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MPAC articula rede de proteção diante do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou reunião com integrantes da rede de proteção à infância e à adolescência para fortalecer a atuação conjunta em defesa desse público. A atividade foi promovida em Rio Branco, na terça-feira, 17, data em que o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente entrou em vigor.

O encontro foi conduzido pelo promotor de Justiça Iverson Bueno, titular da 3ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente e Coordenador do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente e Execução de Medida Socioeducativa.

Participaram da reunião o procurador de Justiça Sammy Barbosa, que representou a Procuradoria-Geral de Justiça; o procurador de Justiça Francisco José Maia Guedes; e a promotora de Justiça Vanessa Muniz, titular da 4ª Promotoria Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente.

Além deles, estiveram presentes representantes dos quatro Conselhos Tutelares de Rio Branco; dos conselhos estadual e municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; e dos Centros de Apoio Operacional (Caops) de Defesa da Educação, e da Criança e do Adolescente e Execução de Medida Socioeducativa. Ainda esteve presente o magistrado Jorge Luiz Lima da Silva Filho, titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco.

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A reunião ocorreu na mesma data em que entrou em vigor o chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei n.º 15.211/2025), legislação voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Durante o encontro, foi destacada a necessidade de capacitação da rede de proteção sobre o tema, especialmente diante da expectativa de regulamentação por parte da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Segundo o promotor de Justiça Iverson Bueno, a iniciativa teve como objetivo fortalecer a relação institucional entre o Ministério Público e os conselhos tutelares, ampliando a divulgação da nova legislação e orientando a sociedade sobre mecanismos de proteção no ambiente virtual.

“Essa reunião veio para fortalecer os dois grandes atores da defesa da criança e do adolescente, que são o Ministério Público e os conselheiros tutelares. Há um grande desafio de preparar a rede, capacitá-la, justamente para um momento tão desafiador. A gestão do Ministério Público está colocando a prioridade absoluta da criança e adolescente em todos os setores, com o fortalecimento das promotorias, a criação de uma procuradoria adjunta, o fortalecimento dos Caops da educação e da criança e do adolescente. Então, essa é a ideia: fortalecer a defesa da criança e do adolescente internamente, no Ministério Público, com a prioridade absoluta, e também fortalecer a rede de proteção como um todo”, explicou.

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Além do Estatuto Digital, foram discutidos temas como o aprimoramento dos fluxos de atendimento no acolhimento institucional, a necessidade de maior agilidade nas comunicações entre os órgãos da rede e a implementação do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia) em Rio Branco. O encontro integra uma estratégia do MPAC de promover reuniões periódicas ao longo do ano para qualificar a atuação integrada da rede de proteção de crianças e adolescentes.

Texto: Jaine Araújo
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC participa de reunião para alinhar ações voltadas à segurança nas escolas públicas estaduais

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Ouvidoria-Geral, participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião na Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC) para discutir o alinhamento de ações relacionadas à segurança no ambiente escolar da rede pública estadual.

Representaram o MPAC a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, e o coordenador-adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.

O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil do Acre (PCAC) e Casa Civil.

A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação institucional e alinhar estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar, além de aprimorar o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.

No encontro, a procuradora de Justiça Kátia Rejane destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para a construção de soluções voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Ela enfatizou que o MPAC instituiu, em maio deste ano, o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ).

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“Temos um grupo multidisciplinar no Ministério Público para lidar com essa temática. Também estamos trabalhando na criação de uma procuradoria-geral adjunta específica para tratar dessas questões, fortalecendo o diálogo e a articulação com os promotores de Justiça da capital e do interior. Acredito muito na interação entre as instituições, porque é dessa forma que construímos soluções e estratégias para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.

O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros ressaltou que a segurança escolar exige atuação coordenada entre os órgãos públicos e o aperfeiçoamento contínuo das medidas preventivas, especialmente diante de situações relacionadas ao ambiente digital. Segundo o promotor, o MPAC já vem acompanhando casos envolvendo ameaças, divulgação de conteúdos violentos, cyberbullying e compartilhamento indevido de informações nas redes sociais, além de ter expedido recomendações sobre medidas de prevenção e controle no ambiente escolar.

“A sociedade espera uma resposta articulada das instituições diante desse cenário. Precisamos discutir e alinhar as melhores formas de atuação, observando a legislação e as particularidades de cada situação. Esse trabalho passa pelo enfrentamento ao cyberbullying, à disseminação de ameaças e de notícias falsas, além da definição de protocolos claros para atuação preventiva. É fundamental que essas medidas sejam construídas de forma conjunta, com a participação dos órgãos envolvidos e diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo de Medeiros, destacou que uma das necessidades identificadas pelo governo estadual é o alinhamento entre as instituições para evitar a circulação de informações desencontradas e contribuir para a adoção de medidas mais assertivas.

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“Uma das necessidades que identificamos foi buscar esse alinhamento para evitar desinformações ou informações desencontradas. O objetivo é fortalecer essa articulação com o Ministério Público para que possamos tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse.

O subchefe da Casa Civil, Cristovam Moura, enfatizou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na gestão da crise e na construção de estratégias preventivas.

“Nosso objetivo foi plenamente atingido ao alinharmos essa parceria com o Ministério Público. Também reafirmamos que todas as nossas equipes estão à disposição para manter esse diálogo”, afirmou.

Texto:Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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