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Planejamento antecipado de irrigação aumenta eficiência e reduz riscos no campo

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Planejar com antecedência é chave para o sucesso da irrigação

A decisão de implantar um sistema de irrigação não precisa ser complexa nem desmotivadora. Quando o produtor inicia o planejamento no momento certo, com orientação técnica adequada, ganha previsibilidade, reduz riscos e amplia os resultados da lavoura — um diferencial essencial em um cenário de clima cada vez mais instável.

De acordo com Danilo Silva, gerente agronômico da Netafim, o tema deve entrar nas discussões ainda nas fases iniciais da abertura de novas áreas ou reorganização produtiva.

“Quando o produtor antecipa a decisão, consegue organizar licenças, infraestrutura e análise hídrica com tranquilidade, evitando correrias perto do plantio e tornando todo o processo mais simples e eficiente”, explica Silva.

O planejamento antecipado tem se mostrado estratégico em sistemas de produção variados, como cana-de-açúcar, café, citros, fruticultura, grãos e hortaliças. O segredo está em adaptar o projeto ao regime de chuvas, à cultura e às condições locais, garantindo produtividade e estabilidade mesmo em períodos de seca.

Evitar períodos críticos é essencial para boa instalação

Cada propriedade possui sua dinâmica, mas a lógica é clara: não instalar sistemas durante o pico das chuvas e garantir que tudo esteja pronto antes da janela de plantio.

“Quando o cronograma é pensado com antecedência, a implantação acontece naturalmente, sem improvisos, e o produtor percebe que o processo é totalmente viável”, complementa Silva.

Na cana-de-açúcar, por exemplo, o projeto de irrigação deve ser planejado com meses de antecedência, pois envolve a renovação do canavial e questões estruturais, como disponibilidade hídrica, energia elétrica e obras civis.

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O mesmo raciocínio se aplica a culturas perenes, como citros, manga, uva e cacau, em que o planejamento prévio garante instalação segura e irrigação no momento ideal para o desenvolvimento das plantas. Já nas culturas de ciclo curto, como hortaliças e algumas frutas, antecipar o processo assegura operação imediata na safra seguinte e maior estabilidade produtiva desde as primeiras colheitas.

Passos fundamentais antes da implantação

Antes de instalar um sistema de irrigação, alguns pontos devem ser definidos com antecedência:

  • Licenças e autorizações de uso da água e das obras necessárias;
  • Disponibilidade energética, com dimensionamento correto do conjunto motobomba;
  • Análise da qualidade da água, incluindo medidas simples de melhoria, se necessário.

Segundo Silva, o projeto técnico é o que dá segurança ao investimento.

“Um sistema de irrigação bem dimensionado para o clima, o solo e a cultura transforma o investimento em um aliado da produção. Com planejamento, o retorno aparece de forma consistente”, afirma o especialista.

Erro mais comum: começar tarde demais

Os problemas mais recorrentes estão ligados à falta de planejamento. Muitos produtores iniciam o processo sem confirmar a disponibilidade de água, sem as licenças necessárias ou deixam a instalação para muito perto do plantio.

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Quando o planejamento começa cedo, essas questões deixam de ser obstáculos e se tornam apenas etapas naturais do projeto.

O intervalo entre planejamento e operação varia conforme a cultura, a região e o porte do sistema, especialmente se houver reservatórios, obras civis ou adequações elétricas. Mesmo assim, alguns meses de organização prévia costumam ser suficientes para alinhar o cronograma à safra. O resultado é mais estabilidade, melhor uso da área e maior controle sobre os efeitos climáticos.

Projetos sob medida para cada região

Diferenças de clima, solo e regime de chuvas influenciam diretamente o planejamento da irrigação. No entanto, essas particularidades não representam dificuldade, e sim personalização do projeto.

Muitas vezes, ajustes simples de logística, energia ou layout já permitem adaptar o sistema às condições locais. Para quem deseja se tornar irrigante, a recomendação é buscar orientação técnica especializada e trocar experiências com produtores da região.

Como apoio, o Manual do Irrigante, desenvolvido pela Netafim, reúne orientações práticas sobre etapas, requisitos e boas práticas de implantação.

“O manual ajuda o produtor a entender o caminho antes mesmo do início do projeto, tornando a jornada mais segura e previsível”, destaca Silva.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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