AGRONEGÓCIO
Bahia encerra plantio de algodão e consolida liderança nacional na cotonicultura irrigada
AGRONEGÓCIO
Plantio de algodão é concluído com estabilidade na área cultivada
A Bahia finalizou nesta quarta-feira (25) o plantio do algodão da safra 2025/2026, consolidando sua posição como um dos principais polos produtores da fibra no Brasil.
De acordo com dados da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a área plantada manteve-se praticamente estável em relação ao ciclo anterior, somando aproximadamente 414 mil hectares.
A estimativa inicial de produção é de 815 mil toneladas de algodão beneficiado (pluma), com produtividade média projetada de 1.968 quilos por hectare — números que reforçam a eficiência do setor algodoeiro baiano.
Cotonicultura irrigada cresce e impulsiona produção no estado
Um dos destaques da nova safra é o avanço do algodão irrigado, que apresentou crescimento próximo a 20% em relação à temporada anterior, atingindo 170 mil hectares cultivados.
A Bahia segue como líder nacional na cotonicultura irrigada, com a tecnologia já presente em 40,7% da área total destinada à cultura.
Segundo a Abapa, o uso de irrigação complementar, também conhecida como “irrigação de salvamento”, tem se mostrado uma estratégia eficaz para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva. Essa técnica permite intervenções precisas durante fases críticas do desenvolvimento das plantas, assegurando melhor desempenho em períodos de estiagem.
Produtores mantêm otimismo com o clima e o desenvolvimento das lavouras
A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, destacou que o desenvolvimento das lavouras está ocorrendo dentro do esperado e que as condições climáticas têm sido favoráveis até o momento.
“A condução das lavouras está transcorrendo bem e o clima está favorável até o momento. Ainda é cedo para afirmar com certeza sobre a produtividade e a produção, mas a nossa expectativa é positiva”, afirmou.
Manejo técnico e controle fitossanitário entram em foco
Com o plantio concluído, as atenções dos produtores agora se voltam para o manejo técnico e o monitoramento fitossanitário das plantações.
As equipes do Programa Fitossanitário da Abapa intensificaram as ações de controle de pragas e doenças, essenciais para garantir a sanidade e o bom estabelecimento das lavouras de algodão nos estágios iniciais de crescimento.
Bahia segue como referência nacional em produtividade e inovação
Com tecnologia avançada, planejamento técnico e gestão eficiente dos recursos hídricos, a Bahia consolida sua posição como referência na cotonicultura brasileira.
O desempenho do estado confirma a importância do investimento em irrigação e inovação agrícola como pilares para o aumento da produtividade e a sustentabilidade da cadeia do algodão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Importação recorde de fertilizantes no Brasil em 2025 não impede alta de custos na produção agrícola
O Brasil registrou em 2025 um novo recorde na importação de fertilizantes, alcançando 45,5 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço no volume importado, o cenário não trouxe alívio significativo aos custos de produção no campo, que continuam elevados e sensíveis às oscilações do mercado internacional.
O resultado confirma a forte dependência do agronegócio brasileiro de insumos externos e reforça a importância do planejamento estratégico de compra por parte dos produtores rurais, especialmente em culturas de grande escala como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e café.
Brasil bate recorde de importação de fertilizantes
De acordo com a Conab, o volume importado em 2025 superou o recorde anterior de 2024, quando o país havia adquirido 44,28 milhões de toneladas. O crescimento foi de 1,22 milhão de toneladas, equivalente a alta de 2,68% na comparação anual.
O desempenho reforça a relevância dos fertilizantes na sustentação da produção agrícola nacional, mas também evidencia a exposição do setor às condições do mercado global, incluindo preços internacionais, logística marítima e variações cambiais.
Portos concentram entrada de fertilizantes e Arco Norte ganha espaço
A entrada dos insumos segue concentrada nos principais corredores logísticos do país. O Porto de Paranaguá liderou as importações em 2025, com 10,89 milhões de toneladas movimentadas.
