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Rumo projeta movimentar 7,5 milhões de toneladas de grãos e farelo de soja em Goiás em 2026

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Durante a Tecnoshow Comigo 2026, realizada em Rio Verde (GO), o diretor Comercial de Grãos da Rumo, Diogo Velloso, afirmou que a companhia projeta movimentar cerca de 7,5 milhões de toneladas de grãos e farelo de soja originados em Goiás ao longo deste ano.

Do total estimado, aproximadamente 6,4 milhões de toneladas devem corresponder a grãos, enquanto 1,1 milhão de toneladas serão de farelo de soja, com operações concentradas no terminal da empresa no município.

Movimentação cresce e reforça avanço logístico

Segundo Velloso, o volume de cargas movimentadas por Rio Verde vem registrando crescimento contínuo. Em 2025, o terminal movimentou cerca de 6,5 milhões de toneladas, sendo 5,7 milhões de toneladas de grãos e 800 mil toneladas de farelo de soja.

O avanço evidencia o fortalecimento da estrutura logística da companhia na região e o aumento da demanda por escoamento da produção agrícola local.

Capacidade do terminal destaca importância estratégica de Goiás

O executivo destacou que o terminal da Rumo em Rio Verde possui capacidade para movimentar até 11 milhões de toneladas por ano, consolidando o estado de Goiás como um dos principais polos estratégicos da companhia no Centro-Oeste.

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De acordo com Velloso, a unidade se destaca pela combinação de escala, flexibilidade e capacidade de atender diferentes cadeias produtivas. O alto nível de contratação da capacidade para grãos nesta safra, aliado ao avanço na movimentação de fertilizantes e ao início das operações com líquidos, reforça o papel do terminal como ativo essencial para a logística regional.

Expectativas para a safra de soja e milho em Goiás

Em relação à safra 2025/26, a expectativa é de uma leve redução na produção de soja em Goiás, que deve ficar entre 19 e 20 milhões de toneladas, ainda considerada um volume expressivo.

Já a safra de milho apresenta maior incerteza, com redução de área plantada devido à perda de janela, embora a produção ainda deva girar em torno de 12 milhões de toneladas.

Rumo vê espaço para ampliar participação de mercado

Mesmo diante de uma possível safra menor, a avaliação da companhia é de que há espaço para ampliar sua participação na movimentação da produção agrícola.

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A estratégia da Rumo está baseada no fortalecimento da logística ferroviária e na ampliação da integração com diferentes cadeias do agronegócio, consolidando sua presença no escoamento da produção do Centro-Oeste.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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