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Entrada da Ucrânia na Otan pode levar à 3ª guerra mundial, afirma Rússia
Vice-secretário do Conselho de Segurança russo disse que Kiev está ‘bem ciente’ das consequências; ingresso ucraniano à Aliança foi uma das razões que ocasionou a guerra.
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A entrada da Ucrânia para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pode levar a terceira guerra mundial, afirmou o vice-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Alexander Venediktov, nesta quinta-feira, 13. “Kiev está bem ciente de que tal passo significaria uma escalada para uma Terceira Guerra Mundial”, falou em entrevista à agência de notícias estatal Tass, um dia após os Estados Unidos prometerem defender cada centímetro do território aliado e o G7 ter informado que continuará ajudando a Ucrânia pelo tempo que for necessário. O desejo de Volodymyr Zelenksky de ingressar na Otan nunca acabou, porém, ele voltou a ser pauta na guerra, que já chega ao seu oitavo mês, após Vladimir Putin, presidente da Rússia, anexar no final de setembro quatro regiões parcialmente ocupadas na Ucrânia, o que fez Zelensky solicitar adesão urgente a Aliança militar. Moscou tem repetidamente justificado a invasão de 24 de fevereiro que matou dezenas de milhares de pessoas, no que chama de “operação especial”, dizendo que as ambições da Ucrânia de se juntar à aliança representam uma ameaça à segurança da Rússia.
Apesar de demonstrar apoio à Ucrânia, a Otan provavelmente não permitirá que o país se junte rapidamente, mesmo porque sua adesão durante uma guerra em curso colocaria os Estados Unidos e aliados em conflito direto com a Rússia. Mesmo antes da guerra, a Otan vinha retardando a questão da adesão ucraniana. Logo após a invasão da Rússia em fevereiro, o presidente ucraniano, Zelensky, sinalizou estar disposto a considerar a neutralidade. Nas últimas 24 horas, a Rússia continuou a atacar a Ucrânia em resposta ao ataque em uma ponte na Crimeia que aconteceu no sábado, 8. Mísseis russos atingiram mais de 40 assentamentos, enquanto a Força Aérea ucraniana realizou 32 ataques a 25 alvos russos, disse o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. O governador da região de Kiev, Oleksiy Kuleba, declarou que, com base em informações preliminares, os ataques foram causados por munições fabricadas no Irã, muitas vezes conhecidas como “drones kamikaze”. A Ucrânia relatou uma série de ataques russos com drones Shahed-136 nas últimas semanas. O Irã nega fornecer os drones à Rússia, enquanto o Kremlin não comentou.
*Com informações da AFP
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Suspensão de voos nos EUA provoca impacto pontual no Brasil
A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O caos aéreo registrado na manhã desta quarta-feira (11) nos Estados Unidos, onde todas as companhias aéreas tiveram que suspender decolagens das 9h às 11h (horário de Brasília) após uma falha em um sistema, surtiu efeitos pontuais no Brasil.
A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.
Cerca de 4.000 voos sofreram atrasos nesta manhã nos Estados Unidos, segundo o site de rastreamento FlightAware. Outros 600 domésticos e internacionais teriam sido cancelados.
“A Azul informa que em virtude de problemas no sistema da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América registrado esta manhã, os voos AD 8703 (Fort Lauderdale-Viracopos) e AD 8709 (Orlando-Viracopos) sofreram atrasos na decolagem”, informou a companhia aérea, em nota.
“A Azul destaca que o sistema da FAA [autoridade aérea americana] foi normalizado ainda pela manhã e o embarque de clientes retomado logo em seguida”, disse. A companhia opera dois voos diários para a Flórida e dois voos diários para Orlando, partindo do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
Também por meio da sua assessoria de imprensa, a Latam Brasil informou que as suas rotas estão operando normalmente. O voo LA8195 (Miami-São Paulo/Guarulhos) decolou nesta manhã sem atraso, segundo a companhia. A aérea opera 28 voos por semana entre Brasil e Estados Unidos, com destino a Miami, Nova York, Boston e Orlando.
Já a Gol -que realiza voos diários entre Brasília e Miami, e Brasília e Orlando- informou que os dois voos que partiram do Brasil na manhã desta quarta estavam no horário e não houve mudanças. Ambos os voos têm o seu retorno para a capital federal dentro do previsto.
Segundo a Gol, para a alta temporada, até 31 de janeiro, foram incluídas mais três operações por semana entre Brasília e Orlando, totalizando dez voos semanais nesta rota.
No primeiro trimestre de 2022, os Estados Unidos foram o segundo principal destino de viagem dos brasileiros, só atrás da Europa, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).
Segundo a instituição, até a manhã desta quarta, não havia manifestações de passageiros brasileiros no território americano com dificuldades de retornar ao país.
A Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou nesta manhã, no seu perfil no Twitter, que “operações de tráfego aéreo estão sendo retomadas gradualmente nos EUA após uma interrupção noturna no sistema de aviso às missões aéreas que fornece informações de segurança para tripulações de voo. O impedimento de decolagens foi suspenso.”
A Casa Branca afirmou que não há evidências de ataque cibernético.
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