O Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) de Rio Branco mantido e gerido pela Prefeitura da capital encerrou o ano de 2025 com um balanço marcado não apenas por números positivos, mas, sobretudo, por histórias de vida que foram resgatadas, reconstruídas e devolvidas à sociedade com dignidade e esperança.
Entre essas histórias está a de Francisco, que chegou ao Centro Pop em março de 2025 após viver nas ruas da capital. Sem vínculos familiares, ele dormia em praças, tendas improvisadas e onde fosse possível encontrar abrigo. Ex-presidiário, Francisco decidiu mudar de vida ao ser acolhido pela equipe da unidade.
“Decidi me regenerar, me ressocializar”, relatou Francisco emocionado (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Eu estava em situação de rua, sem acompanhamento familiar algum. Dormia nas praças, onde encontrava um canto. Foi quando o Centro Pop me acolheu e disse que me ajudaria. Eu decidi não cometer mais nenhum delito, não fazer mais nada de errado contra a sociedade. Decidi me regenerar, me ressocializar”, relata emocionado.
No Centro Pop, Francisco recebeu atendimento psicossocial e terapêutico, passou a reconstruir sua autoestima e decidiu retomar os estudos. Por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ofertada na unidade, ele concluiu o primeiro segmento do ensino.
“No Centro Pop eu estou estudando, fui aprovado na primeira fase do EJA e estou me dedicando. Abandonei a vida negativa em que eu estava perdido nas ruas. E graças a Deus vou continuar evoluindo”, afirma Francisco Gomes, acolhido pela unidade.
Vidas resgatadas, sonhos reconstruídos
Assim como Francisco, Jardem Ferreira também viveu a dura realidade das ruas de Rio Branco. Há três anos, ele foi acolhido pelo Centro Pop e encontrou muito mais do que serviços, encontrou apoio, cuidado e uma nova chance de viver.
“O benefício que consegui aqui foi restaurar a minha vida. Posso dizer que, através do Centro Pop, eu estou vivo hoje. Quando cheguei, dormia em papelão, sem perspectiva de vida, sem ter o que comer, sem uma palavra amiga. Se não fosse o Centro Pop, eu com certeza não estaria mais vivo”, destaca.
Jardem Ferreira também viveu a dura realidade das ruas de Rio Branco. Há três anos, ele foi acolhido pelo Centro Pop, ele disse que encontrou muito mais do que serviços, encontrou apoio, cuidado e uma nova chance de viver. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Hoje, Jardem é acadêmico de Pedagogia, estagiário na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e carrega o desejo de retribuir tudo o que recebeu. “Eu quero ajudar como fui ajudado. Enquanto há vida, há esperança. Não podemos esquecer dos nossos semelhantes. Todos somos iguais. Basta uma mão acolhedora e um coração amigo para que a pessoa volte a sonhar”, ressalta.
De acordo com o diretor do Centro Pop, Gabriel Ferreira, o trabalho realizado em 2025 foi decisivo para a transformação dessas histórias e de muitas outras. “Encerramos o ano com a manutenção de 73 pessoas fora das ruas, o que representa um avanço importante na política municipal de assistência social”, afirmou.
Atualmente, o Centro Pop contabiliza 497 prontuários ativos, referentes a pessoas que frequentaram a unidade ao longo de 2025. Além disso, há 202 prontuários inativos, de indivíduos com os quais o serviço perdeu contato. Do total de atendidos, 215 pessoas foram encaminhadas às Comunidades Terapêuticas (CETEs), sendo que 78 seguem em acompanhamento.
De acordo com o diretor do Centro Pop, Gabriel Ferreira, o trabalho realizado em 2025 foi decisivo para a transformação dessas histórias e de muitas outras. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Os equipamentos que temos hoje estão se provando suficientes para gerar mudanças reais na vida dessas pessoas. Exemplos como o do Francisco e do Jardem nos dão força para continuar apostando na vida do próximo”, reforçou o diretor.
