RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Uso estratégico da vinhaça na Usina Caeté impulsiona produtividade, reduz custos e atrai projeto de bioenergia

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Usina Caeté vem se destacando pelo uso inteligente da vinhaça, subproduto gerado durante a produção de etanol. A aplicação da vinhaça no campo, por meio da fertirrigação localizada, tem trazido ganhos expressivos tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.

Redução de custos com fertilizantes

Segundo Mário Sérgio Matias, superintendente agroindustrial da usina, a vinhaça é naturalmente rica em potássio, o que tem permitido uma significativa redução no uso de fertilizantes químicos, especialmente os potássicos.

“Com a aplicação direcionada, conseguimos aproveitar melhor o valor agronômico da vinhaça, diminuindo a necessidade de adubação mineral. Isso evita desperdícios, melhora a eficiência do processo e contribui diretamente para o aumento da produtividade agrícola”, explica Matias.

Benefícios ambientais e para o solo

Além da economia com insumos, a fertirrigação localizada também traz benefícios ambientais importantes. A técnica reduz os riscos de contaminação dos lençóis freáticos e evita a sobrecarga do solo.

“Observamos também melhorias na qualidade do solo, com aumento da matéria orgânica e da atividade biológica”, complementa Matias.

Sustentabilidade integrada ao planejamento agrícola

O uso da vinhaça está inserido em um planejamento agrícola estruturado, com foco em manejo nutricional eficiente e controle operacional rigoroso.

“Tudo começa com um planejamento bem feito e segue com acompanhamento constante de custos e indicadores de eficiência”, ressalta o superintendente.

Essa abordagem reforça os compromissos da Usina Caeté com a sustentabilidade, com foco na valorização de subprodutos e na adoção de práticas agrícolas responsáveis.

Leia Também:  Rumo projeta movimentar 7,5 milhões de toneladas de grãos e farelo de soja em Goiás em 2026
Reconhecimento setorial e compartilhamento de experiências

A empresa também participa ativamente de eventos e fóruns do setor, como o Congresso Nacional da Bioenergia, onde compartilha sua experiência com o aproveitamento de resíduos e tecnologias sustentáveis.

Parceria com a GranBio para produção de bioenergia

A vinhaça utilizada pela usina também é a base de um projeto de bioenergia que está sendo negociado com a GranBio, empresa brasileira de biotecnologia industrial. O objetivo é transformar a vinhaça e parte do melaço em biogás, biometano e etanol de baixo carbono, por meio da construção de uma biorrefinaria.

Segundo Bernardo Gradin, CEO da GranBio, o projeto está em fase de tratativas, mas segue a estratégia da empresa.

“A Caeté é nossa parceira de longo prazo. Ainda não temos nada assinado, mas estamos negociando o uso da vinhaça para produção de biocombustíveis”, afirma Gradin.

Alagoas pode se tornar polo nacional de bioenergia

A proposta da biorrefinaria pode consolidar Alagoas como um polo nacional de bioenergia, impactando positivamente toda a cadeia produtiva local e a diversificação da matriz energética.

“O novo marco regulatório do biometano pode colocar o estado entre os primeiros polos de produção contínua desse biocombustível no Brasil”, destaca o CEO.

Economia circular e transição energética

O executivo também ressalta que o projeto está alinhado com os princípios da economia circular e da transição energética.

“Não se trata apenas de diversificação energética, mas de um passo concreto na redução da pegada de carbono na produção de hidrocarbonetos. É o reaproveitamento de resíduos na prática, promovendo uma agricultura e uma indústria mais sustentáveis”, conclui Gradin.

Com foco em inovação, responsabilidade ambiental e eficiência agrícola, a Usina Caeté transforma um resíduo industrial em solução estratégica, reforçando seu protagonismo na construção de um futuro mais sustentável para o setor sucroenergético e para a bioenergia no Brasil.

Leia Também:  Carne de búfalo ganha espaço em Porto Alegre com novo ponto de venda

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Por

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Raízen reduz moagem de cana, mas amplia vendas de açúcar e etanol de segunda geração na safra 2025/26

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Produtividade da aveia gaúcha supera expectativas com clima favorável

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA