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Promotora do MPAC destaca avanços no enfrentamento à violência contra a mulher na 2ª Reunião Executiva do CNPG
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Representando o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) nos debates do Grupo Nacional de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (COPEVID), a promotora de Justiça Dulce Helena Freitas Franco participou das discussões voltadas ao fortalecimento das políticas nacionais de enfrentamento à violência contra as mulheres durante a 2ª Reunião Executiva do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), realizada nos dias 11 e 12 de maio, em Brasília. Segundo a promotora, os enunciados aprovados no encontro representam um avanço institucional na consolidação de uma atuação ministerial orientada pela perspectiva de gênero, pela proteção integral das vítimas e pela prevenção da revitimização.
Durante a reunião ordinária do COPEVID, coordenada pela procuradora de Justiça do Ministério Público do Amazonas, Leda Mara Nascimento Albuquerque, foram aprovados enunciados voltados ao aprimoramento da atuação ministerial e à ampliação dos mecanismos de proteção às vítimas de violência de gênero.
Entre as deliberações aprovadas estão o reconhecimento e o enfrentamento da violência vicária nas Varas de Família; a priorização da proteção da vítima na definição entre audiências presenciais e virtuais; a análise qualificada do risco nas audiências de custódia; a atuação intersetorial com a área da saúde, observando a Lei nº 14.899/2024; a obrigatoriedade de intimação da vítima acerca de atos relacionados à liberdade do agressor; o incentivo ao monitoramento eletrônico simultâneo de agressor e vítima; a diferenciação entre assistência qualificada e assistência à acusação; o fortalecimento técnico das denúncias por feminicídio; e o reconhecimento da litigância abusiva de gênero como forma de violência psicológica, moral e patrimonial contra a mulher.
Na avaliação da representante do MPAC, os textos aprovados reforçam uma atuação institucional mais integrada e alinhada aos tratados internacionais de proteção dos direitos das mulheres, especialmente à Convenção de Belém do Pará, além de fortalecerem estratégias de atuação articulada entre os órgãos do sistema de justiça e a rede de proteção.
Outro ponto destacado durante os debates foi a aprovação, por maioria, da ampliação do escopo de atuação do COPEVID para abranger todas as formas de violência contra as mulheres baseadas no gênero, incluindo aquelas praticadas em ambientes institucionais, digitais, políticos e sociais, para além da violência doméstica e familiar em sentido estrito.
O colegiado também deliberou pela realização de diagnóstico institucional nos Ministérios Públicos estaduais e da União para mapear a estrutura administrativa e funcional dos núcleos, grupos especializados e centros de apoio relacionados à temática da violência contra as mulheres. O objetivo é subsidiar estratégias nacionais de fortalecimento institucional, promover maior uniformidade na atuação ministerial e identificar boas práticas e eventuais assimetrias estruturais na tutela integral dos direitos das mulheres.
Durante as discussões, também foi analisado enunciado relacionado à proteção de mulheres em situação de rua. Embora aprovado no âmbito do COPEVID, o texto foi encaminhado à Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos (COPEDH) para maior amadurecimento institucional antes de apreciação definitiva pela plenária do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH).
Todos os enunciados aprovados durante a 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais foram posteriormente referendados na sessão desta quarta-feira (13) do CNPG.
Ao final da reunião, a conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Fabiana Costa, ressaltou a relevância do COPEVID na construção de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres no âmbito do Ministério Público brasileiro.

A promotora de Justiça Dulce Helena Freitas Franco é coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Mulher (Caop Mulher) e titular da 13ª Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do MPAC.
Texto: Chico Araújo
Fotos: Chico Araújo e Humbeto Filho/CNPG
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC acompanha reuniões no Instituto São José sobre retorno das atividades escolares
Grupo instituído por ato do procurador-geral de Justiça atua de forma permanente na prevenção, inteligência institucional, resposta a crises e acolhimento psicossocial no enfrentamento à violência escolar
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) acompanha as reuniões promovidas com pais de alunos do Instituto São José voltadas ao esclarecimento das medidas de segurança adotadas após o atentado ocorrido em 5 de maio, que resultou na morte de duas servidoras e deixou outras pessoas feridas.
A iniciativa do MPAC tem por objetivo acompanhar o plano de retorno gradual das atividades escolares e os protocolos implementados pela instituição de ensino para assegurar a proteção integral da comunidade escolar. Para isso, a direção da escola promoveu articulação com a Secretaria de Educação, a Secretaria de Segurança Pública e representantes do Ministério da Educação no Acre, a fim de detalhar as medidas adotadas para a retomada segura das aulas.
