planejamento agrícola, especialmente como opção em rotação de culturas e estratégia de diversificação de renda no campo.

Perspectivas indicam mercado atento ao cenário global

No curto prazo, o mercado de trigo deve permanecer sensível a fatores como a oferta global do cereal, o desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte e as estratégias comerciais dos principais exportadores.

Esses elementos devem continuar influenciando diretamente as cotações internacionais e, consequentemente, o comportamento dos preços no mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais

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O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.

A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.

Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.

Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva

A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.

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Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.

IG abrange nove municípios produtores

A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.

O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.

Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro

As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.

Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.

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Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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