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Kim simula ataque nuclear com mísseis contra Coreia do Sul

A Coreia do Norte afirmou ter testado dois mísseis de cruzeiro com capacidade nuclear nesta quarta (12).

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Coreia do Norte afirmou ter testado dois mísseis de cruzeiro com capacidade nuclear nesta quarta (12), visando confirmar sua confiabilidade em caso de ataque aos “inimigos” –a porção sul península dividida em 1953 e seus aliados, EUA e Japão à frente.

Para dar gravidade ao anúncio e elevando ainda mais a tensão na região, foi divulgado pela agência estatal KCNA nesta quinta (13) que o próprio ditador do país, Kim Jong-un, supervisionou os testes. No fim de semana, o governo já havia dito que Kim havia comandado ensaios de ataques nucleares táticos contra a Coreia do Sul ao longo das duas últimas semanas.

As ameaças atômicas foram renovadas por Pyongyang da forma mais intensa desde 2017, quando uma série de testes de mísseis capazes de atingir os EUA e a explosão de uma bomba de hidrogênio levaram o governo de Donald Trump a negociar diretamente com Kim.

Deu errado, até porque a premissa americana era tornar a península uma área sem armas nucleares, e sem elas a ditadura comunista perde seu principal instrumento de negociação. Agora, a sinalização parece ser a mesma, e há a expectativa de que os norte-coreanos possam conduzir um teste nuclear a qualquer momento.

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A KCNA não confirmou quais mísseis foram testados nesta quarta, mas é presumível que sejam do mesmo modelo que voou pela primeira vez no ano passado. Apenas disse que eles atingiram o alvo a 2.000 km de distância.

Houve até uma confusão conceitual no anúncio. As armas foram colocadas como parte de um contexto de “expansão da esfera operacional das forças estratégicas nucleares”, mas como capazes de levar “ogivas nucleares táticas”. Estratégica é uma arma que visa vencer guerras; tática, batalhas.

Seja como for, há dúvidas técnicas usuais entre analista, dada a natureza das armas nucleares e a opacidade inerente ao regime de Pyongyang. Que os mísseis existem, há pouca dúvida, mas ninguém sabe se o governo conseguiu miniaturizar suficientemente uma ogiva nuclear para instalá-la nesse tipo de armamento.

Os EUA, que na semana passada reagiram ao disparo de um míssil de alcance intermediário que sobrevoou o Japão enviando porta-aviões para a região e fazendo exercícios de bombardeio conjunto com japoneses e sul-coreanos. Pyongyang revidou com mais mísseis balísticos e treinos com caças.

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Agora, não houve comentários sobre as falas recentes de ataques nucleares simulados. Já a Coreia do Sul minimizou o teste: seu presidente, Yoon Suk-yeol, afirmou que tais mísseis são subsônicos e fáceis de abater.

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Suspensão de voos nos EUA provoca impacto pontual no Brasil

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O caos aéreo registrado na manhã desta quarta-feira (11) nos Estados Unidos, onde todas as companhias aéreas tiveram que suspender decolagens das 9h às 11h (horário de Brasília) após uma falha em um sistema, surtiu efeitos pontuais no Brasil.

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

Cerca de 4.000 voos sofreram atrasos nesta manhã nos Estados Unidos, segundo o site de rastreamento FlightAware. Outros 600 domésticos e internacionais teriam sido cancelados.

“A Azul informa que em virtude de problemas no sistema da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América registrado esta manhã, os voos AD 8703 (Fort Lauderdale-Viracopos) e AD 8709 (Orlando-Viracopos) sofreram atrasos na decolagem”, informou a companhia aérea, em nota.

“A Azul destaca que o sistema da FAA [autoridade aérea americana] foi normalizado ainda pela manhã e o embarque de clientes retomado logo em seguida”, disse. A companhia opera dois voos diários para a Flórida e dois voos diários para Orlando, partindo do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

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Também por meio da sua assessoria de imprensa, a Latam Brasil informou que as suas rotas estão operando normalmente. O voo LA8195 (Miami-São Paulo/Guarulhos) decolou nesta manhã sem atraso, segundo a companhia. A aérea opera 28 voos por semana entre Brasil e Estados Unidos, com destino a Miami, Nova York, Boston e Orlando.

Já a Gol -que realiza voos diários entre Brasília e Miami, e Brasília e Orlando- informou que os dois voos que partiram do Brasil na manhã desta quarta estavam no horário e não houve mudanças. Ambos os voos têm o seu retorno para a capital federal dentro do previsto.

Segundo a Gol, para a alta temporada, até 31 de janeiro, foram incluídas mais três operações por semana entre Brasília e Orlando, totalizando dez voos semanais nesta rota.

No primeiro trimestre de 2022, os Estados Unidos foram o segundo principal destino de viagem dos brasileiros, só atrás da Europa, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).

Segundo a instituição, até a manhã desta quarta, não havia manifestações de passageiros brasileiros no território americano com dificuldades de retornar ao país.

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A Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou nesta manhã, no seu perfil no Twitter, que “operações de tráfego aéreo estão sendo retomadas gradualmente nos EUA após uma interrupção noturna no sistema de aviso às missões aéreas que fornece informações de segurança para tripulações de voo. O impedimento de decolagens foi suspenso.”

A Casa Branca afirmou que não há evidências de ataque cibernético.

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