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POLÍTICA NACIONAL

Senado aprova criação do Dia Nacional das Meninas

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) o projeto de lei que cria o Dia Nacional das Meninas, a ser comemorado em 11 de outubro (PL 2.562/2025).

O projeto também transfere de 30 de abril para 8 de março o Dia Nacional da Mulher — para que a celebração no Brasil coincida com a data do Dia Internacional da Mulher.

Além disso, o texto inclui o Dia Internacional das Meninas (11 de outubro, mesma data do dia nacional que está sendo criado) e o Dia Internacional da Mulher no calendário nacional de datas comemorativas.

A proposta, de autoria da deputada federal Soraya Santos (PL-RJ), segue para a sanção da Presidência da República.

No Senado, a matéria teve como relatora Damares Alves (Republicanos-DF). Para ela, celebrar essas datas é uma forma de se comprometer com a oferta de serviços públicos básicos a essa parcela da população — como a educação pública de qualidade e a proteção contra a violência e a exploração.

— As meninas estão sob severos ataques no mundo (…). No Brasil, a violência contra as meninas é uma realidade. Uma a cada três meninas é abusada sexualmente no país. Temos de mudar essa realidade — afirmou a senadora.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova campanha nacional sobre doença falciforme

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4177/21, que cria uma campanha permanente de conscientização sobre a doença falciforme.

O texto original, do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), foi aprovado com emendas do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que excluiu referências a “prevenção”. Garcia explicou que a condição é genética e passa de pais para filhos, não sendo possível evitá-la com vacinas ou hábitos de saúde. Ele ressaltou que o foco deve ser o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

A proposta segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.

A doença falciforme altera o formato dos glóbulos vermelhos do sangue, que passam a parecer uma foice, dificultando a circulação do oxigênio. Isso causa crises de dores fortes, cansaço, além de pele e olhos amarelados (icterícia).

Segundo Garcia, manter a palavra “prevenção” poderia sugerir que o Estado buscaria evitar o nascimento de pessoas com essa herança genética, o que seria uma forma de discriminação proibida pela Constituição.

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“A cautela é necessária para preservar a conformidade do texto com princípios estruturantes da Constituição, como a dignidade da pessoa humana e a proteção à liberdade no planejamento familiar”, disse o relator.

Qualidade de vida
No Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a enfermidade, que atinge principalmente a população negra. A nova campanha pretende unificar as informações do SUS para reduzir a mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A campanha será coordenada pelo Ministério da Saúde e deverá ser acessível a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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