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Turismo de pesca ganha força no Brasil e movimenta destinos com infraestrutura especializada

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O turismo de pesca vive um momento de expansão no Brasil e se consolida como um dos segmentos mais promissores do setor turístico. Com uma das maiores redes hidrográficas do mundo, ampla biodiversidade e paisagens que vão do Pantanal à Amazônia, o país reúne condições privilegiadas para a prática da pesca esportiva, atraindo viajantes nacionais e estrangeiros.

Segundo dados do Ministério do Turismo, milhões de pessoas realizam anualmente viagens voltadas à pesca recreativa, impulsionando economias locais, gerando empregos e fortalecendo o turismo sustentável. Além do lazer, a prática representa uma conexão com a natureza, incentivo à preservação ambiental e valorização dos recursos naturais brasileiros.

Setor movimenta economia e gera milhares de empregos

De acordo com os ministérios da Pesca e Aquicultura e da Agricultura e Pecuária, o Brasil abriga cerca de 9 milhões de pescadores, responsáveis por impulsionar uma cadeia econômica robusta. O setor reúne aproximadamente 3 mil pesqueiros, 1.700 meios de hospedagem especializados e cerca de 500 campeonatos anuais, gerando mais de 200 mil empregos diretos e indiretos.

Diante desse cenário, alguns destinos se destacam pela infraestrutura, variedade de espécies e experiências completas que unem aventura, cultura e sustentabilidade.

Guaíra (PR): pesca esportiva e ecoturismo às margens do Rio Paraná

Localizada no extremo oeste do Paraná, a cidade de Guaíra se firma como um dos principais polos de pesca esportiva e ecoturismo do Sul do Brasil. A região, conhecida como o berço das lendárias Sete Quedas — submersas após a construção da Usina de Itaipu —, combina história, cultura indígena guarani e paisagens marcadas pela imponência do Rio Paraná, o nono mais longo do mundo.

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O destino é procurado por pescadores em busca de espécies nativas e por amantes de esportes aquáticos como wakeboard, caiaque, remo e stand-up paddle. Um dos passeios mais tradicionais é o roteiro de barco pela área das antigas Sete Quedas, onde ainda é possível observar formações rochosas e correntezas que preservam a memória do local.

Trento Hotel: hospedagem referência em conforto e localização

Para quem visita Guaíra, o Trento Hotel desponta como uma das principais opções de hospedagem. Localizado na Avenida Almirante Tamandaré, 625, no coração da cidade, o empreendimento se consolidou como referência em hospitalidade e figura entre os hotéis mais reservados do município, segundo rankings de plataformas como a Booking.com.

O hotel oferece quartos nas categorias standard e suítes com cama queen, Wi-Fi gratuito, TV de 32 polegadas, ar-condicionado e minibar. Com café da manhã incluso, recepção 24 horas, estacionamento e política pet-friendly, a estrutura atende tanto famílias em lazer quanto profissionais em viagens corporativas.

O Coffee Shop do hotel, aberto ao público, se tornou um ponto de encontro entre moradores e visitantes, agregando experiência gastronômica e social. O Trento Hotel é hoje uma base estratégica para quem busca explorar o Rio Paraná, praticar pesca esportiva ou conhecer os principais atrativos históricos da região.

Ilha do Marajó (PA): biodiversidade e cultura amazônica

Na foz do Rio Amazonas, a Ilha do Marajó é considerada a maior ilha fluviomarítima do planeta e um dos destinos mais autênticos para a pesca esportiva no Brasil. A região abriga espécies como pirarucu, tucunaré, tambaqui, dourada, filhote e pintado, com destaque para o período seco, entre maio e novembro, quando a pesca é mais intensa.

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Com mais de 42 mil km², o arquipélago reúne campos inundáveis, manguezais e matas de várzea, abrigando uma rica fauna e flora. A cultura marajoara, marcada pela cerâmica artesanal, pela criação de búfalos e pela gastronomia regional, completa a experiência dos visitantes. O município de Soure concentra a maior parte da infraestrutura turística, com praias como Pesqueiro e roteiros voltados ao ecoturismo e à vivência cultural.

Hotel Ilha do Marajó: sofisticação e imersão na natureza

No município de Soure, o Hotel Ilha do Marajó foi reinaugurado com uma proposta que alia sofisticação, identidade cultural e integração com a natureza amazônica. O empreendimento conta com 35 quartos climatizados, dois restaurantes, spa, sauna, academia, piscina com bar molhado, capela, quadras esportivas, playground e sala de jogos.

Um dos diferenciais é o terminal hidroviário próprio, com lancha exclusiva saindo de Belém, o que facilita o acesso e amplia a comodidade dos hóspedes. A gastronomia regional é um dos destaques do hotel, com menus exclusivos, pratos típicos e experiências sensoriais que valorizam ingredientes da floresta e dos rios amazônicos.

Entre as atividades oferecidas estão passeios de barco, pesca esportiva, vivências com búfalos, rodas de carimbó e visitas à Fazenda Mironga, proporcionando ao visitante uma verdadeira imersão cultural e ambiental no coração do Marajó.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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