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UPL movimenta R$ 2,5 bilhões por ano e fortalece estratégia financeira para impulsionar o agronegócio

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A UPL Brasil tem ampliado sua presença no mercado ao movimentar mais de R$ 2,5 bilhões por ano em operações financeiras voltadas ao agronegócio. A estratégia da companhia combina inovação em soluções de crédito, gestão eficiente de risco e parcerias com instituições financeiras, com o objetivo de facilitar o acesso a recursos para produtores rurais e distribuidores.

Parceria com Rabobank é renovada e reforça acesso ao crédito no agro

A companhia renovou por mais três anos sua parceria com o Rabobank, em uma operação de securitização que soma aproximadamente R$ 1 bilhão e que vem sendo estruturada ao longo de quase uma década.

Segundo a diretora de crédito e cobrança da UPL Brasil, Vanessa Roberta Silva, a iniciativa amplia o acesso a recursos financeiros para a aquisição de insumos agrícolas, garantindo maior previsibilidade, liquidez e segurança para toda a cadeia produtiva.

De acordo com a executiva, o modelo de securitização tem se mostrado eficiente ao apoiar produtores e distribuidores em diferentes fases do ciclo agrícola, contribuindo para a estabilidade financeira das operações.

Estruturação de operações amplia alternativas financeiras no agronegócio

Além da parceria com o Rabobank, a UPL Brasil também atua com outras instituições financeiras e agentes do mercado na estruturação de soluções personalizadas de crédito.

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Essas operações envolvem instrumentos lastreados em recebíveis e projetos complementares que aumentam a flexibilidade financeira dos clientes. Na prática, isso permite adequar condições de financiamento às diferentes realidades operacionais e aos ciclos de pagamento do agronegócio.

Cenário econômico pressiona e reforça importância do crédito estruturado

O avanço dessas soluções ocorre em um cenário desafiador para o agronegócio brasileiro, marcado por volatilidade de preços, juros elevados, restrição de crédito e eventos climáticos adversos.

Com a taxa Selic em patamares altos, o custo do capital impacta diretamente as decisões de investimento e o planejamento financeiro de produtores e distribuidores. Nesse contexto, instrumentos estruturados de financiamento ganham relevância como alternativa para garantir liquidez e sustentabilidade dos negócios.

Integração de soluções financeiras reduz custos e amplia eficiência

A UPL Brasil destaca que sua atuação vai além do fornecimento de insumos agrícolas, incorporando também soluções financeiras integradas ao negócio.

Essas iniciativas combinam diferentes veículos de financiamento e operações estruturadas, permitindo reduzir custos em comparação ao crédito bancário tradicional e oferecendo maior eficiência na gestão de capital de giro ao longo da cadeia produtiva.

Sustentabilidade entra na equação com modelo SLL

Parte das operações da companhia também está alinhada a práticas sustentáveis por meio do modelo Sustainability Linked Loan (SLL). Nesse formato, as taxas de juros são ajustadas de acordo com o cumprimento de metas de ESG.

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A UPL estabeleceu quatro indicadores principais: redução das emissões de gases de efeito estufa, educação na aplicação de defensivos agrícolas, impacto positivo nas comunidades e ampliação das vendas de bioinsumos.

Reconhecimento no mercado financeiro do agronegócio

A estratégia financeira adotada pela companhia já vem sendo reconhecida pelo mercado. No início de abril, a UPL foi finalista da sétima edição do Finance & Law Summit and Awards (Filasa), na categoria de melhor departamento financeiro em agronegócios.

Os vencedores da premiação, considerada uma das mais relevantes do setor financeiro e jurídico, serão anunciados em junho.

Inovação financeira como diferencial competitivo no agro

Em um ambiente marcado por alta competitividade e desafios estruturais, a UPL reforça que a inovação financeira tem papel estratégico tão relevante quanto a inovação em produtos agrícolas.

A companhia se posiciona como parceira do agronegócio ao integrar crédito, eficiência financeira e compromissos com sustentabilidade, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado cresce e amortece recuo do Plano Safra

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O avanço dos instrumentos privados de financiamento está ajudando o agronegócio a cobrir parte do espaço deixado pela retração das linhas tradicionais de crédito rural. O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) chegou a R$ 576,4 bilhões em junho, crescimento de 12% em 12 meses, enquanto fundos e títulos ligados ao setor também ganharam participação.

Os saldos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) cresceram 81% em dois anos. No mesmo período, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) avançaram 9%. A expansão mostra que o financiamento da produção está se tornando mais diversificado e menos concentrado nos bancos.

Essa alternativa ganhou importância porque a área financiada pelas linhas de custeio do Plano Safra diminuiu 25,8% em 12 meses. O total passou de 34,2 milhões de hectares em julho de 2025 para 25,4 milhões no mesmo mês deste ano, segundo dados do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O valor liberado caiu em proporção menor, de R$ 205,8 bilhões para R$ 181,1 bilhões, retração de 12%. O número de contratos recuou 10,3%, de 867 mil para 777,8 mil.

Na prática, o financiamento médio aumentou de aproximadamente R$ 6 mil para R$ 7,1 mil por hectare. Isso mostra que o crédito disponível está cobrindo uma área menor e acompanhando, ao menos parcialmente, o aumento dos custos de produção.

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As CPRs permitem ao produtor levantar recursos tendo como referência a produção rural, com pagamento em produto ou dinheiro. O instrumento pode ser negociado com bancos, cooperativas, tradings, fornecedores e investidores, ampliando as possibilidades além das linhas oficiais.

As emissões de CPRs somaram R$ 377,8 bilhões durante a safra 2025/26. Embora o estoque continue crescendo, o ritmo das novas operações perdeu força, sinal de que o crédito privado também sente os efeitos dos juros elevados e da maior cautela dos financiadores.

O acesso a essas alternativas ainda é desigual. Grandes produtores, cooperativas e empresas com maior capacidade de oferecer garantias conseguem chegar com mais facilidade ao mercado privado. Pequenos e médios agricultores continuam mais dependentes dos bancos, das cooperativas de crédito e das linhas subsidiadas do Plano Safra.

A maior seletividade está relacionada ao crescimento das operações rurais com algum grau de dificuldade. Em julho, 23,5% da carteira ativa estava classificada como problemática, somando R$ 207,5 bilhões. Esse valor não representa apenas inadimplência: inclui contratos em atraso, renegociados ou prorrogados.

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As instituições financeiras também passaram a reconhecer antecipadamente possíveis perdas, conforme as regras da Resolução 4.966, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em vigor desde janeiro de 2025, a norma leva os bancos a aumentar as reservas quando identificam deterioração na capacidade de pagamento, o que reforça a cautela nas novas concessões.

No Rio Grande do Sul, onde sucessivas perdas climáticas elevaram o endividamento, a área financiada caiu 29,3%. O valor contratado recuou 18,3%, para R$ 23,1 bilhões, e o número de operações diminuiu 16,4%, para 189,6 mil.

Apesar da retração, os resultados atuais da produção, das exportações e dos preços dos alimentos permanecem sustentados por lavouras implantadas com recursos contratados anteriormente. O efeito da redução mais recente do crédito será conhecido com maior clareza durante a safra 2026/27.

O crescimento das CPRs, dos CRAs e dos Fiagros mostra que o setor encontrou novos caminhos para financiar a produção. Esses instrumentos ainda não substituem o crédito bancário, principalmente para pequenos e médios produtores, mas ampliam as fontes de recursos e reduzem parte da dependência do Plano Safra.

Fonte: Pensar Agro

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