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MPAC abre VI Congresso Estadual com foco em Justiça Climática
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) abriu, nesta quinta-feira, 16, o seu VI Congresso Estadual, que neste ano tem como tema “MP e Justiça Climática”. O evento, realizado no Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco, se estende até sexta-feira, 17, com programação que inclui palestras, debates, lançamento de obras e apresentação de teses.
O VI Congresso do MPAC reúne membros da instituição, além de pesquisadores, acadêmicos e sociedade para discutir os desafios e estratégias de atuação do Ministério Público diante das mudanças climáticas e de seus impactos socioambientais.
Ao abrir o congresso, o procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, destacou a urgência de enfrentar as mudanças climáticas e defendeu uma atuação estratégica e transformadora do Ministério Público, ressaltando que os impactos ambientais afetam diretamente a vida das pessoas e que proteger o meio ambiente é também garantir direitos humanos e dignidade.

“Durante os dois dias de evento, desconstruiremos a ideia de que as mudanças climáticas são uma preocupação restrita a ecologistas. Elas representam, na verdade, um dos maiores casos de direitos humanos de nossa geração. Por isso, nossa atuação não pode ser apenas reativa; deve ser estratégica, preventiva e transformadora. Teremos a oportunidade de ouvir especialistas, debater ideias e compartilhar experiências que fortalecem nossa atuação institucional. As palestras, os debates e o lançamento de livros que marcam este congresso demonstram concretamente o compromisso do Ministério Público com esse tema urgente”, afirmou.
A diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), promotora de Justiça Joana D’Arc Dias Martins, ressaltou a relevância do tema escolhido para esta edição do congresso. “É de extrema relevância falar sobre justiça climática e do papel do Ministério Público. Fiquei muito feliz com o tema escolhido, especialmente considerando que o Brasil está na iminência de sediar a COP 30, que certamente será uma das mais importantes que já aconteceram até hoje.”

A mesa de abertura contou também com a participação do corregedor-geral, Álvaro Luiz Araújo Pereira; da procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos e Institucionais, Rita de Cássia; do procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos, Celso Jerônimo de Souza; além de representantes do poder público e de instituições do Sistema de Justiça.
Palestras
A programação teve início com a palestra magna “Estratégias de atuação do MP brasileiro no fomento a medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, ministrada por Vinicius Lameira Bernardo, promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A exposição apresentou uma análise sobre o papel das instituições públicas na promoção de políticas sustentáveis, destacando a necessidade de integração entre o sistema de Justiça, os órgãos ambientais e a sociedade para enfrentar os efeitos do aquecimento global e garantir a efetividade das medidas de mitigação e adaptação.
Na sequência, o professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), José Genivaldo do Vale Moreira, abordou o tema “Mudanças climáticas e desastres naturais – impactos no regime hidrológico e capacidade adaptativa”. A palestra discutiu como as alterações climáticas têm intensificado fenômenos extremos, como secas e enchentes, especialmente na região amazônica, e ressaltou a importância do planejamento territorial e da gestão hídrica para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a resiliência das comunidades locais.


Encerrando a manhã, o promotor de Justiça Luis Henrique Corrêa Rolim apresentou a palestra “Direito habitacional e urbanístico como expressões do meio ambiente artificial”, na qual refletiu sobre a relação entre o espaço urbano e a sustentabilidade. O expositor destacou o papel do Ministério Público na defesa do direito à moradia adequada e na fiscalização das políticas urbanas, enfatizando que o meio ambiente artificial também integra o conceito constitucional de meio ambiente e, portanto, deve ser planejado de forma equilibrada e sustentável.

As atividades da tarde começaram com a fala da promotora de Justiça Joana D’Arc Dias Martins, que tratou do tema “As mudanças climáticas como fator de intensificação de desastres ambientais e violações de direitos humanos”. A palestra abordou o caráter transversal da crise climática, que atinge de forma desigual diferentes grupos sociais, agravando vulnerabilidades e ampliando riscos de violações de direitos, especialmente.
Encerrando o primeiro dia do congresso, a professora da Ufac, Sonaira Souza da Silva, apresentou a palestra “Impactos socioambientais das queimadas e incêndios florestais no Acre”, explorando as causas, consequências e desafios enfrentados pelo estado diante do avanço do desmatamento e das queimadas. A pesquisadora reforçou a necessidade de ações integradas entre instituições públicas e sociedade civil para combater os danos ambientais e proteger a saúde e o modo de vida das comunidades amazônicas.

Termo de cooperação científica
Durante o congresso, foi firmado um acordo de cooperação entre MPAC e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), voltado à integração de conhecimentos jurídicos, técnicos e científicos para o enfrentamento das mudanças climáticas, a proteção da biodiversidade amazônica e a promoção da sustentabilidade.
A parceria prevê a realização de pesquisas, diagnósticos, capacitação de profissionais, intercâmbio acadêmico e institucional, eventos, publicações e apoio à formulação de políticas públicas, sempre com base em evidências científicas. A iniciativa reforça o compromisso das duas instituições com a construção de soluções conjuntas e inovadoras em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.

O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro, e pela presidente da Comissão Especial de Mudanças Climáticas, Capital Natural e Crédito de Carbono da OAB, Tatiana Alves Carbone.
Fotos: Diego Negreiros
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa do encerramento do primeiro Curso de Segurança e Proteção de Autoridades no Acre
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta terça-feira, 28, da solenidade de encerramento do primeiro Curso de Segurança e Proteção de Autoridades, promovido pelo Governo do Acre, por meio da Casa Militar, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A instituição foi representada pelo procurador-geral adjunto administrativo, Carlos Maia.
O curso teve como objetivo qualificar profissionais responsáveis pelo planejamento, coordenação e execução da segurança de autoridades públicas, contribuindo para o fortalecimento da atuação integrada entre as instituições e para o aprimoramento técnico das equipes que desempenham essa atividade.

Com carga horária de 220 horas-aula, distribuídas em 22 disciplinas, a capacitação reuniu instruções teóricas e práticas ministradas por especialistas do Acre, Rio de Janeiro, Pernambuco e Piauí. Entre os conteúdos abordados estiveram planejamento de segurança de autoridades, técnicas e táticas operacionais, direção veicular, atendimento pré-hospitalar tático, inteligência, gerenciamento de crises e outras disciplinas voltadas à atuação operacional.
A turma foi composta por 32 alunos de diferentes instituições, entre policiais militares, policial civil e representantes dos estados do Acre, Pará e Mato Grosso, além de um integrante da Polícia Nacional do Peru. Entre os concluintes esteve um policial militar agregado ao MPAC, reforçando a integração entre os órgãos públicos na área de segurança institucional.
Durante a solenidade, o procurador-geral adjunto administrativo destacou a importância da atuação integrada entre as instituições e da qualificação permanente dos profissionais responsáveis pela proteção de autoridades.

“O Ministério Público do Estado do Acre reconhece e valoriza o trabalho desenvolvido pelas forças de segurança, reafirmando seu compromisso com a integração institucional, o respeito mútuo e a atuação conjunta em prol da sociedade acreana. Que os conhecimentos adquiridos neste curso fortaleçam ainda mais o profissionalismo, a capacidade técnica e o compromisso de cada um com a missão de proteger vidas e servir ao interesse público”, afirmou.
A programação incluiu ainda a entrega de certificados e do boton do curso aos concluintes, homenagens aos três primeiros colocados da turma e o reconhecimento às instituições parceiras que contribuíram para a realização da capacitação.
Fotos: Jean Oliveira
Fonte: Ministério Publico – AC
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