O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, participou na manhã desta quinta-feira (11), de uma reunião da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), em Brasília, onde intensificou as articulações políticas para assegurar maior representatividade dos municípios no Conselho Superior do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O encontro ocorre em um momento decisivo da transição tributária e reforça o compromisso da gestão municipal em defender o equilíbrio federativo no novo modelo de arrecadação.
Durante o evento, que reuniu gestores de diversas capitais e grandes cidades, o gestor municipal destacou que o maior desafio é garantir que os municípios tenham voz ativa na formulação das regras do novo imposto. Segundo o prefeito, as indicações ao Conselho Superior do IBS serão determinantes para que os interesses municipais não sejam ofuscados por outras entidades do pacto federativo.
“Eu, o prefeito Sebastião Melo, de Porto Alegre, que é vice-presidente da FNP, e o prefeito Eduardo Pimentel, de Curitiba, trabalhamos em alguns encaminhamentos sobre a organização dos 13 nomes que a Frente deverá apresentar ao conselho do IBS, responsável pelo imposto único em nível nacional”, explicou.
A FNP deverá indicar 26 nomes, 13 titulares e 13 suplentes. Bocalom reforçou que o grupo busca garantir que essa composição represente a diversidade dos municípios brasileiros, evitando pressões que reduzam o espaço de participação das cidades.
Gestor municipal destacou que o maior desafio é garantir que os municípios tenham voz ativa na formulação das regras do novo imposto. (Foto: Secom)
“Precisamos ter cuidado para não sermos engolidos pela Confederação Nacional dos Municípios e pelos secretários estaduais. É uma disputa que envolve o ISS, arrecadado pelos municípios, e o ICMS, que é estadual, mas também repassado às cidades”, alertou.
Ao analisar estudos apresentados durante o encontro, os prefeitos manifestaram preocupação com possíveis perdas de arrecadação para os grandes centros urbanos após a redistribuição prevista no IBS. Segundo o prefeito de Rio Branco, levantamentos mostram que, nas últimas décadas, municípios pequenos passaram a receber fatias maiores dos repasses nacionais, enquanto capitais e grandes cidades registraram redução proporcional.
“O mapa que analisamos revela que, nos últimos 25 anos, houve uma concentração crescente de transferências para municípios pequenos, e os grandes acabaram perdendo”, afirmou.
O prefeito também destacou a disparidade per capita existente entre municípios de diferentes portes. “Há cidades com cerca de 3 mil habitantes que recebem mais de R$ 12 mil ou R$ 15 mil por pessoa. Enquanto isso, capitais como Curitiba e Rio Branco não chegam a R$ 6 mil. Existem cidades pequenas com repasses per capita de R$ 7 mil ou R$ 8 mil. É uma disparidade enorme”, avaliou.
Tião Bocalom enfatizou que a definição final das regras do IBS será fundamental para proteger a arrecadação do ISS nas grandes cidades, que temem subsidiar municípios sem atividade econômica capaz de gerar esse tipo de imposto. “O receio é que, na redistribuição, os municípios maiores acabem transferindo recursos para cidades que não têm base tributária. Estamos empenhados para que haja equilíbrio”, reforçou.
Com prazo curto para conclusão, as articulações continuam nas próximas semanas. A FNP trabalha para finalizar, até o fim do mês, a lista dos 13 representantes titulares que ocuparão as cadeiras do Conselho Superior do IBS.
“É apenas uma questão de ajustes finais. A Frente terá 13 representantes, enquanto a Confederação Nacional dos Municípios ficará com 14”, concluiu o prefeito.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realizou nesta quinta-feira (23) a Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra (APARIS). O encontro marcou a posse dos conselheiros para o biênio 2025–2026 e reuniu representantes de instituições públicas e da sociedade civil.
Durante a reunião, foram apresentadas as principais atividades desenvolvidas pela Semeia no âmbito da APA, com destaque para ações de educação ambiental, fiscalização, manutenção de áreas públicas e gestão ambiental, evidenciando o trabalho integrado das equipes na preservação da unidade.
Durante reunião, a Semeia apresentou as principais ações realizadas na APA, com ênfase em educação ambiental, fiscalização, conservação de espaços públicos e gestão ambiental, destacando a atuação conjunta das equipes na proteção da área. (Foto: Secom)
A pauta também incluiu o levantamento de demandas junto aos conselheiros, promovendo o diálogo entre poder público e comunidade, além da discussão sobre a transformação do Decreto nº 500, de 2005, que instituiu a APA, em Projeto de Lei, visando fortalecer a segurança jurídica e a gestão da unidade de conservação.
A nomeação dos membros do Conselho Deliberativo foi oficializada por meio de decreto municipal, que estabelece a composição com representantes de órgãos ambientais, instituições públicas, organizações da sociedade civil e entidades comunitárias, garantindo uma gestão participativa e democrática da APA.
Participaram da reunião representantes da Semeia, do IMAC, da SEMA, do IBAMA, além de associações comunitárias e organizações tradicionais da região. (Foto: Secom)
Entre as instituições representadas estão a própria Semeia, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), o IBAMA, além de associações comunitárias e organizações tradicionais da região.
A Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra é uma unidade de conservação de uso sustentável, criada com o objetivo de proteger a biodiversidade e promover a qualidade de vida da população, conciliando preservação ambiental e desenvolvimento urbano.
“A primeira reunião da APARIS de 2026 foi essencial para prestar contas e identificar as demandas da comunidade, orientando as ações conforme suas prioridades”, destacou a secretária Flaviane Stedille. (Foto: Secom)
“A primeira reunião da APARIS de 2026 foi um momento importante para realizar a prestação de contas e principalmente levantar as necessidades daquela comunidade, para que possamos seguir trabalhando conforme seus anseios e prioridades”, reforça a secretária municipal de meio ambiente, Flaviane Stedille.
A Prefeitura de Rio Branco destaca que o Conselho tem papel essencial no fortalecimento das políticas ambientais, garantindo a participação da sociedade nas decisões e colaborando para a preservação da APA. (Foto: Secom)
A Prefeitura de Rio Branco reforça que a atuação do Conselho é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas ambientais, assegurando a participação social na tomada de decisões e contribuindo para a conservação da APA.
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