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Procurador-geral de Justiça do MPAC propõe grupo do CNPG para atuação junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos
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O procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, propôs a criação de um Grupo de Atuação do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos durante a 2ª Reunião Ordinária do colegiado, que reúne os chefes dos Ministérios Públicos dos estados e da União. A iniciativa busca fortalecer o acompanhamento institucional das decisões do sistema interamericano e ampliar a participação do Ministério Público brasileiro no debate internacional sobre direitos humanos.
Oswaldo D’Albuquerque preside, no âmbito do CNPG, o Grupo de Defesa de Direitos Humanos em Sentido Estrito (COPEDH), que atua na articulação e no fortalecimento de ações institucionais voltadas à promoção, à proteção e à defesa dos direitos humanos.
Ao apresentar a proposta, o procurador-geral destacou que as decisões da Corte Interamericana têm produzido efeitos cada vez mais relevantes no ordenamento jurídico brasileiro, influenciando a formulação de políticas públicas, a interpretação constitucional e a própria atuação das instituições de Justiça.
Com sede em San José, capital da Costa Rica, a Corte integra o sistema regional de proteção de direitos humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e é responsável por julgar casos de violações de direitos fundamentais cometidas por Estados que aderiram à Convenção Americana de Direitos Humanos. Atualmente, o tribunal é presidido pelo jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch.
“A presença do Ministério Público brasileiro nesse espaço é essencial. As decisões da Corte Interamericana repercutem diretamente no nosso sistema jurídico e nas políticas públicas do país. Precisamos acompanhar esses processos de forma estruturada e qualificada, contribuindo com a experiência institucional do Ministério Público e com a realidade concreta dos estados brasileiros”, afirmou Oswaldo D’Albuquerque.
Para o procurador-geral de Justiça do Acre, a criação de um grupo de atuação permanente no âmbito do CNPG permitirá monitorar decisões, acompanhar processos e subsidiar os Ministérios Públicos na análise dos impactos jurídicos e institucionais das deliberações da Corte.
“Não se trata apenas de observar decisões internacionais. Trata-se de participar do diálogo global sobre direitos humanos, contribuindo para que o Brasil avance na proteção das liberdades fundamentais e na construção de instituições cada vez mais sólidas”, acrescentou.
A influência da Corte Interamericana no Brasil tem precedentes marcantes. Um dos casos mais emblemáticos foi o de Maria da Penha, cuja condenação do Estado brasileiro no sistema interamericano impulsionou a criação da Lei Maria da Penha, hoje considerada um dos mais importantes marcos legais no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Outro tema recente que evidencia a repercussão das discussões sobre direitos humanos no país envolve a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, na ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. A ação estabeleceu parâmetros para operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro, com o objetivo de reduzir a letalidade policial e proteger moradores de áreas vulneráveis.
Durante a reunião do CNPG, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou aos colegas o cenário enfrentado pelo estado, marcado por episódios recorrentes de violência urbana e por desafios institucionais relacionados à segurança pública. O relato evidenciou a complexidade do tema e reforçou a necessidade de maior articulação institucional diante dos impactos jurídicos das decisões nacionais e internacionais sobre o assunto.
Nesse contexto, a proposta apresentada por Oswaldo D’Albuquerque ganhou destaque entre os integrantes do colegiado ao apontar a necessidade de um canal permanente de interlocução entre o Ministério Público brasileiro e o sistema interamericano de proteção dos direitos humanos.
Para o assessor de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral de Justiça do MPAC, procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, a iniciativa demonstra a maturidade institucional e a capacidade de articulação do MP acreano no cenário nacional.
Caso seja implementado, o grupo de atuação do CNPG poderá acompanhar processos em tramitação na Corte Interamericana, analisar decisões e recomendações do tribunal e oferecer subsídios técnicos aos Ministérios Públicos brasileiros para a adequada interpretação e aplicação dessas determinações.
A iniciativa reforça o papel do Ministério Público como instituição essencial à defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos fundamentais, ampliando sua presença em um ambiente cada vez mais marcado pela interação entre o direito nacional e os sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos.
Texto: Chico Araújo
Fotos do CNPG: Humberto Filho/ASCOM CNPG
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
MP AC
MPAC participa de reunião para alinhar ações voltadas à segurança nas escolas públicas estaduais
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Ouvidoria-Geral, participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião na Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC) para discutir o alinhamento de ações relacionadas à segurança no ambiente escolar da rede pública estadual.
Representaram o MPAC a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, e o coordenador-adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil do Acre (PCAC) e Casa Civil.
A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação institucional e alinhar estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar, além de aprimorar o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.
No encontro, a procuradora de Justiça Kátia Rejane destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para a construção de soluções voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Ela enfatizou que o MPAC instituiu, em maio deste ano, o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ).
“Temos um grupo multidisciplinar no Ministério Público para lidar com essa temática. Também estamos trabalhando na criação de uma procuradoria-geral adjunta específica para tratar dessas questões, fortalecendo o diálogo e a articulação com os promotores de Justiça da capital e do interior. Acredito muito na interação entre as instituições, porque é dessa forma que construímos soluções e estratégias para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros ressaltou que a segurança escolar exige atuação coordenada entre os órgãos públicos e o aperfeiçoamento contínuo das medidas preventivas, especialmente diante de situações relacionadas ao ambiente digital. Segundo o promotor, o MPAC já vem acompanhando casos envolvendo ameaças, divulgação de conteúdos violentos, cyberbullying e compartilhamento indevido de informações nas redes sociais, além de ter expedido recomendações sobre medidas de prevenção e controle no ambiente escolar.
“A sociedade espera uma resposta articulada das instituições diante desse cenário. Precisamos discutir e alinhar as melhores formas de atuação, observando a legislação e as particularidades de cada situação. Esse trabalho passa pelo enfrentamento ao cyberbullying, à disseminação de ameaças e de notícias falsas, além da definição de protocolos claros para atuação preventiva. É fundamental que essas medidas sejam construídas de forma conjunta, com a participação dos órgãos envolvidos e diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo de Medeiros, destacou que uma das necessidades identificadas pelo governo estadual é o alinhamento entre as instituições para evitar a circulação de informações desencontradas e contribuir para a adoção de medidas mais assertivas.
“Uma das necessidades que identificamos foi buscar esse alinhamento para evitar desinformações ou informações desencontradas. O objetivo é fortalecer essa articulação com o Ministério Público para que possamos tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse.
O subchefe da Casa Civil, Cristovam Moura, enfatizou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na gestão da crise e na construção de estratégias preventivas.
“Nosso objetivo foi plenamente atingido ao alinharmos essa parceria com o Ministério Público. Também reafirmamos que todas as nossas equipes estão à disposição para manter esse diálogo”, afirmou.
Texto:Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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