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Expoacre Juruá movimenta comércio e impulsiona vendas no centro de Cruzeiro do Sul

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Com o início da Expoacre Juruá, Cruzeiro do Sul já registra aumento no movimento do comércio local impulsionado pela chegada de visitantes de diversas regiões do Acre. Em sua 21ª edição, a maior feira de agronegócio do Vale do Juruá reforça seu papel como indutora da economia regional, estimulando as vendas, atraindo investimentos e ampliando a visibilidade da produção local.

Com a Expoacre Juruá, comércio de Cruzeiro do Sul tem aumento significativo nas vendas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Promovida pelo governo do Estado, a Expoacre Juruá já integra o calendário de eventos do Acre e é aguardada por moradores de todos os municípios da região. A rede hoteleira de Cruzeiro do Sul foi a primeira a sentir os efeitos da feira, registrando alta taxa de ocupação em hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem durante os seis dias de programação.

O setor de alimentação também tem sido impulsionado pela chegada dos visitantes. No Mercado Municipal Beira-Rio, restaurantes e estabelecimentos que oferecem comidas típicas registram aumento no movimento e nas vendas, refletindo os efeitos da exposição para os empreendedores locais.

Restaurantes e pensões alimentícias registram alto índice de movimento. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Há cerca de 30 anos à frente do segundo box do Beira-Rio, Maria Lúcia Ferreira é proprietária da Pensão Popular. Segundo ela, a realização da Expoacre Juruá representa, todos os anos, um aumento significativo nas vendas, com maior fluxo de clientes no local e crescimento dos pedidos para entrega.

“Já estamos sentindo que as nossas vendas aumentaram. Esses dias têm sido ótimos. As pessoas me ligam pedindo marmitas. Tem muita gente de fora e isso ajuda bastante. Por muito tempo, levei meu restaurante até mesmo para dentro da Arena”, afirma Maria.

“Tudo acabou cedo”, disse Maria Lúcia. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Impulso na venda de produtos regionais

Reconhecida nacionalmente pela qualidade e pelo sabor, a farinha de Cruzeiro do Sul é um dos principais símbolos da produção regional. Além dela, produtos tradicionais como o biscoito de goma e o feijão cultivado na região também conquistam consumidores em diversos estados brasileiros.

Farinha de Cruzeiro do Sul é reconhecida a nível nacional. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Durante a Expoacre Juruá, a comercialização desses produtos ganha ainda mais força. Com o aumento do fluxo de visitantes, produtores e comerciantes registram crescimento significativo nas vendas, aproveitando a feira para conquistar clientes de todo o Acre e de outros estados.

Farinha, biscoito de goma e feijão são os produtos mais procurados pelos turistas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Natural do município de Maravilha (SC), Cristiano de Cas está na cidade para prestigiar a feira. O turista conta que gosta muito de estar na região Norte, porque se sente bem e é muito acolhido pelos moradores, e que aproveita para levar iguarias locais.

“Me sinto seguro, porque a região proporciona isso. Você vê coisas diferentes, coisas que, onde eu moro, já não existem mais. Aproveito para vir comprar feijão, uma farinha muito boa e outras iguarias daqui para levar para onde moro. Isso valoriza o Norte”, conta De Cas.

De Santa Catarina, Cristiano aproveita a estadia no Acre para conhecer a produção local. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ana Rebouças é comerciante desses produtos regionais no centro da cidade. Ela reconhece a importância do evento para Cruzeiro do Sul, agradece pela iniciativa e afirma que todos os vendedores esperam que o movimento melhore ainda mais nos próximos dias.

“Nós agradecemos. A Expoacre fomenta o comércio de modo geral,  movimentando a cidade. Tanto que, antes de começar, já não tinha mais vaga nos hotéis”, destaca.

Ana Rebouças acredita que a 21ª edição da feira será a maior da história. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Além disso, ela ressalta que, embora outros produtos regionais também tenham grande procura, a farinha de Cruzeiro do Sul segue como a campeã de vendas. “Feijão também vende bastante, assim como o biscoito, mas a farinha é o marco.”

Fonte: Governo AC

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Educação indígena e rural do Acre se fortalecem nos últimos oito anos

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Quando se fala em fazer educação no Acre já se pensa nos desafios, sobretudo na logística, seja para transportar materiais de manutenção e revitalização para as escolas, seja levar merenda aos locais mais remotos ou mesmo levar um ensino de qualidade a todos os estudantes.

