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MPAC apresenta à ex-deputada Perpétua Almeida resultados de emenda destinada ao apoio às vítimas
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), recebeu nesta terça-feira, 5, a visita da ex-deputada federal Perpétua Almeida para apresentar a aplicação de emenda parlamentar destinada ao fortalecimento de projetos voltados ao atendimento de vítimas de violência de gênero.
A visita teve como objetivo prestar contas sobre o investimento de R$ 500 mil, repassado durante o mandato da ex-parlamentar, detalhando as ações desenvolvidas, os locais atendidos e o quantitativo de pessoas beneficiadas pelas iniciativas executadas pelo OBSGênero e pelo CAV.
“A intenção foi justamente prestar as informações de como que essa emenda foi investida, o quantitativo de familiares contemplados, os lugares que foram atingidos por essa emenda e quais os projetos que foram contemplados, além de manter o diálogo e a parceria, que é fundamental para reduzir esse contexto de violência de gênero que a gente vive hoje”, destacou a coordenadora do CAV, promotora de Justiça Bianca Bernardes.
Durante a visita, Perpétua Almeida ressaltou a importância da transparência na destinação de recursos públicos e elogiou a atuação do Ministério Público no acolhimento às vítimas.
“É a primeira vez que, de fato, eu sou chamada numa instituição para receber prestação de contas do que é feito com uma emenda. E isso, para a gente, é fundamental, porque, quando o parlamentar coloca uma emenda, ele quer ver como é que chega na ponta”, afirmou.
A ex-deputada também enfatizou a relevância do trabalho desenvolvido pelo MPAC, especialmente em comunidades de difícil acesso, destacando o impacto direto das ações na proteção e apoio às mulheres vítimas de violência.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Jean Oliveira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC lança projeto “Educar para Proteger” em escola de Rio Branco
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional (CAOP) de Proteção à Mulher, lançou, nesta terça-feira, 18, o projeto “Educar para Proteger”, na Escola Estadual Boa União Ensino Jovem, no bairro Sobral, em Rio Branco. A iniciativa busca prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher por meio de ações educativas voltadas a estudantes.

Nesta primeira atividade, participaram cerca de 140 alunos de cinco turmas da 2ª série do ensino médio, com idades entre 15 e 17 anos. A programação contou com palestras e diálogo sobre as diferentes formas de violência, identificação de comportamentos abusivos e formas de buscar ajuda.
A promotora de Justiça Dulce Helena Franco, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher, destacou a importância de abordar o tema com os adolescentes, especialmente para que reconheçam situações de violência psicológica, que podem envolver humilhações, ameaças, intimidações e comportamentos de controle.
“A violência psicológica é silenciosa, porque, antes de acontecer uma agressão física, muitas vezes ela já começou. O agressor xinga a mulher, maltrata, humilha, ataca a sua aparência. Com esses atos, ela vai achando que ele é superior a ela e pode chegar a acreditar que merece apanhar. Por isso, é importante que meninas e meninos estejam atentos e ajudem a denunciar, porque muitas vezes a própria vítima não sabe que está sofrendo”, afirmou.
O promotor de Justiça Iverson Bueno, coordenador do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas Infantojuvenis (CAVi), ressaltou a importância de trabalhar a prevenção desde a adolescência e orientar os jovens a reconhecer sinais de violência nos relacionamentos. Ele também chamou atenção para comportamentos de controle, como fiscalizar o celular, determinar roupas, controlar horários e questionar com quem a pessoa conversa ou se relaciona.
“Como vamos combater isso? É aqui, conversando com vocês na base, tanto para instruir os meninos que veem o pai bater na mãe a não fazer igual, quanto as meninas que veem a mãe, a prima ou a tia sendo agredida. É importante perceber os sinais desde o primeiro relacionamento, observando como ele trata os amigos, os pais e os parentes”, destacou.
As apresentações abordaram as formas de violência previstas na Lei Maria da Penha e trataram da identificação de comportamentos abusivos e da importância de não naturalizar situações de violência. Também foram discutidas formas de responsabilização dos autores e a construção de relacionamentos baseados em respeito e igualdade.
Os estudantes receberam, ainda, orientações sobre os direitos das vítimas e os canais para buscar atendimento e denunciar situações de violência.
O projeto “Educar para Proteger” conta com o apoio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAOPEduc), do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas Infantojuvenis (CAVi), da 13ª Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e da 3ª Promotoria Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente.
Fotos: Clóvis Pereira
Fonte: Ministério Publico – AC
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