Na quarta-feira (13), integrantes do Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar (GEVESC) acompanharam mais uma rodada de reuniões realizadas no Instituto São José, com participação da direção da unidade, pais e responsáveis por alunos e representantes de instituições. Participaram desta etapa, pelo MPAC, a procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, o procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, o promotor de Justiça Iverson Rodrigo Monteiro Cerqueira Bueno, o promotor de Justiça José Lucivan Nery de Lima e a promotora de Justiça Bianca Bernardes.
Durante o encontro, os integrantes do MPAC acompanharam as estratégias de reorganização do ambiente escolar e o planejamento das etapas de retorno gradual das atividades, além de apresentarem sugestões e reforçarem o apoio institucional à unidade de ensino no processo de reestruturação. O órgão informou que seguirá acompanhando, de forma contínua, a implementação das medidas pactuadas, com foco na verificação de seu cumprimento e no fortalecimento das ações de recomposição do ambiente escolar.
O MPAC mantém acompanhamento sistemático das reuniões com pais, responsáveis e representantes da rede de ensino voltadas à definição do retorno gradual das aulas no Instituto São José. A direção da escola informou que a retomada ocorrerá de forma progressiva, conforme cronograma a ser divulgado às famílias.
Atuação institucional do GEVESC
O GEVESC foi instituído por meio do Ato nº 58/2026, assinado pelo procurador-geral de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto. A estrutura possui caráter permanente e atuação voltada à prevenção, inteligência institucional, resposta a crises e acolhimento psicossocial em situações de violência no ambiente escolar.
A coordenação inicial do grupo e sua estruturação foram conduzidas pelo procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, sendo posteriormente assumidas, após a edição do ato formal da instituição, pela procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues. A coordenação adjunta é do promotor de Justiça Iverson Rodrigo Monteiro Cerqueira Bueno.
Segundo Sammy Barbosa Lopes, o MPAC atua de forma integrada e permanente para assegurar que o retorno às atividades escolares ocorra com segurança, responsabilidade institucional e proteção integral da comunidade escolar.
A coordenadora do GEVESC, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, destacou que o acompanhamento do retorno às aulas exige sensibilidade institucional, articulação intersetorial e vigilância contínua, de modo a assegurar que nenhuma etapa da reconstrução do ambiente escolar comprometa a segurança de estudantes, professores e servidores.
Kátia Rejane acrescentou que o MPAC permanece atento à execução das medidas pactuadas, com o objetivo de contribuir para a reconstrução de um ambiente escolar seguro, estável e acolhedor.
A criação do grupo ocorreu após o ataque de 5 de maio, quando um aluno entrou armado na instituição e efetuou disparos no interior da unidade escolar, ocasionando a morte de duas servidoras e ferimentos em outras pessoas. Desde então, o MPAC atua de forma articulada com órgãos de segurança pública, educação e saúde, acompanhando as investigações conduzidas pelas autoridades policiais.
O GEVESC foi concebido como instância permanente de articulação institucional, com foco na identificação precoce de riscos, análise de dados, construção de protocolos de prevenção e resposta, além do fortalecimento da rede de proteção social. O modelo inclui ações voltadas à prevenção do bullying e do cyberbullying, além da utilização de ferramentas de inteligência institucional para monitoramento de fatores de risco no ambiente escolar.
Com a estrutura, o MPAC reforça a necessidade de atuação intersetorial e contínua, considerando que a violência escolar envolve dimensões presenciais e digitais, além de fatores de vulnerabilidade social e psicológica.
Integram o grupo, pelo MPAC:
Kátia Rejane de Araújo Rodrigues – procuradora de Justiça e coordenadora do GEVESC
Sammy Barbosa Lopes – procurador de Justiça
Francisco Maia Guedes – procurador de Justiça
Gilcely Evangelista de Araújo Souza – procuradora de Justiça
Antônio Alceste Callil de Castro – promotor de Justiça e coordenador-geral do Gaeco
Júlio César de Medeiros Silva – promotor de Justiça e coordenador-adjunto do Gaeco
Rodrigo Curti – promotor de Justiça, titular da Promotoria de Segurança Pública e coordenador do NAT
Iverson Rodrigo Monteiro Cerqueira Bueno – promotor de Justiça e coordenador-adjunto do GEVESC
Abelardo Townes de Castro Júnior – promotor de Justiça, titular da 1ª Promotoria de Defesa da Criança e do Adolescente
Vanessa de Macedo Muniz – promotora de Justiça, titular da 4ª Promotoria de Defesa da Criança e do Adolescente
José Lucivan Nery de Lima – promotor de Justiça e coordenador-geral do NAPAZ
A atuação do GEVESC integra o conjunto de medidas institucionais voltadas ao fortalecimento de políticas de prevenção à violência escolar e ao aprimoramento de mecanismos de resposta rápida a situações de crise, com ênfase na articulação entre sistema de justiça, segurança pública e rede de proteção social.
Texto: Chico Araújo
Foto: Iverson Rodrigo
Fonte: Ministério Publico – AC
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