AGRONEGÓCIO
Zoetis destaca avanços na reprodução bovina e oportunidades do mercado durante o GERAR Corte 2025
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Mercado aquecido e desafios da pecuária em 2025
Em um cenário marcado pela valorização do bezerro, aumento no abate de fêmeas e recordes de exportação de carne bovina, a Zoetis, líder mundial em saúde animal, promoveu mais uma edição do GERAR Corte 2025. O evento consolidou-se como uma das principais plataformas técnicas de discussão sobre reprodução bovina no Brasil, reunindo especialistas e produtores para debater os rumos do setor.
19 anos de dados e evolução tecnológica na reprodução
Nesta edição, o GERAR Corte apresentou o 19º Caderno GERAR, com análises baseadas em 1,4 milhão de dados de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), coletados em fazendas de diferentes regiões do país.
Os resultados mostraram taxa média de prenhez de 50%, com um terço das propriedades acima dessa média, evidenciando o potencial de crescimento do sistema reprodutivo brasileiro por meio do uso contínuo de tecnologias.
Criado pela Zoetis em parceria com o professor José Luiz Moraes Vasconcelos, o GERAR (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho) reúne há quase duas décadas o maior grupo de médicos-veterinários atuantes em reprodução bovina no país — cerca de 450 profissionais que participam anualmente de seis encontros regionais.
Conexão entre elos da cadeia e estratégias produtivas
De acordo com Vasconcelos, o GERAR Corte 2025 teve como foco aproximar os diferentes elos da cadeia pecuária, promovendo o diálogo entre frigoríficos, consultores e produtores.
“Nosso propósito é levar conhecimento e estratégias práticas que aumentem a eficiência reprodutiva. Com o mercado aquecido e o bezerro valorizado, investir em tecnologias que melhorem a taxa de prenhez e concentrem partos no início da estação é essencial para garantir rentabilidade e produtividade”, afirma.
Dados apontam avanços e oportunidades
Entre os destaques do levantamento, as novilhas induzidas e inseminadas nos primeiros 60 dias da estação de monta apresentaram 3,2 pontos percentuais a mais de prenhez em comparação às não induzidas — resultado que reforça a importância do manejo técnico e do uso de biotecnologias reprodutivas.
Outro ponto relevante foi a baixa taxa de ressincronização, observada em menos de 60% das matrizes. Segundo os especialistas, a prática é fundamental para aumentar a eficiência produtiva, concentrar partos e reduzir o tempo da estação de monta, favorecendo a uniformidade e a produtividade dos rebanhos.
Sustentabilidade e inovação como pilares do futuro da pecuária
Para Francisco Lopes, gerente técnico de Reprodução da Zoetis, o GERAR continua sendo um espaço essencial de troca de conhecimento e inovação, estimulando práticas que conectam os diferentes segmentos da pecuária de corte.
“Com base em dados e tecnologia, buscamos fomentar uma pecuária mais técnica, produtiva e sustentável”, ressalta.
Com abordagem prática e foco em resultados, o GERAR Corte 2025 reafirmou que o uso inteligente das tecnologias Zoetis representa um grande potencial de avanço para a eficiência reprodutiva e a gestão de rebanhos de alta performance, consolidando o evento como referência no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%
A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.
O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.
A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.
Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.
A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.
A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.
Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.
O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.
O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.
Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.
O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.
A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.
Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.
Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.
A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.
Fonte: Pensar Agro
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