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Vendas de diesel e gasolina crescem em outubro, enquanto etanol recua, aponta ANP

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As vendas de diesel B — combustível que mistura diesel fóssil com biodiesel — atingiram 6,29 bilhões de litros em outubro, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira. O volume representa um leve aumento em relação aos 6,27 bilhões de litros comercializados no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de janeiro a outubro, as vendas totalizam 58,02 bilhões de litros, o que corresponde a uma alta de 2,2% frente ao mesmo período de 2024, refletindo a recuperação gradual da demanda por combustíveis no país.

Gasolina C mantém ritmo de crescimento

O relatório da ANP também mostra que o consumo de gasolina C — mistura de gasolina comum com etanol anidro — segue em alta. Em outubro, foram comercializados 4,05 bilhões de litros, ante 3,93 bilhões no mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano, as vendas de gasolina C alcançaram 37,88 bilhões de litros, registrando crescimento de 3,6% na comparação anual. A alta reflete, segundo especialistas, a maior competitividade do derivado fóssil em relação ao etanol, diante das variações de preço nas bombas.

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Etanol hidratado perde espaço nas bombas

Em contrapartida, as vendas de etanol hidratado — usado diretamente nos veículos flex — recuaram em outubro, totalizando 1,81 bilhão de litros, frente aos 1,88 bilhão de litros registrados no mesmo período do ano anterior.

No acumulado de 2025, a comercialização do biocombustível soma 17,5 bilhões de litros, o que representa uma queda de 2,4% em relação ao ano passado. A retração está associada à competitividade menor frente à gasolina, especialmente em estados onde o preço do etanol supera 70% do valor do combustível fóssil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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