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MPAC discute com Conselho Municipal de Segurança Pública política de enfrentamento à violência contra a mulher
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) sediou, nesta sexta-feira, 20, a reunião ordinária do primeiro quadrimestre de 2026 do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, em Rio Branco. O encontro teve como foco o debate sobre políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher.
A reunião foi solicitada pelo vice-presidente do Conselho, promotor de Justiça Rodrigo Curti, titular da Promotoria Especializada de Tutela do Direito Difuso à Segurança Pública.
Participaram do encontro o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, as promotoras de Justiça Maria de Fátima Teixeira e Dulce Helena Franco, o procurador de Justiça Sammy Barbosa, além de representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), do Conselho Tutelar e de organizações da sociedade civil.
O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, ressaltou a importância do encontro como espaço de reflexão e reafirmou o compromisso do MPAC com a defesa dos direitos fundamentais.

“É um momento de reflexão sobre igualdade e respeito. Podem ter certeza que o Ministério Público, acionando todas as suas frentes, estará lutando incansavelmente e fortemente na defesa desses direitos fundamentais da nossa população, de todas e de todos”, disse.
Durante a reunião, o promotor de Justiça Rodrigo Curti enfatizou a necessidade de ampliar o investimento em políticas públicas de prevenção, ao observar que o sistema penal, isoladamente, não tem sido suficiente para conter os crimes de gênero.
“O direito penal não tem dado conta de frear a violência contra a mulher. Mesmo com condenações elevadas, os índices permanecem, o que demonstra que o problema é mais complexo e exige atuação preventiva e integrada”, afirmou.
Ele também pontuou a importância de fortalecer o Fundo Municipal de Segurança Pública, com foco na captação de recursos e no financiamento de projetos voltados à prevenção: “Precisamos difundir a existência do fundo, captar recursos públicos e privados e estruturar projetos que atuem na prevenção da violência contra a mulher e da violência de gênero como um todo”.
O promotor alertou ainda para formas de violência que, muitas vezes, permanecem invisibilizadas, como as enfrentadas por mulheres egressas do sistema prisional e pela população LGBTQIA+, que também demandam políticas específicas.
Entre os encaminhamentos da reunião, estão a definição de estratégias para divulgação do Fundo Municipal de Segurança Pública, a articulação com o Poder Legislativo, a discussão sobre a criação de uma Secretaria Municipal da Mulher e o planejamento de audiências públicas para elaboração do plano municipal de segurança pública. Também foi anunciada a previsão de realização, em agosto, de um seminário municipal voltado ao debate da segurança pública sob a perspectiva das políticas preventivas.
O presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Ezequiel de Oliveira Bino, destacou o caráter recente do colegiado, criado em 2023, e a importância da participação das instituições.
“É um espaço novo, que busca reunir diferentes instituições para debater e construir soluções concretas para a segurança pública no município. Essa união de esforços é essencial para avançarmos”, afirmou.


Durante o encontro, também foi mencionada a necessidade de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção às mulheres, com enfoque multidisciplinar, envolvendo áreas como saúde, assistência social, segurança pública e justiça.
Texto: Jaine Araújo
Fotos: Diego Negreiros
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC promove oficina do projeto Justiça de Gênero
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), realizou nesta sexta-feira, 12, na sede da instituição, em Rio Branco, a oficina do projeto Justiça de Gênero: o direito à informação salva vidas, iniciativa voltada ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e ao aprimoramento do atendimento prestado às sobreviventes de feminicídio tentado.
A atividade reuniu representantes de instituições públicas, do sistema de justiça e de movimentos sociais para discutir os principais desafios enfrentados na rede de proteção à mulher, a partir de informações coletadas durante a escuta ativa de mulheres sobreviventes de feminicídio tentado no Acre.
O projeto tem como foco a escuta ativa de mulheres sobreviventes de feminicídio tentado, com o objetivo de identificar falhas na rede de proteção e contribuir para o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.
Representando a Procuradoria-Geral de Justiça, o secretário-geral do MPAC, promotor de Justiça Adenilson de Souza, destacou a importância do debate para ampliar a compreensão sobre o tema e buscar soluções conjuntas.
“O assunto discutido nesta oficina é muito importante para a sociedade e, por muito tempo, não recebeu a devida importância. Por isso, é necessário promovermos essa discussão para detectarmos o problema, buscarmos soluções, e a oficina serve justamente para isso”, afirmou.


A coordenadora do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do OBSGênero, promotora de Justiça Bianca Bernardes, ressaltou que o projeto busca compreender como as instituições e a sociedade podem aperfeiçoar o acolhimento e a prevenção.
“Esse projeto surge para dar voz a essas vítimas que sobreviveram e entender o que nós podemos e o que nós poderíamos ter feito, talvez, para evitar esse quadro. E entender os encaminhamentos, a partir daí, como instituições públicas e privadas. Também porque nós, como sociedade, no olhar atento, podemos melhorar para alcançar essas vítimas e o que nós podemos fazer para evitar com que outras vítimas se encontrem nessa situação”, destacou.
Durante a programação, foram apresentados dados relacionados aos casos de feminicídio consumado e tentado no estado, além de debates sobre a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha, atendimento humanizado às vítimas e construção de soluções para aprimorar o funcionamento da rede de proteção.
Também participaram do evento a vereadora de Rio Branco Elzinha Mendonça, a ex-deputada federal Perpétua Almeida, que destinou emenda para a execução do projeto, a secretária de Estado da Mulher Simone Santiago, a representante do movimento social Almerinda Cunha, a delegada Kelcinaira Mesquita e representantes da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC).
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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