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WhatsApp Business se consolida como ferramenta estratégica para PMEs no agronegócio e comércio

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Com presença em 99% dos celulares brasileiros e 147 milhões de usuários, segundo o estudo Digital 2024: Brazil, o WhatsApp deixou de ser apenas um meio de comunicação informal e passou a integrar operações comerciais de pequenas e médias empresas em todo o país. A versão empresarial, WhatsApp Business, permite automatizar atendimentos, organizar processos e realizar vendas diretamente pelo app.

Consumidores preferem mensagens a sites e e-commerces

De acordo com pesquisa da Opinion Box, 82% dos brasileiros usam o WhatsApp para se comunicar com empresas, e 60% já realizaram compras pelo app. Uma sondagem da Meta (2023), com 6,5 mil adultos em 13 países, mostrou que 81% dos brasileiros consideram mais fácil enviar mensagens para uma empresa do que acessar um site, e 78% afirmam que têm mais chances de concluir uma compra por esse canal.

Automação multiplica faturamento de empresas

Gabriel Sávio, diretor de uma loja de móveis em Goiás, relata que, após automatizar o atendimento via WhatsApp, multiplicou o faturamento por seis. “Antes tudo era manual. Hoje, consigo falar com dezenas de clientes ao mesmo tempo, sem deixar ninguém esperando”, explica. Ele utiliza a plataforma da Poli Digital, que integra chatbot, automações e CRM para gerenciar vendas e atendimento.

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Alberto Filho, CEO da Poli Digital, reforça que “uma plataforma atrelada à automação funciona como um motor de vendas, permitindo operar um processo comercial inteligente, escalável e eficiente”.

Integração com redes sociais e sistemas de pagamento agiliza vendas

Entre os recursos mais utilizados está o Click-to-WhatsApp, que conecta anúncios no Instagram e Facebook diretamente ao atendimento no WhatsApp, facilitando a jornada de compra. Mais de 40% dos anunciantes brasileiros já adotaram a funcionalidade, segundo a Meta.

Outro destaque é o Poli Pay, ferramenta que permite enviar e receber pedidos e cobranças pelo WhatsApp e Instagram, com catálogo integrado e carrinho de compras. Desde seu lançamento em 2020, movimentou cerca de R$ 7 milhões, com taxa de conversão de 46%, o dobro da média de e-commerces tradicionais.

Alessandra Bona, da Burntech Caldeiras Equipamentos Industriais, afirma que a ferramenta simplificou o dia a dia da empresa: “Ter tudo registrado em um funil de pré-vendas e atender vários canais na mesma tela foi decisivo para o nosso crescimento.”

WhatsApp Business é porta de entrada acessível para digitalização

Ao contrário de soluções complexas e caras voltadas para grandes empresas, o WhatsApp Business permite que PMEs digitalizem processos sem grandes investimentos. “Automatizar atendimento, registrar históricos de conversa, treinar equipes e integrar pagamentos direto pelo chat já é possível e acessível”, destaca Alberto Filho.

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O uso estratégico do WhatsApp mostra como o aplicativo se tornou um canal central não apenas para comunicação, mas também para negociação de commodities, pedidos de insumos e expansão de negócios no agronegócio e no comércio em geral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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