O Centro Pop segue como um espaço de acolhimento, escuta qualificada, reconstrução de vínculos e planejamento de futuro, reafirmando o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com políticas públicas humanizadas, que enxergam cada pessoa em situação de rua não como um problema, mas como alguém que merece cuidado, oportunidade e dignidade.
A Prefeitura de Rio Branco realizou, neste sábado (25), a primeira etapa do 1º Circuito Municipal de Esportes Equestres, no Rancho João Carreiro, localizado no Ramal José Carlos, no km 13 da AC-40. O evento reuniu competidores, familiares e admiradores da tradicional Prova de Laço, também conhecida como Team Roping.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, prestigiou a programação e acompanhou a premiação dos competidores. Para o gestor, a realização do circuito representa o compromisso da administração municipal com a valorização do esporte, da cultura e das tradições acreanas.
“É uma alegria ver tantas famílias reunidas. A Prefeitura seguirá apoiando iniciativas que fortalecem o esporte, movimentam a economia e valorizam as tradições de Rio Branco”, afirmou o prefeito. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
“É uma alegria participar deste momento e ver tantas famílias reunidas em torno de uma modalidade que faz parte da nossa história. A Prefeitura de Rio Branco é parceira das iniciativas que promovem o esporte, movimentam a economia e preservam as nossas tradições. Nosso compromisso é continuar apoiando ações como esta, que fortalecem o sentimento de pertencimento e valorizam quem mantém viva a cultura equestre em nossa cidade”, afirmou Alysson Bestene.
O Circuito Municipal de Esportes Equestres foi instituído por iniciativa do vereador Bruno Moraes, autor do projeto que reconheceu os esportes equestres como prática esportiva e manifestação cultural no município. A proposta foi sancionada como Lei Municipal nº 2.569, de 21 de maio de 2025.
O vereador Bruno Moraes apresentou a indicação para que a primeira etapa do circuito receba o nome de José Carlos Castilho (Zé Carlos), em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento do esporte equestre no Acre. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
Durante o evento, o vereador Bruno Moraes apresentou a indicação para que a primeira etapa do circuito receba o nome do produtor e empresário José Carlos Castilho, conhecido como Zé Carlos, em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento e a divulgação do esporte equestre.
Zé Carlos foi proprietário da empresa Frios Vilhena e construiu uma trajetória de mais de três décadas no setor de distribuição de alimentos refrigerados no Acre. Apaixonado pelo meio rural, pela criação de cavalos e pelas provas de laço, tornou-se um dos incentivadores da modalidade no estado. O empresário faleceu em abril de 2025, aos 64 anos.
O prefeito destacou que a gestão municipal adotará as providências legais necessárias para formalizar a homenagem. “O Zé Carlos deixou um legado importante para o esporte equestre e para o setor produtivo do nosso estado. Recebemos com muito respeito a indicação do vereador Bruno Moraes e vamos encaminhar os procedimentos necessários para que esta etapa leve o nome de alguém que dedicou parte da sua vida ao fortalecimento dessa modalidade. É uma homenagem justa e uma forma de manter sua história viva”, declarou.
A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com o incentivo ao esporte, a valorização de personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da capital e o fortalecimento da integração com a comunidade. (Foto: Anderson Oliveira/Secom)
A primeira etapa do circuito contou com disputas de Team Roping, modalidade de laço em dupla na qual dois competidores, montados a cavalo, devem laçar um novilho no menor tempo possível. As funções são divididas entre o cabeceiro e o peseiro, exigindo técnica e sintonia entre os participantes. A competição premiou atletas de diferentes categorias.
A programação reforçou a importância dos esportes equestres como espaços de convivência, lazer, geração de oportunidades e preservação das tradições culturais de Rio Branco.
Com a realização do evento, a Prefeitura de Rio Branco reafirma o compromisso de incentivar o esporte, reconhecer personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da capital e fortalecer iniciativas que aproximam o poder público da comunidade.
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