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Fluminense vence Vitória no Barradão e volta a sorrir no Brasileirão

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Após uma sequência de três jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro, o Fluminense reencontrou o caminho do triunfo neste sábado (20), ao superar o Vitória por 1 a 0 no Barradão. O gol solitário da partida, marcado por Hércules, garantiu ao Tricolor das Laranjeiras importantes três pontos na 24ª rodada da competição.

Com o resultado, o time carioca alcançou os 31 pontos, subindo para a oitava colocação na tabela e se aproximando a cinco pontos do G6. Para o Vitória, a derrota mantém o clube baiano em uma situação delicada, na 17ª posição e dentro da zona de rebaixamento, com 22 pontos.

O Jogo

A partida foi marcada por lances de alta intensidade e reviravoltas. Impulsionado por sua torcida, o Vitória iniciou o confronto com grande agressividade, que rapidamente se converteu em imprudência. O volante Dudu recebeu um cartão amarelo logo no primeiro minuto e, poucos momentos depois, desferiu uma cotovelada em Lima, deixando o meia tricolor com o olho visivelmente inchado. Aos 25 minutos, uma falta dura em Canobbio resultou na expulsão correta de Dudu, deixando os donos da casa com um jogador a menos.

A superioridade numérica do Fluminense foi logo traduzida em pressão ofensiva. Aos 30 minutos, Cano quase abriu o placar em um chute potente que carimbou a trave de Arcanjo. O gol parecia questão de tempo e veio aos 36 minutos: após um cruzamento de Fuentes, a bola desviou na zaga e sobrou para Hércules, que dominou na entrada da área e finalizou com categoria para inaugurar o marcador. Contudo, a vantagem numérica tricolor durou pouco, pois Igor Rabello foi expulso no final da primeira etapa, igualando o número de jogadores em campo para cada lado.

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Fábio brilha e garante a vitória

Com dez atletas para cada equipe, o segundo tempo se transformou em uma verdadeira batalha tática e física. O Vitória se lançou ao ataque em busca do empate, transformando o duelo em um embate de ataque contra defesa. Foi nesse cenário que a experiência e a qualidade do goleiro Fábio se destacaram. O camisa 1 do Fluminense se agigantou, realizando defesas cruciais que mantiveram sua meta intacta. Um dos lances mais memoráveis ocorreu aos 41 minutos, quando Fábio operou um verdadeiro milagre, voando para espalmar um chute à queima-roupa de Romarinho. Já nos acréscimos, o goleiro demonstrou segurança ao segurar firme uma cabeçada de Renzo Lopes, assegurando a vitória e os tão almejados três pontos.

Próximos compromissos

O Fluminense agora volta suas atenções para a Copa Sul-Americana, onde enfrentará o Lanús pelo jogo de volta das quartas de final na próxima terça-feira (23), às 21h30, no Maracanã. Já o Vitória terá um novo desafio pelo Brasileirão, visitando o Grêmio na Arena, no próximo domingo (28), às 11h, pela 25ª rodada.

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Ficha Técnica

Vitória 0 x 1 Fluminense

Competição: Campeonato Brasileiro 2025 – 24ª rodada

Local: Estádio Barradão, Salvador (BA)

Data: 20 de setembro de 2025 (domingo)

Horário: 16h00 (de Brasília)

Gols:

  • Fluminense: Hércules, aos 36’ do 1º Tempo

Cartões Amarelos:

  • Vitória: Dudu, Pepê
  • Fluminense: Serna, Igor Rabello

Cartões Vermelhos:

  • Vitória: Dudu
  • Fluminense: Igor Rabello

Arbitragem:

  • Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
  • Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Fernanda Kruger (MT)
  • VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)

Escalações:

Vitória:

  • Time: Lucas Arcanjo; Raúl Cáceres (Claudinho), Camutanga, Lucas Halter e Ramon; Dudu, Pepê e Matheuzinho; Osvaldo (Ronald Lopes), Erick (Fabri, depois Renzo López) e Renato Kayzer.
  • Técnico: Rodrigo Chagas

Fluminense:

  • Time: Fábio; Guga (Julio Fidélis), Ignácio, Igor Rabello e Gabriel Fuentes; Otávio, Hércules (Bernal) e Lima (Lezcano, depois Manoel); Canobbio, Serna (Lavega) e Cano.
  • Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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