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MPAC participa de reunião no TJAC sobre criação de Vara da Pessoa Idosa e com Deficiência

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta terça-feira, 5, de uma reunião no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, para tratar da possibilidade de criação ou adequação de uma vara especializada no atendimento a pessoas idosas e pessoas com deficiência. A Defensoria Pública do Estado também esteve presente.

Participaram, pelo MPAC, a procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos e Institucionais, Rita de Cássia Nogueira Lima, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, procuradora de Justiça Gilcely Evangelista, e o promotor de Justiça Daisson Gomes Teles, que atua junto à Promotoria Especializada de Defesa da Pessoa Idosa e com Deficiência. Pela Defensoria Pública, participaram os defensores públicos Gerson Boaventura, Simone Santiago e Thais Araújo. O corregedor-geral do Tribunal de Justiça, desembargador Nonato Maia, e a juíza auxiliar da Presidência e gestora geral da implantação do eproc no TJAC, Louise Santana, também acompanharam a reunião.

O promotor Daisson Gomes Teles apresentou dados sobre a relevância do tema, destacando que o Brasil já possui 15% da população composta por pessoas idosas e que, em 2030, o número de idosos será superior ao de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. “As demandas que chegam ao Ministério Público são amplas e, embora muitas sejam resolvidas extrajudicialmente, existem situações que precisam chegar ao Poder Judiciário. Quando isso ocorre, a ausência de uma vara especializada pode gerar demora na tramitação, prejudicando os direitos de pessoas idosas e pessoas com deficiência. Em outros estados, a solução tem sido especializar uma das varas já existentes”, afirmou.

Durante a reunião, foram discutidos possíveis formatos e o público-alvo de uma eventual vara especializada. Entre os pontos levantados, esteve a possibilidade de atender todas as matérias cíveis e coletivas relacionadas a pessoas com 60 anos ou mais, independentemente do tipo de ação, além de demandas urgentes de pessoas com deficiência, sem restrição de idade. Também foi debatida a necessidade de critérios objetivos para definir a competência, evitando sobrecarga ou prejuízo à prioridade em outros setores.

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O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou que a proposta será examinada com base em estudos técnicos. “Faremos uma análise criteriosa, considerando dados sobre volume processual e experiências de outros estados. Institucionalmente, temos interesse em iniciativas que resultem em ganhos para a prestação jurisdicional, especialmente quando contribuem para que o direito chegue de forma efetiva e no tempo adequado a quem necessita. Recebemos de forma muito positiva essa proposta e vamos avançar com as discussões”, declarou.

Fotos: Clóvis Pereira

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC participa de solenidade pelos 20 anos da Lei Maria da Penha e lançamento de medida protetiva eletrônica

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pelo promotor de Justiça Luis Henrique Corrêa Rolim, participou, nesta sexta-feira, 14, da solenidade em comemoração aos 20 anos da Lei Maria da Penha, realizada na Escola do Poder Judiciário (Esjud).

Promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), o evento também marcou a abertura da 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa e o lançamento da Medida Protetiva de Urgência Eletrônica, ferramenta que permite às vítimas solicitar a proteção on-line, diretamente pelo site do TJAC. Após a solicitação, o pedido deve ser apreciado pelo Poder Judiciário em até 48 horas, podendo a medida ser concedida independentemente de audiência.

Em sua fala, o promotor de Justiça Luis Henrique Corrêa Rolim destacou a importância da Lei Maria da Penha para a proteção das mulheres e a necessidade de fortalecer a atuação conjunta das instituições que integram a rede de proteção. Também enfatizou o compromisso do MPAC com a atuação articulada no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher e a importância do trabalho integrado entre as instituições.

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“Este é um momento importante, em que comemoramos os 20 anos da Lei Maria da Penha e a mudança de paradigma que ocorreu com a criação dessa lei. A união das instituições deve ser cada vez mais forte, porque a rede de proteção é algo de extrema relevância. Infelizmente, nós temos índices muito ruins em relação à violência doméstica, especialmente com relação ao feminicídio, e, no âmbito do Estado do Acre, a atuação de todas e todos sempre será bem-vinda no intuito de reverter essa situação. O Ministério Público se sente muito honrado em poder participar, porque a necessidade de as instituições se unirem é cada vez mais forte”, afirmou.

A coordenadora das Mulheres em Situação de Violência (Cosiv), juíza Louise Santana, afirmou que, nesta edição da Semana Justiça pela Paz em Casa, será realizado um mutirão com 139 audiências pautadas na Lei Maria da Penha.

Também participaram da solenidade representantes do Acre TJAC, da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), das polícias Militar e Civil, do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher, além de equipes multidisciplinares e servidores do Poder Judiciário.

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Texto: Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Secretaria de Comunicação/MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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