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Últimos dias para inscrição no Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais

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Os cafeicultores de Minas Gerais têm até sexta-feira, 5 de setembro, para se inscrever no 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, a maior e mais tradicional competição dedicada exclusivamente aos cafés especiais do estado. O evento é realizado pela Emater-MG e reúne os melhores grãos das principais regiões produtoras mineiras.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo preenchimento da ficha disponível no site www.emater.mg.gov.br. O formulário precisa ser entregue impresso no escritório local da Emater-MG junto com a amostra do café concorrente. O regulamento completo, com todas as orientações sobre envio das amostras, também está disponível no portal.

Categorias e critérios de avaliação

Cada produtor pode inscrever uma única amostra, que deve se enquadrar em uma das seguintes categorias:

  • Café Natural
  • Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado

Somente cafés Arábica da safra 2025 podem concorrer, respeitando critérios como tipo 2 (até quatro defeitos), peneira 15 ou superior e teor de umidade entre 10% e 12%.

As amostras serão avaliadas por uma comissão de especialistas e degustadores com experiência em concursos nacionais e internacionais. Para avançar às fases seguintes, os cafés devem atingir no mínimo 85 pontos na escala da Specialty Coffee Association (SCA), padrão internacional de qualidade.

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Premiação e reconhecimento

Os cafés serão classificados por região produtora: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Matas de Minas e Chapada de Minas. Receberão premiação:

  • Os melhores de cada região e categoria
  • A cafeicultora mais bem pontuada
  • O produtor certificado pelo programa Certifica Minas Café com melhor desempenho
  • Primeiros colocados correntistas de cooperativas do Sistema Sicoob Crediminas

O grande campeão estadual será o produtor que alcançar a maior nota entre todos os inscritos. A cerimônia de premiação está prevista para dezembro de 2025.

Histórico do concurso

Na edição de 2024, o concurso recebeu 1.406 amostras de 146 municípios mineiros. O vencedor estadual foi Onofre Alves Lacerda, agricultor familiar de Espera Feliz (Matas de Minas), que conquistou 92,7 pontos na categoria Café Natural, tornando-se o primeiro bicampeão do concurso.

Parcerias e patrocinadores

O concurso é promovido pela Emater-MG, em parceria com:

  • Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)
  • Universidade Federal de Lavras (Ufla)
  • Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe)
  • Conselho Nacional do Café (CNC)
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O evento conta com o patrocínio do Sistema Sicoob Crediminas e do Supermercado Verdemar.

Mais informações

Para dúvidas ou detalhes sobre inscrições, os produtores podem entrar em contato pelos telefones (31) 3349-8075 / 8091 / 8173 ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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