AGRONEGÓCIO
UFLA desenvolve hidrogéis sustentáveis a partir de resíduos da indústria de papel para uso agrícola
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Pesquisadores do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Lavras (DCF/Esal/UFLA) desenvolveram uma tecnologia que utiliza resíduos da indústria de papel para produzir hidrogéis à base de nanofibrilas de celulose (NFC). O material pode ser aplicado em diversas etapas da produção agrícola, desde a germinação de sementes até o enraizamento de mudas.
Os testes indicam que os hidrogéis podem substituir substratos tradicionais, como o ágar e a vermiculita, e também servir como alternativa a produtos comerciais em cultivos de café e eucalipto. Dependendo da aplicação, podem ser produzidos em discos ou microesferas.
Capacidade de armazenamento hídrico e retenção de nutrientes
Os hidrogéis desenvolvidos pela UFLA têm alta capacidade de absorção de água, chegando a 1.500% do seu peso, o que permite liberar a água gradualmente no solo e mitigar efeitos de estiagens. Além disso, eles podem reter nutrientes e fertilizantes, garantindo liberação controlada e reduzindo a poluição causada pelo uso excessivo de defensivos agrícolas.
Segundo o professor Lourival Marin Mendes, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras, a pesquisa alia reaproveitamento de resíduos, economia circular e sustentabilidade, sendo uma ferramenta promissora contra mudanças climáticas e secas.
Nanotecnologia aplicada ao reaproveitamento de resíduos
A pesquisa utiliza nanotecnologia para transformar materiais comuns, como tubos de papelão, em hidrogéis com estrutura nanoestruturada, aumentando a eficiência e estabilidade do gel. A tecnologia pode ser estendida a outros resíduos celulósicos, como cascas e serragens, ampliando o reaproveitamento na indústria.
Equipe e financiamento
O estudo é conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biomateriais (PPGBiomat/UFLA), liderado pelo professor Lourival Marin Mendes, em parceria com o Laboratório de Nanotecnologia, o Laboratório de Cultivo in vitro de Espécies Florestais e o Viveiro Florestal do Departamento de Ciências Florestais.
A equipe inclui docentes, pós-doutores, estudantes de pós-graduação e bolsistas de iniciação científica, e o projeto é financiado pela Fapemig, com início em abril de 2024.
Etapas do desenvolvimento do hidrogel
A pesquisa envolve diversas etapas:
- Preparação da matéria-prima: coleta de tubos de papelão, fragmentação e suspensão em água para expansão das fibras.
- Pré-tratamento químico: uso de métodos alcalino e branqueamento sem cloro para facilitar a formação das nanofibrilas.
- Processo mecânico: cisalhamento das fibras em escala nanométrica com equipamento Grinder, formando gel translúcido.
- Formulação do hidrogel: combinação com alginato de sódio e reticulação iônica com cloreto de cálcio, resultando em discos e microesferas.
- Testes agrícolas: avaliação de germinação de sementes de café e enraizamento de mudas de eucalipto.
Atualmente, a equipe estuda a biodegradabilidade do hidrogel, sua durabilidade no solo e a liberação de micronutrientes. Também estão sendo desenvolvidos métodos para transformar o hidrogel em pó, facilitando transporte, comercialização e armazenamento.
Novas frentes de pesquisa com resíduos de leite
Além do papel, a pesquisa explora o uso de soro de leite, um resíduo da indústria de laticínios, como substituto do cloreto de cálcio no processo de reticulação. O soro pode fornecer minerais importantes, como cálcio, fósforo e potássio, enriquecendo o hidrogel.
Patentes e perspectivas futuras
O projeto já conta com quatro pedidos de patente, relacionados à formulação e aplicações do hidrogel como agente de germinação e enraizamento. Segundo o pesquisador Rafael Carvalho do Lago (PPGBiomat/UFLA), as patentes protegem o conhecimento gerado e fortalecem a transferência de tecnologia, permitindo que a inovação beneficie diretamente a sociedade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção de tilápia cresce no Brasil e Paraná lidera ranking nacional em 2025
A produção de tilápia no Brasil manteve trajetória de crescimento em 2025, com destaque para o protagonismo das regiões Sul e Sudeste. O Paraná segue como líder nacional, enquanto São Paulo e Minas Gerais consolidam posições entre os maiores produtores do país, segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
Paraná lidera produção nacional de tilápia
Principal polo produtor do país, o Paraná registrou produção de 273,1 mil toneladas de tilápia em 2025. O volume representa um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior, reforçando a liderança do estado no setor.
De acordo com a Peixe BR, o desempenho é resultado da atuação conjunta de empresas privadas, cooperativas e agroindústrias, além da adoção contínua de tecnologia e assistência técnica na atividade aquícola.
São Paulo e Minas Gerais completam o topo do ranking
Na segunda posição, São Paulo alcançou 93,7 mil toneladas produzidas em 2025, com expressivo crescimento de 54% na comparação anual.
Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com produção de 77,5 mil toneladas, seguido por Santa Catarina, que registrou 63,4 mil toneladas.
Maranhão avança e se destaca entre os maiores produtores
O Maranhão ocupa a quinta posição no ranking nacional, com produção de 59,6 mil toneladas. O estado nordestino foi o que apresentou o maior índice de crescimento entre os dez principais produtores, com alta de 9,36%.
O avanço é atribuído à consolidação de um novo arranjo produtivo local, que vem impulsionando a expansão da atividade nos últimos anos.
Outros estados também ampliam produção
Entre os principais produtores, Santa Catarina e Minas Gerais também registraram crescimento relevante, com avanços de 7,28% e 6,46%, respectivamente.
Outro destaque é o Ceará, que apresentou crescimento de 29,3% na produção e avançou posições no ranking nacional, demonstrando o fortalecimento da piscicultura em novas regiões.
Setor segue em expansão no país
O desempenho dos principais estados reforça a tendência de crescimento da tilapicultura no Brasil, impulsionada por investimentos em tecnologia, organização produtiva e aumento da demanda.
Com diferentes regiões ampliando sua participação, o setor segue diversificando sua base produtiva e consolidando a tilápia como uma das principais proteínas da aquicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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