Mas todos esses desafios têm sido vencidos ano após ano pelo governo do Estado. Desde 2018 até agora, em 2026, os índices mostram uma evolução, não apenas no ensino, mas também nos benefícios e serviços que são ofertados à comunidade escolar.

Acre enfrenta o desafio e a logística de fazer educação na Amazônia.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

“Temos desenvolvido ao longo dessa gestão, por determinação da governadora Mailza Assis, diretrizes para que a educação indígena e a do campo tenha a mesma qualidade da urbana. Fazer educação na Amazônia é difícil, mas temos superado os desafios levando educação e esperança em todo o nosso estado”, disse o titular da SEE, Reginaldo Prates.

Para se ter uma ideia do quanto houve de evolução no ensino nas escolas rurais, em 2018 apenas 6% delas possui algum tipo de internet para interligar estudantes e professores ao mundo virtual. Agora, nada menos do que 33% dessas escolas possuem algum tipo de conectividade.

O governo do Estado trabalha para levar conexão a um maior número de escolas rurais e indígenas, e serviços estão avançando. Em 2018,  outro dado importante, apenas 25% das escolas rurais possuíam banheiro. Agora, este percentual já chegou a 70%.

Entre os diversos serviços de manutenção está a cobertura das escolas.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

Outro dado que chama a atenção quando o assunto é levar uma educação de qualidade às comunidades rurais é que em 2018 apenas 37% das escolas possuíam água potável. Mas essa realidade vem mudando na medida em que a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) implementa poços nas comunidades escolares. Esse percentual agora chega a 61% das escolas.

Mais de 53 milhões investidos

Para se ter uma ideia dos esforços que são realizados pelo governo do Estado na educação rural e também na educação indígena, desde 2022 até agora, já foram investidos mais de R$ 53,5 milhões em manutenção predial e revitalização de escolas nos mais diversos municípios.

Escolas indígenas têm recebido investimentos importantes do governo do Acre.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

No total, esses investimentos chegaram, no total das intervenções, em 144 escolas indígenas e em outras 263 escolas rurais, chegando a beneficiar, no total, 35.748 estudantes, dos quais 6.021 são de escolas indígenas e outros 29.727 de escolas da zona rural do Estado.

Nos serviços de manutenção que são realizados nas escolas estão a pintura predial, a substituição de barrotes, a troca de telhas, o cercamento da escola e a instalação do pórtico, intervenções nas salas de aula, nas cozinhas e nos refeitórios, nos banheiros, além de instalação de caixas d’água e construção de poços.

Destaque na região Norte

E por tudo o que o governo do Estado, por meio da SEE, tem feito nas escolas rurais e indígenas, o Acre tem se destacado na região Norte. Para se ter uma ideia, a educação indígena aparece com muita força quando se comparam os dados.

No Acre, no ano de 2026, as matrículas nas escolas indígenas atingem um total de 12.505 estudantes. O número representa 5,2% do total de matrículas no Estado na educação básica. A média nacional dessa modalidade fica em 0,8% e na Região Norte, como um todo, essa média não ultrapassa os 4,1% de matrículas na educação indígena em relação à educação básica.

Algumas escolas foram completamente reconstruídas, como a São Pedro.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

No Acre, entre os municípios que ofertam educação indígena estão Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, na região do Vale do Juruá, além de Sena Madureira, Assis Brasil, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus e Tarauacá.

Mas é na educação rural onde o Acre se destaca. Agora em 2026 foram registradas 80.830 matrículas nessa modalidade de ensino, o que representa um total de 33,3% das matrículas da educação básica. Na comparação, a média nacional das matrículas rurais com a educação básica ficou em 16,6% e na Região Norte essa média ficou em 28,9%.

Escolas completamente revitalizadas para a comunidade escolar.
Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

“No Acre, é preciso destacar que a logística para se fazer educação básica é desafiadora. Portanto, devemos levar em conta os diversos fatores, como a utilização de barcos e aviões para levar um ensino de qualidade aos estudantes e comemorar esses percentuais que nos colocam em evidência no cenário regional”, ressaltou o secretário Reginaldo Prates (SEE).

Fonte: Governo AC

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