Em seguida aparecem o Porto de Santos, com 8,42 milhões de toneladas, e os portos do Arco Norte, que somaram 8,27 milhões de toneladas no período.
O crescimento da participação do Arco Norte chama atenção por indicar uma mudança gradual na logística de distribuição de fertilizantes no Brasil, aproximando o fluxo de insumos das novas fronteiras agrícolas e também das rotas de exportação de grãos.
Fertilizantes seguem como principal fator de custo no campo
Mesmo com maior oferta disponível, o fertilizante continua entre os principais componentes do custo de produção agrícola. Isso ocorre porque o preço final pago pelo produtor é influenciado por múltiplos fatores, como câmbio, frete internacional, logística interna, crédito rural e momento da compra.
Na prática, a variação do preço dos adubos impacta diretamente a rentabilidade das lavouras. Quando os insumos sobem, o produtor precisa de mais sacas de soja ou milho para cobrir o mesmo custo de produção, comprimindo margens em cenários de preços agrícolas mais baixos.
Timing de compra influencia custo da safra 2025/2026
Um levantamento do Projeto Campo Futuro, realizado pela CNA/Senar em parceria com o Cepea/Esalq, mostra que o momento da compra dos fertilizantes foi decisivo para o custo da safra 2025/2026 em diversas regiões do país.
Segundo o estudo, produtores que adiaram a aquisição de insumos entre janeiro e abril e realizaram compras entre maio e julho enfrentaram aumento expressivo nos custos de adubação, em alguns casos superiores a 18%.
A postergação das compras coincidiu com um período de preços mais altos no mercado, ampliando o impacto sobre o orçamento das propriedades rurais.
Diferença de custos varia entre regiões produtoras
O levantamento apontou variações relevantes no custo da adubação em diferentes polos agrícolas do país:
- Carazinho (RS): alta de 6,11%, com o formulado 02-23-23 passando de R$ 858,00 para R$ 910,50 por hectare
- Cascavel (PR): aumento de 8,5%, com o 02-20-20 subindo de R$ 820,20 para R$ 889,90 por hectare
- Rio Verde (GO): alta de 7,78% no uso de cloreto de potássio e supersimples
- Sorriso (MT): crescimento de 5,13% no formulado 00-18-18
- Maracaju (MS): maior variação do estudo, com aumento de 18,27% no custo com MAP e cloreto de potássio
Em Maracaju, o impacto foi mais expressivo. Para uma propriedade de 1.000 hectares, o custo adicional estimado ultrapassou R$ 216 mil, equivalente a cerca de 1.963 sacas de soja.
Pressão de custos afeta rentabilidade e decisão do produtor
O aumento no custo dos fertilizantes exige maior produtividade ou preços mais altos de venda para manter a rentabilidade das lavouras. No entanto, variáveis como clima, câmbio, demanda global e condições de mercado dificultam o controle dessas margens pelo produtor.
Diante disso, o planejamento de compras de insumos se tornou uma decisão estratégica dentro do sistema produtivo. A compra antecipada pode reduzir riscos de alta de preços, mas exige maior capital ou acesso a crédito. Já a compra tardia preserva o caixa no curto prazo, porém aumenta a exposição à volatilidade do mercado.
Dependência externa segue como desafio estrutural do setor
O recorde de importação reforça a forte integração do Brasil ao mercado global de fertilizantes. Embora isso garanta abastecimento em larga escala, também aumenta a vulnerabilidade do país a choques externos, como conflitos geopolíticos, variações cambiais e problemas logísticos internacionais.
O Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir essa dependência no longo prazo, mas especialistas destacam que os efeitos dessa estratégia são estruturais e não alteram o cenário imediato enfrentado pelo produtor rural.
Enquanto isso, o custo dos insumos segue como um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro na safra 2025/2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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