AGRONEGÓCIO
Trimble e PTx lançam tecnologia que protege operações agrícolas contra tempestades solares
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A Trimble (Nasdaq: TRMB) e a PTx Trimble anunciam a expansão da tecnologia IonoGuard™, que garante posicionamento confiável e de alta precisão mesmo em condições ionosféricas adversas, protegendo operações agrícolas de interrupções causadas por tempestades solares.
IonoGuard garante precisão durante tempestades solares
A tecnologia, inicialmente testada em operações agrícolas no final de 2024, permite que correções RTK (Real Time Kinematic) funcionem mesmo em situações em que o sinal normalmente seria perdido. Agora, a funcionalidade está disponível para usuários dos controladores de piloto automático PTx Trimble NAV-960™ e NAV-900, associados ao serviço Trimble RTX, que oferece correções com precisão centimétrica via satélite e IP (Internet Protocol).
Com o IonoGuard, os agricultores não precisam estar sob uma estação base RTK para manter a precisão de posicionamento, minimizando perdas e garantindo a integridade das operações no campo.
Entendendo o impacto das tempestades geomagnéticas
Tempestades solares e ejeções de massa coronal aumentam as perturbações eletromagnéticas na Ionosfera, causando a Cintilação Ionosférica, que compromete a qualidade do vetor satélite-receptor.
Segundo Luiz Sergio Vanzela, professor da Universidade Brasil e Doutor em Agronomia, “as tempestades geomagnéticas atingem picos de máxima atividade solar aproximadamente a cada 11 anos. A Terra está atualmente passando por um aumento da atividade solar, que deve atingir o máximo em 2026. Durante esse período, sistemas de posicionamento de alta precisão exigem cuidados redobrados”.
Mais produtividade e menos tempo de inatividade
Bruno Sartori, especialista de Marketing e Produto da PTx, destaca que tecnologias como o CenterPoint RTX já reduziram o tempo de inatividade em operações agrícolas ao redor do mundo. “Estamos entusiasmados por aplicar o IonoGuard nas correções RTX, reduzindo possíveis interrupções causadas por grandes tempestades solares, o que representa uma mudança significativa para o mercado brasileiro”, afirma.
Andrew Sunderman, gerente geral e vice-presidente de Produtos e Experiência do Cliente da PTx Trimble, reforça: “Nossa equipe trabalha intensamente para mitigar problemas durante o Ciclo Solar 25. A introdução do IonoGuard para usuários de correção RTK no início do ano já representou um avanço, e agora estendemos essa confiabilidade aos usuários do CenterPoint RTX”.
Disponibilidade e atualização
O Trimble IonoGuard RTX está disponível para os receptores NAV-960 e NAV-900 via atualização de firmware do PTx Trimble Precision-IQ, distribuído no Brasil pela PTx Trimble. O NAV-960, recentemente lançado no país, oferece maior capacidade de processamento de dados, permitindo que agricultores maximizem a produtividade sem comprometer a precisão mesmo durante tempestades solares.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.
O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.
Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.
Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.
Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.
Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.
O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.
Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência
Fonte: Pensar Agro
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