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Nota Pública- Caso Moisés Alencastro

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Recebemos com extrema cautela a informação veiculada pela mídia acerca da hipótese de que o homicídio de Moisés Alencastro tenha decorrido de latrocínio, especialmente diante do cenário do crime tal como descrito nas próprias reportagens.

As lesões constatadas na vítima, notadamente múltiplas perfurações por arma branca e indícios de tentativa de degolamento, não se mostram, em um primeiro exame, compatíveis com a dinâmica típica desse tipo de delito patrimonial, sugerindo, ao contrário, violência exacerbada e desnecessária ao fim de subtração de bens.

Trata-se de padrão de agressão que, com frequência, revela desprezo pela condição da vítima e se associa a crimes praticados por motivação de ódio, fenômeno que infelizmente se repete em contextos diversos, como nos assassinatos de mulheres e na eliminação violenta de pessoas homossexuais. Típica ação de homofobia.

Moisés Alencastro era servidor público comprometido com o enfrentamento dessas formas de violência, atuando no âmbito do Ministério Público do Estado do Acre, junto ao Centro de Atendimento à Vítima, justamente na defesa da dignidade humana e da responsabilização penal adequada dos agressores.

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Sua morte não pode ser tratada como mais um episódio banal de violência. Ela expõe, de forma dolorosa, a realidade que ainda vivemos e reforça a necessidade de avanços concretos na construção de uma sociedade mais tolerante, livre de toda discriminação, preconceito e homofobia , fundada no respeito à condição humana de todos.

Espera-se que os fatos sejam rigorosamente apurados, com a correta definição jurídica do crime e a responsabilização penal proporcional à gravidade da conduta, para que essa morte não permaneça impune — como o próprio Moisés sempre defendeu em sua atuação institucional.

Destacamos, ainda, a plena confiança no rápido e eficiente trabalho desempenhado pela Polícia Civil na elucidação do caso, inclusive, com a devida qualificação a ser dada ao crime. Desde o primeiro momento, a instituição tem empenhado esforços grandiosos para o enfrentamento deste delito, de modo a dar à sociedade a pronta resposta que se espera.

Por fim, ressaltamos o empenho extraordinário do delegado de Polícia e coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Alcino Ferreira Júnior, que tem agido com diligência e excelência na elucidação dos fatos.

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Patrícia de Amorim Rêgo
Procuradora de justiça
Coordenadora Geral do CAV

Thalles Ferreira Costa
Promotor de Justiça de Direitos Humanos
Coordenador Adjunto do CAV

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC participa do lançamento do programa Escola que Protege

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 3ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente, participou, nesta quarta-feira, 19, do lançamento do programa Escola que Protege e da posse dos membros da Comissão de Enfrentamento das Violências nas Escolas da Rede Municipal de Ensino de Rio Branco. A solenidade foi realizada na Escola de Ensino Fundamental Maria Lúcia Moura Marin, no bairro Morada do Sol.

A iniciativa, desenvolvida pelo Governo Federal e adotada pelo Município de Rio Branco, tem como objetivo fortalecer as ações de prevenção e enfrentamento às diferentes formas de violência no ambiente escolar. O programa prevê a formação de professores e demais profissionais da educação, a elaboração de planos de prevenção e resposta, atividades educativas com estudantes, famílias e comunidade, além de ações de apoio psicossocial e promoção da cultura de paz, do respeito à diversidade e da convivência democrática.

Durante a cerimônia, também foi formalizada a Comissão de Enfrentamento das Violências nas Escolas, que reúne representantes de diferentes instituições e áreas que integram a rede de proteção de crianças e adolescentes, incluindo Educação, Saúde, Ministério Público, Defensoria Pública e Conselhos Tutelares.

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A comissão terá entre suas atribuições contribuir para a construção e o fortalecimento de estratégias de identificação, prevenção e encaminhamento de situações de violência nas escolas da rede municipal.

Representando o MPAC no evento, o promotor de Justiça Iverson Rodrigo Monteiro Bueno destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no ambiente escolar.

A programação contou ainda com a participação do prefeito de Rio Branco Alysson Bestene, do juiz auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Acre, Bruno Perrotta de Menezes; do diretor operacional da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), coronel Atahualpa Ribeiro; e da secretária municipal de Educação, Kelce Nayra Paes, entre outros representantes da rede de proteção.

Secretaria de Comunicação do MPAC
Fotos: Cedidas

Fonte: Ministério Publico – AC

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